Livro na pele abismo oceano, de Hermes de Sousa Veras
Curitiba, PR

Livro na pele abismo oceano, de Hermes de Sousa Veras

Edição e publicação do livro na pele abismo oceano, de Hermes de Sousa Veras | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 28/12/2024

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O Livro

na pele abismo oceano é um livro de poesia que faz do corpo geografia, geometria, papel e expressão. Faz das metáforas marítimas uma relação assombrosa entre viver, ser gente e mergulhar no abismo dos desejos, dores e movimentos que só a dança entre corpo, tempo e som pode fazer. Os poemas são narrativos e apresentam eu-líricos cansados e cansadas que teimam desejando, partindo das perspectivas poéticas do universo real e delirado da educação, ciências sociais, religiões afro-brasileiras e outros mistérios.  

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O Autor

Hermes de Sousa Veras é antropólogo, escritor e professor. Nasceu em Fortaleza, Ceará, onde se formou pela Universidade Estadual do Ceará. Por conta de sonhos, estudos e trabalho já morou em Belém do Pará, Porto Alegre, Teresina e atualmente reside novamente em Fortaleza, sendo professor na Universidade Estadual do Ceará. É autor de “O sacerdote e o aprendiz: antropologia de um terreiro amazônico” (Letramento, 2021) e Formas Veladas (Escaleras, 2021). Faz parte do time de poetas do portal Fazia Poesia.

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Alguns Poemas do Livro

espelhamento

¿será por conta da posição dos astros

e a sua inevitável influência sobre nós

que a gente conflui tanto assim?

sensibilidade

indecisão

é que eu gosto de cagar lendo

tu me diz

por vezes quer deixar de existir

é quando põe uma música bem alto

começa a dançar e a vida passa a ter razão

e eu que danço com as palavras

me visto delas e passo a durar

quase feliz muito triste

é que a gente gosta de ser besta

fera na cama

rolar na grama e rir dos pássaros

cantando mais alto do que os aviões

e dentro de um baseado

a vida parece leve

eu finalmente me solto

fico movediço

e tu chama

calma

deixa de tanta performance

relaxa aqui

só queria ter coragem de dizer

com a língua dos meus dedos

essa necessidade quase cósmica de te alisar e mastigar ao mesmo tempo

mas não estou mais fluente com o tato

só falo a língua dos meus medos

é que a gente converge

e eu às vezes espelho

embaçado turvo torto embaralhado

reflexo

sabe

não são coisas de fora que nos liga

só o dentro nos afaga

acho que foram teus guias que me levaram a ti

acho que meus guias te trouxeram para mim

água

balança

cálculo

receio

até o tempo ser outra coisa

o espaço será o mesmo.

outra forma de espanto

I

amplio o teu retrato

com a pinça dos dedos

só para passear pelas linhas

da tua nuca e

a ingenuidade arteira das mãos tuas

tão precisas de tão vivas

a alvura das vestes

do ojá ao zinguê

ritualiza o vislumbre

quebra a expectativa

ensinando que o sagrado é dia

e belo

dentro da doçura dolorida de te olhar

amplio

para mais um mergulho de retinas

toque em tela

enquanto estás interdita.

II

escuto

em algum lugar

fora do tempo

teus passos

precinto o verde das tuas saias

girando sobre meus delírios

sinto fechar no pescoço

tuas mãos afetuosas

que podem matar

acendo minhas velas

risco meus pontos

mas nada me deixa salvo

de ti.

dentro

I

é preciso criar

no tempo dos cronogramas

execução das tabelas

bater do ponto

esse encontro

dentro do teu abraço

já sou de novo algo um pouco mais

que uma criança

adolescendo na vitalidade da tua boca

II

para o desespero

do meu professor de geometria

aprendi as verdadeiras lições

das curvas linhas formas

no rabisco de teu corpo

e fundura do teu olhar.

microconto cuspido

deixei um bilhete

sob tua porta

escrevê-lo

doeu mais do que

a própria despedida

meu coração hoje

é

bagaço

cuspido e muído

até não ser mais

coisa alguma.

cornitudes 

me responde

por que é a mim que procuras

toda vez que estás embriagada

com o rabo entupido entorpecido

a mente alucinada

por que procuras minha rede

sempre que te falta o chão

por que solicitas

uma palavra que te desperte te excite

— vai me faz gozar com um verso —

tu voltas porque não te privatizo

e tu és publica em minhas mãos

vens então gemer 

nesse teu cais assombrado e raso

sem mar e navio

abandonado ponto de fuga do vazio do teu mais morno sentir.

O Toma Aí Um Poema


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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

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