Livro A Jitirana Poética de Maria de Melo
Curitiba, PR

Livro A Jitirana Poética de Maria de Melo

Edição e publicação do livro A Jitirana Poética de Maria de Melo | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 13/06/2023

R$ 2.390

arrecadados da meta de R$ 2.600

92%

da meta 4

73

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Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 13/06/2023

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O Livro

Eu não perco uma ocasião para poder falar de mim, fazendo isso termino falando do meu povo, da nossa terra e da luta prolongada pelo acesso a terra e água. Isso deve ser coisa do povo camponês do Nordeste brasileiro.

A Maria aqui pulsa como uma menina de 12 anos, esperando ser aquilo que quer ser. Os conflitos agora na sua maturidade chegam de forma ligeira. O movimento, a ciência, as amizades, os amores e a violência, são discutidos em cada verso e prosa deste livro de uma poesia regionalista. Marcado por uma época em que tudo se passa tão rápido. A vida não dá certeza, mas, mesmo assim, a certeza pode ser encontrada em períodos e fases quando estamos abertos para recebê-la. O sentir a lentidão do sentir é está distraído. Nesse movimento fui buscar o meu Agreste interior.  

Com o intuito de chegar ao meu Agreste interno/interior, renasci em um encontro marcado com o Sertão. Na simplicidade interiorana envasada por um solo regional. Ah! Fui convidada ao renascimento no meu brio. Nele continha sentinelas adormecidas com aromas, sons, texturas e luz. Assim, nasceram as minhas primeiras poesias e crônicas do ano de 2021 e 2022.  

Eu cá, digo logo, sou interiorana do Agreste da Jitirana, de alegria genuína e com um estandarte beleza. Como sou pernambucana de alma regionalista, não poderia de deixar de dizer que faço as linhas por onde o meu trem passa. Tenho um coração cheio de lembranças e memórias vivas. Por certo, digo agora que precisei regressar à minha melancolia latente, que permitiu o desabrochar em meio a uma pandemia da COVID-19. 

A sensibilidade de a “A Jitirana Poética”, fez-me maestria no meu amor-próprio. Uma cientista do povo se fez poetisa junto do Sertão. Logo, o meu sentir me deixa atemporal com o meu mundo singular que mede o particular no universal.

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A Autora

Maria José de Melo, natural de São Caetano município do Agreste de Pernambuco, atualmente morando em Jaboatão dos Guararapes-PE, Região Metropolitana de Recife-PE. Filha de camponeses, escritora, geógrafa, especialista em docência, mestre em serviço social e poetisa de eterna alma regionalista com pretensões de ser universal.  

Citação preferida: “O pensamento da gente parece ser às vezes maior que o poder do lugar de onde nascemos, por isso se eterniza como universal.” 

Autora do livro, “A Renda Fundiária na transposição do Rio São Francisco”, publicado em 2021, pela editora Índica. Em 2022, teve quatro participações em Antologia de Poesia, Crônicas e Conto e foi finalista no I Concurso Literário do Jornal A Nova Democracia. Escreve poema, crônica e romance. Atualmente é membro do Coletivo Literário Escribas e faz parte da Comunidade dos Escritores Admiráveis da Agência de Comunicação (LC). Está escrevendo o segundo livro em prosa longa: “Memórias Literárias de Amora: uma carta-manifesto” e um projeto de trilogia.

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Alguns Poemas do Livro

Minibiografia da autora

Maria José de Melo, natural de São Caetano município do Agreste de Pernambuco, atualmente morando em Jaboatão dos Guararapes-PE, Região Metropolitana de Recife-PE. Filha de camponeses, escritora, geógrafa, especialista em docência, mestre em serviço social e poetisa de eterna alma regionalista com pretensões de ser universal.  

Citação preferida: “O pensamento da gente parece ser às vezes maior que o poder do lugar de onde nascemos, por isso se eterniza como universal.” 

Autora do livro, “A Renda Fundiária na transposição do Rio São Francisco”, publicado em 2021, pela editora Índica. Em 2022, teve quatro participações em Antologia de Poesia, Crônicas e Conto e foi finalista no I Concurso Literário do Jornal A Nova Democracia. Escreve poema, crônica e romance. Atualmente é membro do Coletivo Literário Escribas e faz parte da Comunidade dos Escritores Admiráveis da Agência de Comunicação (LC). Está escrevendo o segundo livro em prosa longa: “Memórias Literárias de Amora: uma carta-manifesto” e um projeto de trilogia.

Estandarte Beleza

Eu cá vou contar uma história 

Disseram-me que merecia um estandarte

É! Eu sou Maria!

Divirjo de todo o mundo

Oh! “Que teimosia menina” 

A minha mãe dizia

Eu sou pequena, 

Mas dizem que sou gênia

Eu penso longe, 

Nisso, mestre eu sou 

Se você vier com fragmentos, 

Eu vou lá e junto tudo

Eu vou à raiz do problema, 

Gosto de rastrear as profundezas das coisas

Eu bebo água do rio seco 

Lá da minha terra, 

Mas bebo água do rio São Francisco

Rio profundo e salvador de um povo

Eu cá não perco uma ocasião 

Para criar um estandarte

O Brasil ainda é semifeudal 

Afirmar isso me deu dor de cabeça

Oh! Que teimosia! 

Aqui, no Brasil, camponês não tira o próprio salário

O operário mal paga a cesta básica

Recuso-me a falar a capital de Roraima 

A geografia é maior do que isso

Aprendi isso, de capital, na antiga quarta série 

Meus poemas se chamam liberdade 

Com disciplina 

Ah! Essa é minha prontidão,

Aprendi com os camponeses 

Não sei bem rimar

Rompi com a métrica 

E tô brigada com a rima

Não consigo memorizar os meus versos

Pode ser falta de treino

Preguiça, menina!

A minha memória falha 

Pra decoreba! 

Não sei o que é, 

Mas a minha memória é boa

Pra outras coisas

Não sei explicar!

Só sei que é assim, 

Tô igual à Chicó! 

Quando eu nasci, 

Não tinha ninguém pra cuidar de mim

Minha mãe teve que se virar, 

E eu também, 

Com choro no escuro 

Que atraso! 

Ainda não tinha chegado à luz   

O candeeiro foi acesso 

Assim, nasceu no Agreste de Pernambuco

Lá em São Caetano

Uma menina, chamada Maria 

No nupcial da flôr

Chamada 

Jitirana Poética.  

*

Eu e o Agreste da Jitirana

Fiquei por muito tempo procurando

Por um significado do meu nome, 

Implicância de menina

“Paciência”, a minha mãe dizia 

Para as minhas perguntas de cientista

A minha mãe dizia: “Estuda, Maria”

Coitada, ela não imaginava que seria tanto!

Ah! Agora tem que aguentar 

Não consigo fazer outra coisa

Nem ligo mais para o que o povo diz 

O duplo olhar da menina 

De cientista à poetisa 

Acho que herdei dos meus antepassados 

Povo sofrido e uma gente telúrica 

Daqui do meu Agreste de Pernambuco

Que fica encravado no Semiárido nordestino 

Ah! A curiosidade sempre foi uma marca 

A teimosia e o detalhe, traços persistentes 

Eu já chego e digo logo! 

Desde pequena, tinha argumentação pra tudo

Nasceu uma provocadora sem arrudeio

Eu sou Maria!

Na verdade, 

Agora aprendi que precisamos sempre

Fazer o nosso nome

Redizer e esvoejar!

Não espere isso acontecer, 

Apenas faça!

Penso como um rio

Eu gosto dos rios profundos

Sabe qual é o meu preferido? 

O Rio São Francisco!

Guimarães Rosa dizia:

“O Rio São Francisco é profundo 

Como o sofrimento dos homens”

Pois bem, é desse que eu gosto!

Coragem! 

A vida nos ensina

Nasci na terra dos rios secos e salgados

De superfície rasa

E de terra batida

Como o seu povo vivos e sinceros 

Digo uma coisa:

A Serra da Queimada é exuberante

Ah! No inverno, a névoa branca no topo

É uma poesia de inverno

Sempre fiquei me perguntando 

Oxe! Como aquilo é possível?!

Que beleza esplêndida de interior! 

Eu digo sem arrudeio:

A geografia se faz no dia-a-dia

No Agreste, ela é viva e presente

Eu a escolhi como ciência preferida

Criei o raciocínio geográfico ainda criança

Assim, me fiz geógrafa 

Agora, digo mais,

Fechei-me no meio da Caatinga;

Criei o meu próprio mundo

E ele começa lá no Agreste quente e seco 

Do meu Pernambuco imortal

A Roma dos bravos guerreiros

Sem arrudeio, digo logo,

O meu mundo é encantado

Oh, sim! Tem que ser!

Um escape da realidade 

Que parece, às vezes, ser cruel

Isso me possibilitou criar uma personagem preferida

Adivinha quem é: eu mesma!

A necessidade de afirmar-se como protagonista

A busca pela superação

Uma filha do Agreste 

Autêntica, reluzente e resiliente

Como a caatinga

Antes de tudo, forte.

Eu assim me fiz

Com brio de sempre

Uma interiorana do Agreste da Jitirana

Não queira mudar o meu ensejo!

Abram o sendeiro para a nova literata

Deixem meu verso ecoar!

Outro Livro da Autora

A transposição do rio São Francisco é uma obra tão esperada quanto imensa. Com a finalidade de aplacar as severas secas periódicas que se abatem sobre o sertão nordestino, a obra bilionária trouxe vastos impactos sociais, ambientais e econômicos ainda pouco estudados e conhecidos. Instigada por esta lacuna, a geógrafa Maria José de Melo realizou sua pesquisa de Mestrado em Serviço Social na Universidade Federal de Alagoas, cuja dissertação deu origem ao livro A RENDA FUNDIÁRIA NA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO: Uma análise da propriedade camponesa no Alto Paraíbapublicado em março pela Editora Índica. 

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O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados.    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2300 Reais)

Impressão Gráfica | 600,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 600,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

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  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
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