A literatura e o pensamento travesti dominicano de Johan Mijail em português
Belo Horizonte, MG

A literatura e o pensamento travesti dominicano de Johan Mijail em português

Campanha para a impressão e alcance dos livros "Santo Domingo is Burning" e "No Truque", da escritora Johan Mijail, traduzidos ao português brasileiro.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 11/05/2024

R$ 3.945

arrecadados da meta de R$ 6.000

66%

da meta 2

46

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 11/05/2024

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Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

R$ 30

ebooks dos dois livros de johan mijail

com esse apoio, você recebe os dois ebooks dos livros "Santo Domingo Is Burning" e "No Truque", da escritora Johan Mijai...

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6 apoios confirmados

Conheça a campanha

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*si eres de otro país y te gustaria contribuir con la publicación de los libros, hay un enlace en la bio del instagram @elle_elu donde puedes hacerlo! bienvenide!!

Trazer a Johan para o Brasil é fundamental.

Foi a primeira coisa que conseguimos pensar depois de ler dois de seus livros.

Com muita alegria podemos dizer que esses livros já estão traduzidos para o português: Santo Domingo Is Burning e No Truque.

E não estão simplesmente traduzidos, como estão traduzidos pelos tradutores poetas Floresta e Formigão (respectivamente).

O pensamento ensaístico, literário, político, amoroso e flamejante de Johan Mijail chegará ao Brasil com o seu apoio. Faça as ideias e a poética dessa travesti negra dominicana expandirem seu território de potência, diálogo e contaminação.

Os processos de remuneração da escritora e dos tradutores já estão acertados. Agora, a gente precisa de você para que esses livros sejam impressos.

Seja parte dessa ativação ♥


Sobre a autora

Johan Mijail (Santo Domingo, República Dominicana, 1990) é escritora, performer, editora e pesquisadora. Circula com seu trabalho por países da América Latina, além de Estados Unidos e Europa. Sua obra literária é entranhada por questões de gênero, raça, território, ancestralidade, migração e afeto, em diversas formas de escrita possíveis como novela, carta e ensaio. Seu livro "Santo Domingo is Burning", agora traduzido ao português por Floresta, já foi lançado em Santo Domingo, Cali e Quito. Já sua obra “No truque”, traduzida por Formigão, é sua primeira novela e foi lançada originalmente no México. Essas obras, neste exato momento, circulam com Johan pelo continente latinoamericano, e agora tem a chance de chegar ao Brasil.

Johan tem seus trabalhos publicados em diversas antologias como "Afectos y disidencias sexuales jota-cola-mariconas en la Abya Yala" (México) e "Inflexion marica: Escrituras del descalabro gay en America Latina" (Espanha). Desde 2022 está em um processo de investigação denominado "epistemología travesti del sentir_estando", que consiste em uma investigação junto a pessoas negras/afrodescendentes da diversidade sexual e de gênero nos territórios do pacífico colombiano e Caribe continental e insular.

Atualmente, Johan também tem se dedicado intensamente em espaços de criação estético-político-literário para pessoas negras, racializadas, lgbtqia+ e aliades, em confronto ao cânone ocidental e da branquitude, partindo de uma elaboração decolonial sobre a escritura autobiográfica, colocando para jogo elementos da Santeria, do denbow, de suas obras e outras obras migrantes.

Sobre os livros

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"Eles andam no metrô de Santo Domingo falando de um amigo que estudou com eles no ensino médio . Exercitando a memória tratam de relembrar histórias despertando a alegria e o riso dominicanos; transformando o calor em uma sensação agradável. Em meu lugar, a poucos passos de distância, eu olho para eles pensando nisso como um acontecimento político. Leio homoerotismo em um contexto social homofóbico y heterossexista. Na leitura rápida que faço leio um acontecimento político também, porque são corpos racializados ali, vivos, apesar de tudo o que se passou na história. " (trecho do livro Santo Domingo Is Burning)

Escrita motivada pelos próprios deslocamentos da autora, que viveu uma parte de sua vida no Chile, Santo Domingo Is Burning tem o tom de uma certa inadequação nacional - a autora é reconhecida por sua intelectualidade e arte em muitos países do mundo, mas não no território que a faz nacional - e amorosa ou seja, Santo Domingo Is Burning é também a montagem de “uma correspondência política para pensar o amor”, correspondência de amor negro e antirracista que ambienta esse território e povo, carta de amor travesti, um amor profundamente e proficuamente político, crítico, estético.

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Se em Santo Domingo Is Burning conseguimos vislumbrar feixes simultâneos e alternados entre um retorno à cidade natal feito pela autora e a cidade ela mesma, num olhar de quem chega devagar ao próprio território depois de tanto tempo fora, em No Truque, primeira novela de Johan, nos deparamos com uma personagem em que a cidade e os encontros que ela promove tem um potencial de transmutação, uma personagem que não é uma, isso é, enquanto vive e se movimenta, vai sendo outres, empresta e tem tomado o corpo por divindades yorubas, Mistérios, é renomeada, faz trabalhos, pede a Oshún para ir ao mercado, e ela vai, aproveitando para deixar “uma trilha luminosa que cheira a Agua de Florida, além de instalar com uma martelada uma antena lumínica para que continuassem fluindo junto com a amplitude modulada (AM) os sinais que continham e reproduziam dados e bytes com diagramas que permitiam a circulação secreta de informação sobre afrodominicanidade em todas as escolas de Santo Domingo, Jimaní, Samaná, San Cristóbal e Mao”, evidenciando aquilo que leche de virgen vai apontar como o travestismo espiritual em Johan Mijail, obra e ser.

Ainda que ambas as narrativas nos façam ver a ilha dominicana, assim como rastros de todos os trajetos que compõe Johan e sua performatividade na escrita e vida, a ilha não está ilhada. Nas traduções preciosas feitas por Floresta e Formigão, ambos conseguem enxergar também outras correspondências possíveis, onde as histórias negras, trans, travestis desses pedaços longínquos de terra se conversam: assim, los tígueres dominicanospodem fazer pensar a fuleragem brasileira, e chapeo, título original do livro e palavra-verbo tão dominicano (mesmo os outros países, que supostamente falam “a mesma língua”, tem dificuldade de enxergar o ato complexo dessa palavra), vem para cá como no truque, expressão que verte significados entre travestilidades e quebradas do país.

Sobre a editora

Nós, da (elle/elu) edições y traduções, estamos muito implicades em criar expansões para os territórios dos nossos pensamentos, expansões que quebram o ciclo vicioso por onde por tanto tempo viemos, sem querer ou querendo, organizando aquilo que Johan nomeia como “eurosomateca”. Por isso, apostamos tanto na circulação de pensamentos e poéticas na regionalidade de abya yala/américa latina/améfrica ladina e caribe. 

Somos uma editora independente e recente, feita por duas pessoas trans brancas, com muito mais ganas que recursos. Por isso, contamos com você para conseguirmos arrecadar a quantia necessária para imprimir esses livros - que estão no processo de revisão e feição da capa enquanto essa campanha gira.

Formas de apoio

Você pode apoiar de várias formas:

  • - compartilhando essa campanha com pessoas que você acredite que possam ser interessadas

  • - comprando os ebooks

  • - comprando um livro, dois livros, quatro livros, cinco livros - conforme a sua possibilidade no momento.

  • - caso você tenha mais dinheiro disponível, você pode ser um super apoiador - e então receberá uma carta amorosa nossa, des editories, de antemão, compartilhando com você cada pedaço da jornada até esse livro chegar a acontecer

  • - ou você pode garantir que esses livros cheguem a coletivos de pessoas trans e travestis, comprando dois livros para você e dois que serão destinado a um coletivo de sua ou nossa escolha [faremos uma chamada no instagram pra saber dos coletivos interessados]

  • - caso você tenha mais dinheiro disponível e queira ser responsável pela viabilização de uma oficina de escrita oferecida por nós a um coletivo de sua ou nossa escolha, essa também é uma possibilidade.

Entenda nossas metas

A meta 1 é bastante simples, ela é a quantia necessária para pagar a impressão de 100 exemplares de cada um dos livros. É tudo ou nada porque atualmente não temos - de verdade - como arcar com esses custos. 

Já se alcançarmos a meta 2, a gente consegue imprimir 200 exemplares, destinando 10 exemplares de cada obra para coletivos e organizações transfeministas e racializadas.

Na meta 3, além da impressão dos 200 exemplares, os pagamentos para a viabilização de um lançamento online estarão custeados.

Na meta 4, poderemos fazer um lançamento online e outro presencial, com os tradutores e até mesmo uma mediadora travesti literária muito maravilhosa que já estamos rondando. Acreditamos, muito, que essas obras e essa autora merecem esse prestígio.

A meta do sonho seria trazer, digna e remuneradamente, a Johan para o Brasil, o que exigiria arcar com custos de viagem, hospedagem, intérprete... caso você seja de alguma organização, empresa, ou mesmo pessoa, que disponha desse tipo de recurso, não hesite entrar em contato com a gente pelo e-mail elleluedicoes@gmail.com.

Todo valor que exceder as metas custearão outros processos editoriais que ainda estão sem remuneração.

Contato

@elle_elu

www.elle-elu.com

em caso de dúvidas, utilizar a DM do instagram ou o e-mail elleluedicoes@gmail.com

Seguiremos produzindo material no instagram para divulgar a campanha. Ser um super apoiador é também compartilhar esse conteúdo, falar com alguém no whats que essa campanha babadeira tá rolando. Rachar um livro com ume amigue.

{música do vídeo da campanha: Onana Remix Version - Jay one, Aldair king}

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.