meu silêncio lambe tua orelha de Marta Cortezão
Curitiba, PR

meu silêncio lambe tua orelha de Marta Cortezão

Edição e publicação do livro meu silêncio lambe tua orelha de Marta Cortezão | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 30/04/2023

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Campanha Financiada com Sucesso!

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O Livro

meu silêncio lambe tua orelhanitidamente nos remete ao universo feminino numa dimensão diversificada e vasta. A poeta parte das citações de outras escritoras e embrenha-se com maestria em cada palavra para escrever o poema, não só acatando o sentido na sua interpretação, mas criando um corpo que complementa as premissas. (...) Muito mais que isso, a elasticidadedos silêncios devora o corpo desde as entranhas até a alma, quando escancara a sua compreensão de mundo, vivência esta que exercita freneticamente.  

— Vania Clares. Escritora

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A Autora

Marta Cortezão (@martacortezaopoeta) nasceu em Tefé, no Amazonas. É escritora e poeta. Possui publicações em antologias nacionais e internacionais. Livros de poesia publicados: “Banzeiro manso” (Porto de Lenha Editora, 2017), “Amazonidades: gesta das águas” (Penalux, 2021), Zine “Aljavas para Cupido” (2022). “meu silêncio lambe tua orelha” (TAUP, 2023) é seu terceiro livro de poesia. Colunista da Revista Literária Voo Livre. Idealizadora das Tertúlias Virtuais (Prêmio APPERJ/2021), do blog Feminário Conexões e, em parceria com Patrícia Cacau, do Projeto Enluaradas.  

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Comentários

“(...) minha compreensão dos seus poemas é mais do que um sentir vasto, não saberia nomear o que sinto ao lê-los, como não sabe dizer o que sente, aquele que penetra libidinosamente no corpo do amado (...) A tua linguagem me adentrou, me colocou no corpo dela, de tal forma que nos tornamos um só corpo. Sou demasiadamente o corpo da tua linguagem meta, só ela é capaz de fazer vir à tona esse entranhamento.”

— Teresa Cristina Bendini. Autora dos livros Krenak, o menino dos braços compridos

Amor em Azul, entre outros.

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No poema “pés híbridos”, “a voz lírica anseia escavar os mistérios profundos do ser, indagando as causas primeiras do seu desejo de se fazer ponte entre a palavra e a materialidade. O verbo serpenteia, insinuando-se na cadência ritmada das constantes ondas de um mar primordial. No movimento de águas profundas encontra o sal e a essência feminina da criação. Então o poema se faz: manifestação da semente que brota para dar forma ao verso, ao fruto da rebeldia do seu ventre de poeta.”

— Heliene Rosa. Escritora, professora e pesquisadora.

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Em seu poema corais de pássaros, Marta Cortezão se diz “estar feita de silêncios”. Isso é bom. Isso é muito bom! Para alguém que tem alma de rio – as ideias, invenções e desejos em fluxos irrefreáveis – são nessas brechas da lida que a poeta encontra saídas para os aranhóis da vida e dá de comer às aves famintas em sua garganta, sinfonizando pássaros e poesia.  Um silêncio prenhe de palavras, cantos, gritos. O que resultará, senão poemas, canções, manifestos; senão A VOZ?

— Dani Espíndola. Escritora e poeta. Autora do livro Elvira Virgínia, entre outros.

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Os versos que compõem o poema urgências desenham a necessária epifania do corpo-palavra e o laborioso, preciso e árduo processo da escrita criativa. O eu-poemático invoca a oferenda da poesia para enchê-lo de essências que o torna prenhe de vazios, tanto no papel, quanto no corpo. Há uma analogia com as urgências dos corpos e a mansidão ensurdecedora dos silêncios das coisas fugazes e atemporais. Não se trata de qualquer corpo, mas do corpo sensível capaz de acolher as conexões que ressoam das forças do silêncio e das inutilidades. Assim, a oferenda purifica o corpo das dores e das violências que lhe tingiram a pele, permite com que ele transborde em elementos líricos.

— Elizabete Nascimento. Escritora, professora e pesquisadora.

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distopias é um poema que nos atravessa, feito dor, mas nos incita à luta, eis meu primeiro sentimento ao ler estes versos de Marta! Desnudando nossa alma e corpo, a força da sua escrita, em diálogo com a potente fala de Malala, nos leva à busca daquela voz interior, tão feminina, tão presente, mas tão silenciada... Este poema é um grito de afirmação a tudo o que não tenha, irrestritamente, verdade e amor.

— Rosangela Marquezi. Escritora, professora e pesquisadora.

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geossintaxe éum poema sussurrado por voz afrodisíaca: interroga, induzindo a resposta; oculta, sugerindo onde encontrar; provoca a memória silenciada a vislumbrar um futuro sonoro. Cai na alma como escudo e inspiração. É assim que me toca o poema deMarta. A força que emerge da voz poética feminina que sabe de si e de outras, da língua e do mundo, da luta e do amor.

— Lucila Bonina. Poeta, escritora e professora.

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O belo poema mar de diásporas, de Marta Cortezão, me faz pensar em aberturas: é um corpo/fortaleza que se deixa acariciar pela chuva e que abaixa suas defesas apenas para o sublime, como as partículas de nuvens. A chuva que banha esse corpo solitário traz a memória de lágrimas, mas também aquela da nutrição da terra, o que me faz vê-lo cheio de desejos, entre os quais o desejo de conexão, percorrendo o mundo, nutrindo a si mesmo e aos que encontra em seus caminhos.

— Lindevania Martins. Autora dos livros Teresa decide falar, entre outros.

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Alguns Poemas do Livro

Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso.

{Clarice Lispector}

corais de pássaros

estou feita de silêncios

girassóis sinfonias de pássaros

botões de rosas corais máscaras

arrebóis alquimias penitências

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voo pássaro na geografia

giro canções mascaro-me sóis

coro rosais sinfonizo poesia

sou panaceia abissal aranhóis 

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penitencio silêncios alquímicos

na garganta: pássaros famintos 

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Pueden dispararle a mi cuerpo, pero no pueden dispararles a mis sueños.

{Malala Yousafzai}

distopias

já não me serve

a desmedida do olhar

não me serve a crueza

que dilacera verdades

e mentiras tão óbvias 

em minhas trêmulas carnes

não me serve a mão

manchada de sangue

que mutila sonhos imensos

não me serve a demagogia

que devora humanidades

o que me serve 

é o que me sente 

a dor que me (des)veste 

é este elo benévolo

perdido no tempo

este coração humano

raquítico e doente

gritando no peito

a dor insana

de ser gente

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Você tem uma história dentro de você; ela está articulada e esperando para ser escrita – por trás do seu silêncio e sofrimento.

{Anne Rice}

urgências

dá-me a outra face do papel

para que eu possa encontrar-te

no próximo verso tórrido de amor

não me roubes as palavras

pois me é difícil reinventá-las

neste caos que me completa

tudo o que é atemporal me urge

neste átimo de eternidade tão fugaz 

que esvazia o verbo

e me enche o punho de angústia

deixe-me untar-te inútil corpo

com fresca e divina ambrosia

e gozar-te plena, poesia!

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O Toma Aí Um Poema

O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

850+ autores declamados.   |   1k+ poetas publicados.    | 70+ mil ouvintes

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Orçamento - 36 exemplares (1440 Reais)

Impressão Gráfica | 300,00

Material de envio e frete | 250,00

Serviços Editoriais | 850,00

Margem de segurança | 40,00

[+7% Benfeitoria]

Superação da Meta: todo o valor líquido arrecadado que supere os gastos da publicação será repassado para a autora.

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

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Modalidade

Projeto com Recompensas e Meta Flex

Esta modalidade é para negócios e projetos criativos. É uma arrecadação com recompensas, mas com meta Flex. Ou seja, ao final esta campanha receberá o valor arrecadado – mesmo sem bater a meta – enviará as recompensas e iniciará seu sonho.
  • No Flex, esta campanha recebe o quanto arrecada;
  • As recompensas aumentam sua arrecadação;
  • Esta campanha testa suas ideias com Risco Zero!