Conheça a campanha
O Livro
Semear é a espera da poesia que germinará
Depois de desaguar
É a hora de fazer brotar
A vida, a esperança, as dúvidas, a revolução
Que vem de dentro
É interna
Para depois vir a grande expansão
A mente criadora
Não mente
É possível germinadora
Se Semear pudesse falar,
Diria
Se sufocar a semente que brota
Se embota
Sem ir para frente
Se tampar o sol que encosta
Toda rota
Ficará diferente
Deixa germinar
Para ver até onde
Irá chegar

A Autora
Sou Odara, nome artístico que me escolheu nos meus 15 anos. Transito por várias linguagens da arte, mas sem dúvidas a poesia é a forma artística em que consigo me expressar desde muito nova. O pincel é extensão da mente, seja nas mandalas, ou nos abstratos. O violão é aquele que me acompanha harmonicamente para melodiar meu interior. A caneta é a ferramenta lírica, para enxurrada de ideias que me acompanham por onde eu passo. E arte é veículo da alma, que tento encaixar em cada pedaço.
Semear é meu segundo livro de poesias publicado, seguido de Desaguar. Acredito que, através da sensibilidade das palavras e da arte, podemos adentrar num mergulho profundo interior para chegar no exterior com a semente que pode provocar a mudança.
Dois Poemas do Livro
A Fênix renasce da morte.
Das chamas. Das cinzas.
Eu renasço da dor.
Munida.
Não estou mais calminha.
Tenho força para poder seguir.
Sem mais recaídas.
Tentar não só sair viva, mas conseguir viver para não ficar mais omissa.
Alguns já me questionaram,
O que estou fazendo com a minha vida?
Digo que agora, busco meu equilíbrio.
Não estou mais sozinha.
Lapido os vícios
De linguagem, de hábitos
Teço os fios
Da minha própria vida.
Agora eu vou cantar e é sem me esquivar
Muito tempo passei calada na sombra de uma vida
Que era impossível
De ser vivida
Por ser fingida
eu estava escondida
Mas agora vou correr atrás do que me tiraram
O direito de ser eu
sem procurar maioridades
Muitos já me disseram que não tenho idade
Mas a questão aqui não é a superioridade
Ou qualquer tipo de vulnerabilidade que já estava embutido
Na sociedade que mata dia a dia o amor que era para ser
Sentido
E tem dias que você acorda e nem quer se levantar
Tem outros que desperta e a real vou te falar
Pra gente acabar com os algoz
Que reprimem e asfixiam
Pensando em encher sua maleta
De grana tortura e dor
Dissipam medos
Dizem que nos vigiam
A mídia negligencia
Eu me refugio na caderneta
Faço valer meu suor
Pois sou filha e neta
Honro os ancestrais
Aprecio a chama violeta
Que nos envolve de espiritualidade desatando os nós
Deixando eu ser quem sou sem precisar dar indireta
Porque assim como já me deram de ombros
Não botaram fé
Resgato minha força
Pois me inspiro em Antonieta.
Em Nise da Silveira.
Em Ana Mendieta.
Entender meus privilégios
Onde posso chegar
Até os meus naufrágios
Me levaram para algum lugar
Espalho arte e vestígios
É tudo que posso deixar
De verso e rima eu contagio
Desse plano nada vai se levar
Apenas a poesia
Que não pode
Parar
*
Que não pese. Ou, que o peso, seja suportável.
Não é só leveza que me faz ser
Reinvento meu olhar, para poder equilibrar-me e crescer
Não tenho o futuro como meta
Admirável aquele que vive no agora, somente
Eu ainda procuro por minhas brechas
Tenho cansaço.
Mas tenho vontade. Presente.
De não viver apenas espasmos de vivacidade
De querer buscar outras realidades
Saber o que se querer, saber para onde ir, saber, saber...
Muito sabes, pouco fazes
Conheço. Procuro.
Não encontro, mergulho.
Não replico, engulo.
Mas não sem antes mastigar
Para poder digerir,
O que virá.
Comentários
"Estou impactada com tudo o que li em Semear. Às vezes me pergunto como será
visto nosso momento histórico pelas gerações futuras e nas palavras de Odara
consigo vislumbrar. Com a clareza fruto de Desaguar, semeia verdades em meio a
tempos tão confusos. Pinta a realidade de poesia e, (des)pretensiosamente, nos
estimula a reflexão sobre o que estamos vivendo e como isso reflete em nós."
— Isabella Morcillo.

Mandalas Autorais
De rabiscos no caderno até a produção contínua, a mandala entrou com muita força em minha vida nos meus 15 anos de idade. Hoje trabalho com a mandala vibracional, que funciona através de pintura sob encomenda, com as intenções de vibrações e energias que o cliente necessita ou que quer intecionalizar . A mandala me reestabelece para o presente, para o agora. Acalma, traz luz e me ilumina. Fazer mandalas é mágico, é cíclico, é cura.
A partir do meu contato com a mandala, surgiu espontaneamente uma vontade imensa de conhecer mais sobre esse símbolo. Conheci as mandalas tibetanas, as islâmicas, as hinduístas. Percebi nas danças circulares a mandala também presente. Nas cirandas. E comecei a observar cada detalhe do mundo ao meu redor. Tive a oportunidade, depois de adentrar o curso de Artes Visuais em 2017, de ministrar algumas oficinas em projetos sociais com crianças e adolescentes.
No meu projeto artístico, ao criar uma mandala acredito que sou capaz de transmitir uma energia única, na qual as pessoas se reconhecem. Por esse motivo cada pintura é feita com muito amor, carinho e dedicação, para que o seu dono possa se reconhecer nela.
Mandalas são muito mais do que apenas estética, é uma arte que vai muito além da aparência e do resultado final. Mandalas são usadas para atingir os estágios máximos da meditação, como nas thangkas tibetanas, nos yantras indianos e na arte sacra.
Quando os monges budistas constroem uma mandala de areia, após a cerimônia a mandala é destruída, desfeita, para que suas bençãos se espalhem. Não reproduzo a arte budista ou hindu, mas procuro usar essas influências para criar mandalas únicas e que expressem aquilo que sou.
O Toma Aí Um Poema
O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:
850+ autores declamados. | 1k+ poetas publicados. | 70+ mil ouvintes
*
Orçamento - 36 exemplares (1440 Reais)
Impressão Gráfica | 300,00
Material de envio e frete | 250,00
Serviços Editoriais | 850,00
Margem de segurança | 40,00
[+7% Benfeitoria]
Superação da Meta: todo o valor líquido arrecadado que supere os gastos da publicação será repassado para a autora.
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