Livro: O "Perigo Amarelo" Nos Dias Atuais: reflexões de uma nova geração
Niterói, RJ

Livro: O "Perigo Amarelo" Nos Dias Atuais: reflexões de uma nova geração

Livro sobre questões raciais amarelas no Brasil contemporâneo

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/09/2022

R$ 13.825

arrecadados da meta de R$ 13.547

102%

da meta 3

107

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Flexível

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/09/2022

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

O “Perigo amarelo”: reflexões de uma nova geração

Algumas palavras da militância asiática amarela no Brasil.

Artigos e ensaios-relatos das experiências asiáticas amarelas no Brasil a partir do olhar de jovens pesquisadores e artistas, asiáticos-brasileiros.

O projeto

A Campanha

As questões raciais nas últimas décadas ganharam proporções que na virada do século XX para este eram inimaginadas. O Brasil tem sido palco de debates intensos acerca de temáticas como racismo, raça, representatividade, entre outras, e muito disso se concentra nas perspectivas negras e indígenas, ficando a participação de grupos como os asiáticos reduzidas a conceitos como “minoria modelo”. No entanto, a mesma propulsão que tem trazido à tona histórias, iniciativas, pesquisas e epistemes negras e indígenas, tem lançado holofotes sobre a comunidade asiática amarela no Brasil. Na busca por dar voz a este grupo o cineasta e pesquisador Hugo Katsuo, em parceria com o CaminhoS – Selo de Estudos Asiáticos e a Desalinho Publicações, está organizando o livro “O ‘Perigo Amarelo’ Nos Dias Atuais: reflexões de uma nova geração”, uma coletânea de artigos e ensaiossobre questões raciais envolvendo amarelos no Brasil contemporâneo.

Um pouco sobre os Autores

Caroline Ricca Lee

É artista, ativista e pesquisadore transdisciplinar. Fundou em 2016 a primeira coletiva feminista na luta por equidade de gênero pelo viés asiático-brasileiro, a Plataforma Lótus. Foi convidade à palestrar em espaços educacionais como FFLCH-USP, FAU-USP, UNESP, FASM e Anhanguera. Possui autoria do capítulo "Entre a 'minoria modelo' e o 'vírus chinês', o que nos resta? — Reflexões sobre covid-19, xenofobia e geopolítica", no livro Coronavírus: Reflexões decoloniais, série Pensamento de Fronteira, parceria coletivo Ocareté, Balão Editorial e Cátedra UNESCO/UFGD, além de co-autoria nos capítulos "Feminismo Interseccional Asiático", no livro "Explosão feminista: Arte, cultura, política e universidade" (2018), organização Heloisa Buarque de Hollanda, Companhia das Letras; e "Narrativas asiáticas-brasileiras: Identidade, raça e gênero" (2019), no livro "Ensaio sobre racismos", primeiro da série "Pensamento de Fronteira", uma parceria coletivo Ocareté, Balão Editorial e Cátedra UNESCO/UFGD.

Henrique Yagui Takahashi

Doutorando no programa em Latin American Cultural andLiterary Studies pela The Ohio State University nos Estados Unidos. Realizou parte do doutoramento no programa de pós-graduação em Letras pela Unesp/IBILCE. Possui Mestrado em Sociologia e Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Para sua tese de doutorado, examina os processos de racialização entre a diáspora asiática e a identidade nacional latino-americana, pautada pela ideologia do branqueamento, em pesquisa comparativa entre o Bairro da Liberdade (São Paulo, Brasil) e o Barrio Chino (Lima, Peru).

Hugo Katsuo

Bacharel em Cinema & Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense e mestrando pelo PPGCine-UFF. Como pesquisador, defendeu em 2019 a monografia intitulada "PORNOGRAFIA GAY E RACISMO: a representação e o consumo do corpo amarelo na pornografia gay ocidental" e desenvolve a dissertação cujo título provisório é "K-POP E PORNOGRAFIA: entre a pornificação de si e o consumo de outridade".

Julia Onishi

Julia é estudante do Bacharelado em Ciência e Tecnologia e Engenharia de Instrumentação, Automação e Robótica na Universidade Federal do ABC (UFABC). Desde 2017, produz iniciações científicas voltadas para os estudos queer, investigando os fluxos entre afetos, demandas identitárias e movimentos sociais. Já foi pesquisadora-bolsista, já foi professora e hoje é analista de prevenção à fraude e voluntária na diretoria de Educação da Todxs.

Laura Satoe Ueno

Mulher nipobrasileira, Doutora e Mestra em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Fez estágio em pesquisa de campo na Universidade Tohoku, Japão em 1998. Tem experiências de trabalho no campo da saúde mental, da proteção social a famílias e das políticas afirmativas na educação superior. Atua hoje na área da Psicologia em interface com a justiça.

Maria Victória Ribeiro Ruy

É graduada e mestranda em História pela Universidade Federal do Paraná. Em 2022, defenderá a dissertação de título “Filhas e filhos da diáspora: narrativas da segunda geração da imigração chinesa à Curitiba”, pesquisa na qual, a partir de matérias de jornais e da história oral, investigou os processos de racialização e as representações de chineses e seus descendentes no Brasil e em Curitiba, bem como a memória de algumas das famílias chinesas que se estabeleceram na cidade nas décadas de 1960 e 1970.  É também neta de imigrantes chineses e desde 2020 se dedica à militância asiático-brasileira organizada por meio do Coletivo Dinamene.

Felipe Higa

É graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade de São Paulo, onde apresentou como Trabalho de Conclusão de Curso o curta-metragem documental "OKAMA: Vozes LGBT nipo-brasileiras".

Lian Tai

Filha de chineses, nasceu em Goiânia, onde passou a infância e a adolescência. É jornalista, mestra e doutora em Comunicação e atriz, além de ter formação em direção de cinema. É também autora do livro "Crônicas de Varanasi", escrito na cidade indiana durante sua pesquisa de doutorado, e uma das fundadoras do coletivo de poesia falada "Slam das Minas RJ". Mãe da Paz, é também criadora do podcast "Maternidade de Guerrilha".

Monge Han

É graduado em design gráfico, estudou na UFPR e Academia Real de Artes da Holanda (KABK). Hoje é Artista, Ilustrador, Tatuador e Designer e busca em seu trabalho autoral o desenvolvimento de sua linguagem na arte e no desenho, para que seu trabalho seja sempre um reflexo de seu interior, sendo assim, um veículo para entender-se melhor, como artista e pessoa racializada.

Yuki Hayashi

Yuki Hayashi, está se graduando em Comunicação Visual Design na UFRJ. Tem atuado com a técnica da serigrafia no coletivo Fudida Silk.

O Livro

O livro convoca, a partir de textos de pesquisadores, artistas dos mais variados campos e do próprio cineasta que o organiza, o leitor para pensar sobre a participação asiática na construção do país e no recente debate sobre raça.

Caroline Ricca Lee, artista, ativista e pesquisadore transdisciplinar, investiga o “Feminismo asiático no Brasil”, analisando como a ideia de raça amarela, gênero e a questão geracional dialogam na contemporaneidade. Henrique Yagui Takahashi, doutorando e pesquisador da diáspora asiática em contexto latino-americana, assina “Somos nós asiáticos brasileiro?”, analisando a ideologia de branqueamento da diáspora asiática no Brasil. Hugo Katsuo, cineasta, mestrando e pesquisador da corporeidade asiática amarela na cinematografia pornô, problematiza a questão amarela a partir de sua ausência no cinema brasileiro. Os coletivos de asiáticos amarelos surge no debate com texto assinado pela pesquisadora e ativista Julia Onishi. A professora e doutora Laura Ueno, apresenta um pouco de sua longa investigação acerca das relações inter-raciais íntimas afetivo-sexuais, assina o texto “Casamentos inter-raciais amarelos”. O debate acerca dos estereótipos é trazido por Maria Victória Ruy, pesquisadora e mestranda que tem se dedicado a olhar para a imigração chinesa no Brasil.

A segunda parte do livro traz debates em formas de ensaios-relatos de experiências de artistas asiáticos amarelos brasileiros, o que por si só já é um conjunto de resistência aos jogar luz a um grupo de pessoas para muitos inexistentes, por força dos estereótipos. O ativista Felipe Higa descortina de um jeito muito pessoal como “assistir Okama”, um documentário de 2015 que ganha novos contornos pelo olhar de quem assiste em 2022. Hugo Katsuo, na sua face de cineasta, traz um manifesto por um cinema amarelo brasileiro que tensiona o ser amarelo e o cinema no cinema. Da ausência marcada por Katsuo, Lian Tai, nos conta sua trajetória como presença incômoda, um ser “Jacaré, não!” ou “Olha a japonesa”, que não só apagam sua ascendência chinesa como também sua condição de sujeito no mundo. A consciência da racialidade também vem no relato de Monge Han, num relato “agridoce” dessa descoberta. Yuki Hayashi também nos traz sabores controversos para o senso comum, mas familiares às casas nipobrasileiras. “Niguiri com mortadela”, é um relato suave da descoberta de si pelo sabor compartilhado desde a infância.

O livro é um convite a participar do debate quanto à presença asiática amarela no Brasil, por meio do gostos, formas, afetos que reunidos são presença. Reserve um espaço para “O ‘Perigo amarelo” nos dias atuais” em sua estante.

As Metas

Para poder executar o projeto com excelência, definimos uma meta inicial de R$10.110,00, contando serviços editoriais, impressão, taxas de envio e despesas. Contamos com a ajuda de vocês para que esse projeto saia do papel e se torne realidade! O link do financiamento coletivo se encontra na bio do Instagram @hkatsuo. Ajude-nos na divulgação para que possamos ultrapassar as metas e garantir uma edição ainda melhor, além de prêmios adicionais para os apoiadores.

Meta 1

Impressão de 150 exemplares

Meta 2

Impressão de 200 exemplares + Marca páginas personalizado

Meta 3

Impressão de 300 exemplares + Marca páginas personalizado + Mini poster-cartão

As Recompensas

Contribuição Generosa 1

Contribuindo com R$ 200,00, você recebe o livro, com frete grátis para todo o Brasil (apenas nacional)

Contribuição Generosa 2

Contribuindo com R$ 250,00, você recebe o livro + Marca páginas personalizado, com frete grátis para todo o Brasil (apenas nacional)

Contribuição Generosa 3

Contribuindo com R$ 300,00, você recebe o livro + Marca páginas personalizado + Mini pôster-cartão, com frete grátis para todo o Brasil (apenas nacional)

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Modalidade

Projeto com Recompensas e Meta Flex

Esta modalidade é para negócios e projetos criativos. É uma arrecadação com recompensas, mas com meta Flex. Ou seja, ao final esta campanha receberá o valor arrecadado – mesmo sem bater a meta – enviará as recompensas e iniciará seu sonho.
  • No Flex, esta campanha recebe o quanto arrecada;
  • As recompensas aumentam sua arrecadação;
  • Esta campanha testa suas ideias com Risco Zero!