Conheça a campanha
Livro de estreia da poeta, professora e pesquisadora Jhenifer Silva, 'No olho da mata virgem' sairá em breve pela Ofícios Terrestres Edições.
Os valores arrecadados nesta campanha servirão para suprir os serviços editoriais e gráficos necessários à impressão da obra, a remuneração dos profissionais envolvidos, as despesas com frete e os direitos autorais pertencentes à poeta.
Conheça mais sobre a obra, nas palavras de Eduardo Sterzi e Micheliny Verunschk, que assinam os paratextos do livro.
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"O título deste primeiro livro de Jhenifer Silva, No olho da mata virgem, é uma declinação no feminino do incipit de Macunaíma: “No fundo do mato-virgem”. Essa inscrição sutil do herói tapanhuma (isto é, a um só tempo negro e indígena) no pórtico do livro funciona como uma síntese do que nele vamos ler. Afinal, No olho da mata virgem está atravessado de ponta a ponta pelas cosmologias afrodiaspóricas e ameríndias, à luz das quais a saudade da casa familiar (de poemas como “Tão perto, tão longe” ou “Esta preciosa faixa contrária”) se torna bem mais ampla: é, agora, a saudade de todo um mundo anterior à sua presente desagregação. O oikos da oikonomia ― da devastadora economia que, depois de transformar as pessoas em mais um objeto de extrativismo, periga consumir, por fim, o planeta ― torna-se o eco, casa geral, isto é, já uma pólis ou cosmópolis, da ecologia (que será poética e política, ou não será). Daí que o livro se abra com uma saudação em iorubá a Oxóssi, apresentando seus poemas como partes de uma longa canção dedicada ao orixá caçador, guardião das florestas (“Orin fun Osowusi”). [Eduardo Sterzi]
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"Ao ler no olho da mata virgem pela primeira vez, me deslumbrei não apenas com a força selvática que o sustenta, sua medula que foi alimentada pela autora na construção de uma linguagem apurada, oferecendo ao leitor a possibilidade daquela potência de olhar para o objeto com um espanto renovado. Esse que é talvez o sentimento ou efeito que mais se espera da poesia: uma promessa de reencantamento para com o mundo. O olhar que, como lança, cruza o interior da folhagem densa esgarçando o caminho, para citar verso e imagem do poema de abertura do livro." [Micheliny Verunschk].
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Em breve, pela Ofícios Terrestres Edições!
caminhos abertos
abril de dois mil e vinte um
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