Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do governo anterior.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra— busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável.
A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é de Bryan Menger dos Santos para a publicação de sua dissertação: "A importância do inconsciente na vida política de massas: a pesquisa psicanalítica do discurso fascista" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 4.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autorais.
Resumo do trabalho:
Nos rumos dessa pesquisa, aborda-se como objetivo central as possibilidades de compreensão do discurso fascista através do edifício teórico da psicanálise. Em razão do emprego polissêmico da noção de fascismo, tanto no campo das ciências políticas, como no senso comum, primeiramente é colocada em prática uma discussão conceitual sob os vieses de diversas escolas de pensamento, as quais, ora dialogam entre si, ora repelem-se umas as outras. Empenha-se para valorizar as heterogeneidades de interpretação que constituem a experiência política, sem operar um movimento de captura do fascismo dentro de um significante despótico e invariável que o restrinja a certos agenciamentos conceituais de enunciação. Diversas tradições psicanalíticas e/ou pós-psicanalíticas são convocadas para orquestrarem a dinâmica metapsicológica do discurso fascista, partindo da mito-política dos arcaísmos latentes que condicionam os vínculos sociais na abordagem freudiana, passando por autores atravessados pela teoria marxista como Reich, Bataille e Adorno, até a chegada na micropolítica do desejo em Deleuze e Guattari. Ademais, questiona-se o suposto ineditismo dos regimes fascistas – o seu caráter sui generis – a partir da aproximação com pensadores da tradição decolonial, questionando principalmente, a produção de uma desmentida de proporções epistemológicas em relação a suposta antítese entre modernidade e colonialidade.
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Pesquisemos!