"Memórias Difíceis no Rio de Janeiro": livro e seminário
Rio de Janeiro, RJ

"Memórias Difíceis no Rio de Janeiro": livro e seminário

Apoie a impressão da obra Memórias Difíceis no Rio de Janeiro, último livro de Myrian Sepúlveda. Participe da homenagem e amplifique as vozes marginalizadas.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 30/07/2024

R$ 21.700

arrecadados da meta de R$ 24.000

90%

da meta 2

172

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Finalizada

Projeto Meta Flexível

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 30/07/2024

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

No Brasil, quem conta nossa história?

A História que muitos de nós aprendemos é contada de forma linear, tendo como personagens principais algumas figuras nada heróicas. A memória de colonizadores, ditadores e exploradores vai se consolidando como referência positiva no imaginário das cidades, através de estátuas, nomes de ruas, monumentos e outros suportes. Mas, essa narrativa vem sendo questionada. Movimentos sociais e pesquisas recentes buscam as vozes de militantes, trabalhadores, populações afrodescendentes e indígenas, mulheres e outros grupos marginalizados, em suas lutas por direitos e reparação. Quando ouvimos às chamadas "memórias difíceis", surge uma nova forma de contar a História, atenta às violências e apagamentos de grande parte da população.

Estátua de Borba Gato incendiada em protestos no dia 24 de julho de 2021

(Ataque à estátua de Borba Gato. Fonte: Gazeta do Povo, 03/10/2021)

Este questionamento ético sempre esteve presente nos trabalhos da professora Myrian Sepúlveda dos Santos, que organizava junto à sua equipe um livro e um seminário sobre as memórias difíceis, quando faleceu em março de 2024. O projeto concorreu aos editais da Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa (FAPERJ) e obteve aprovação. O livro está pronto para impressão, mas, devido ao falecimento da organizadora poucos dias antes de sua finalização, a equipe foi impedida de usar a verba.

O livro

O livro "Lugares de Memórias Difíceis no Rio de Janeiro" tem como objetivo trazer à tona lugares de lembranças difíceis ou apagadas – da diáspora africana, da cultura indígena, da tortura, de violências, das lutas das mulheres, de tragédias ambientais e humanas, além de não-lugares que demonstram a negligência do Estado no seu trabalho de demarcação e reconhecimento. É uma publicação que reúne mais de 50 pesquisadores, jornalistas e ativistas sociais, escrevendo sobre um tema atual e necessário. Traz ainda uma seção de fotos do talentoso Custódio Coimbra. São 480 páginas em papel de altíssima qualidade, lindamente ordenadas em 7 blocos temáticos - "Memória indígena", "Memória africana", "Ditadura militar", "Violência policial", "Desastres ambientais", "Mulheres, luta e resistência" e "Outras memórias" - e um posfácio com poesias e fotos.


APRESENTAÇÃO

Lugares de memórias difíceis do Estado do Rio de Janeiro - Myrian Sepúlveda dos Santos, Ana Paula Fernandes e Gabriel da Silva Vidal Cid

  • MEMÓRIA INDÍGENA

Histórias insurgentes: indígenas no estado do Rio de Janeiro
Coordenação: José Ribamar Bessa e Ana Paula da Silva

Sambaqui de Camboinhas - Vicente Cretton

Os lugares de memória indígena, no Vale do Paraíba Fluminense – Marcelo Lemos

Terra Vermelha Centro de Referência Indígena – Beth Medeiro

Igreja dos Jesuítas e memória indígena em São Pedro d’Aldeia – Vicente Cretton

Caminho Ancestral da Glória – Mariana Várzea

Cheiro de fumaça, odor de preconceito: duração e fluidez entre os Mbya de Sapukai – Ana Paula da Silva

MEMÓRIA AFRICANA

Memória africana no Rio de Janeiro: silêncios visíveis

Coordenação: Gabriel Cid

Laroiê! Caminhos abertos para o Nosso Sagrado – Mário Chagas

Cais do Valongo e a memória da diáspora africana – Márcia Chuva/ Leila Aguiar/Brenda Coelho

Cemitério dos Pretos Novos: entre visibilidade e silenciamento – Simone Vassallo

Largo de Santa Rita: memória e reparação da escravidão – Márcia Leitão Pinheiro

Quilombo Sacopã, memórias atualizadas da infâmia – Luz Stella Rodríguez Cáceres

A “cabeça” estratégica de Zumbi dos Palmares na cidade negra do

Rio de Janeiro – Angélica Ferrarez

Os Caminhos de Maria Conga, Magé – Rio de Janeiro – Ana Paula Alves Ribeiro

TORTURA DURANTE A DITADURA MILITAR

Ditadura militar

Coordenação: Joana Ferraz

Arco da Maldade: o passado encontra o futuro – Barbara Goulart

Memórias em disputa sobre a “Cidade Imperial” e a Casa da Morte de

Petrópolis: a atualidade da luta – Diego Grossi e Roberto Schiffler

Memorial de Ricardo de Albuquerque – Rafael Maul de Carvalho Costa

Busto de Rubens Paiva, em frente ao quartel do DOI-CODI: um marco

da resistência – Beatriz Paiva Keller

Edifício do DOPS: um passado presente – Felipe Nin 

Marcas da cidade e lugares difíceis de memória: o Estádio Caio Martins – Anelise Vieira 

VIOLÊNCIA POLICIAL

Violência policial

Coordenação: Márcia Leite

Memórias não monumentais do Jacarezinho – Adriana Fernandes e Sandra Gomes 

Chacina de Vigário Geral – Joana Ferraz

Amarildo: 10 anos de muitas mortes – Palloma Menezes

A Chacina do Borel: vinte anos de memória e luta - Maria Dalva Correia da Silva, Juliana Farias e Adriana Vianna

“Libertem Rafael Braga!”: do centro à favela - Jeferson Scabio

Mães em luto e na luta: a Chacina de Acari - Márcia Pereira Leite

DESASTRES AMBIENTAIS

Desastres socioambientais, um problema nosso

Coordenação: Maria Bertoche

Desastres socioambientais, um problema nosso – Maria Bertoche

Jardim Gramacho: renda, esperança e abandono a 25 km do Centro do Rio – Emanuel Alencar 

A pesca que agoniza sob a rotina de derramamentos de óleo – Emanuel Alencar

Agruras das Unidades de Conservação - Praia do Aventureiro/Ilha Grande – Rosane Prado

Jamais esqueceremos: as enchentes em Petrópolis em 2022 – Sandra Sá Carneiro

As marcas de 2011 e o Ginásio Pedro Jahara, em Teresópolis– Maria Bertoche e Valdir Eduardo Ribeiro Jr.

MULHERES, LUTA E RESISTÊNCIA

“Mulher”: sujeito e objeto de lutas coletivas

Coordenação: Ana Paula Alves Fernandes

O Cemitério Israelita de Inhaúma: a luta das polacas e a leitura da morte como um arquivo – Beatriz Kushnir

Silêncio na Rua Honório, 279 A: um retrato da perseguição política contra Olga Benario – Annabelle Bonnet

Marielle Franco: objetos-semente na luta por justiça e memória – Patrícia Lânes e Lilian Gomes

8M uma intercessão de lutas: uma estética carnavalizada da dor, da violação e da resistência feminista no Rio de Janeiro – Monica Francisco

A poética política de Emily, Kathlen e Rebeca: memorial como luta por uma re semantização pública da violência – Tereza Ventura

Luta, resistência e auto organização coletiva de mulheres faveladas e mareenses no Rio de Janeiro – Gizele Martins

OUTRAS MEMÓRIAS

Outras memórias

Coordenação: Rogério Ferreira de Souza e Myrian Sepúlveda dos Santos

Emoção: os atravessamentos e a memória da dor frente à Pandemia da covid 19 – Rogério Ferreira de Souza

A Vila Autódromo existe, resiste e reexiste – Alexandre Magalhães 

Quando a morte atrapalha o trânsito e a vida se transforma em luta – Patrícia Birman e Cleiton Maia

Uma criança gritando por vida! Sobrevivente da chacina de Nova Jerusalém, uma menina de rua, com só uma frase, dá lição ao país – Betty Bernardo Fuks

O desabamento dos prédios na Muzema e os destroços do Rio de Janeiro – Lia Rocha

“Onde mora a resistência”: A luta pela CasaNem e por todas as lutas que ela abriga – Fabrício Longo

POSFÁCIO

Poesias – Mário Chagas

Arte efêmera – Fotos de Custódio Coimbra

Para que o projeto aconteça, precisamos do seu apoio!Sua colaboração nos permitirá a impressão do livro e seu lançamento, com um seminário gratuito que vai acontecer no Museu da República, durante 2 dias, no final de agosto de 2024.

Mais que uma simples publicação, pretendemos prestar uma merecida homenagem à Myrian Sepúlveda dos Santos, pioneira nos estudos da memória coletiva no Brasil, pesquisadora ímpar e mulher admirável, que continuará sendo lembrada por muito tempo. 

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Quem somos

O grupo de pesquisa Arte, Cultura e Poder foi formado em 2008, sendo pensado a partir de uma perspectiva interdisciplinar, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, uma série de encontros foram realizados em seminários e outras atividades, consolidando a formação de uma equipe interinstitucional e multidisciplinar.


Informações em:
https://www.arteculturaepoder.com/

Contatos:

arteculturaepoder@gmail.com

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Modalidade

Projeto com Recompensas e Meta Flex

Esta modalidade é para negócios e projetos criativos. É uma arrecadação com recompensas, mas com meta Flex. Ou seja, ao final esta campanha receberá o valor arrecadado – mesmo sem bater a meta – enviará as recompensas e iniciará seu sonho.
  • No Flex, esta campanha recebe o quanto arrecada;
  • As recompensas aumentam sua arrecadação;
  • Esta campanha testa suas ideias com Risco Zero!