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O Livro
No que acreditar em um mundo no qual as instituições se sustentam de forma tão frágil? Qual é a ideologia que rege a classe média e o medo da classe média, em lidar com as questões urgentes que ela prefere negar? Como manter a esperança, em uma sociedade que prega o fim iminente e o hedonismo? Como encontrar saídas para o crescimento urbano desordenado e destrutivo? Como lidar com o medo e a dúvida, em relação às intenções de outrem?
Essas são alguns dos problemas que norteiam as poesias de Hinário ateu, um compilado de hinos, que se apoiam na estética verbal punk-tropicalista, para apontar e procurar o significado do vazio nas burocracias, instituições e moralismos da sociedade capitalista ocidental do século 21, metonimizada nos cantos que compõem a obra.
Em sua edição revisada e ampliada, Hinário ateu está dividido em 8 capítulos: Hinos de Louvor, Hinos de Adoração, Hinos Penitenciais, Hinos de Testemunho, Hinos de Missão, Hinos de Encorajamento, Hinos Hagiográficos e de Consolação, Hinos Religiosos e Patrióticos e Hinos Escatológicos. Com sua poesia perspicaz e provocativa, convida os leitores a explorarem temas complexos e urgentes de nossa sociedade.
O Autor
Lucas Grosso nasceu em São Paulo, onde vive até hoje. É professor da rede pública, mestre em Literatura pela PUC, pai da Isadora e kavalu de umbanda.
Como escritor, Lucas é reconhecido por sua contribuição significativa para a literatura contemporânea. Seus trabalhos incluem os livros Nada, Hinário Ateu (1ª Edição) e A Loja de Lámen. Sua influência vai de publicações individuais, com participações em diversas coletâneas, antologias e revistas literárias. Lucas também desempenha um papel importante como colaborador no Portal Fazia Poesia.
Foto de Luísa Helena
Alguns Poemas do Livro
Internet
no castelo dos juízos
o rei malone anuncia
suas verdades aéreas
e os pássaros azuis
ignorantes e fátuos
fazem coro
zoadas
que apenas uma turba
ingênua ou desconsolada
toma como ciência
o general
o general está pintando quadros com sangue
e moinhos de vento
enquanto prescreve velhas metáforas
nas linhas tortas que a terra molhada de urina
bestial
o general está perdido em sonhos napoleônicos
enquanto arrasta sua farda de jornal e sacos de farinha
pelos garimpos do nióbio messiânico
em pleno carnaval
o general está esgotando nossas palavras
com sua desconexa retórica
sobre dragão reencarnado como um jorge da capadócia
canibal
o general está – e a repetição dessa fórmula é a própria essência do ato
cirurgicamente executado sob as frias luzes de flashes
da pretensa imprensa isenta e
da artificia intelligentsia inquieta
no jardim de belial
evocação das violetas
um dia as prioridades do mundo
serão as violetas
as cores das violetas
os cheiros das violetas
as formas das violetas
as violetas em sua totalidade
biológica e poética
o pólen as folhas os caules a terra
um dia as violetas serão
a preocupação maior do mundo
nesse dia não vamos mais precisar da poesia
até lá todavia continuaremos escrevendo poesias
O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
1k+ autores lidos | 1k+ poetas publicados | 1 milhão de players
Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)
Impressão Gráfica | 800,00
Material de envio e fretes | 600,00
Serviços Editoriais | 700,00
Registros, solicitações, taxas | 400,00
Margem de segurança | 100,00
Contato
@tomaaiumpoema