Livro O Peso de um Coração que Morreu por Você, de Ágata Deluz
Curitiba, PR

Livro O Peso de um Coração que Morreu por Você, de Ágata Deluz

Edição e publicação do livro O Peso de um Coração que Morreu por Você, de Ágata Deluz | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/10/2024

R$ 1.510

arrecadados da meta de R$ 2.600

58%

da meta 2

14

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Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 26/10/2024

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O Livro

O Peso de um Coração que Morreu por Você é uma coletânea de poemas sobre corações partidos, mortes e renascimentos. Todos os poemas podem ser compreendidos individualmente, mas foram feitos para fazer parte de uma história maior: o livro conta uma história cronológica, e convida o leitor a acompanhar uma protagonista passional em sua jornada para curar feridas profundas. Os poemas seguem uma imagética inspirada na literatura gótica, romântica e sangrenta na mesma medida.

A Autora

Com 24 anos de profunda paixão pela arte, Ágata Deluz é formada em design gráfico e divide seu tempo entre o desenho, a pintura e a escrita. Suas maiores referências artísticas são a poesia e a literatura gótica. Em suas obras, predominam suas experiências enquanto pessoa queer e autista. Ágata é de Barbacena, Minas Gerais, e pretende respirar arte pelo resto de sua vida.


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Alguns Poemas do Livro

Dieffenbachia seguine

Havia uma mulher tola

que levou para casa um filhote de tigre

e enraiveceu-se com o estrago que faziam suas

presas afiadas e garras mortais

A fera crescia e crescia e devorava todo o espaço

e mesmo assim necessitava de mais

ficava barulhenta e inquieta e ninguém conseguia

dormir sob seu rugido incessante

Havia uma mulher tola

que tentou cortar as garras de um tigre, pediu-lhe

que miasse ao invés de rugir, e disse-lhe “você

assusta as pessoas, ninguém consegue

se aproximar”

Havia uma mulher tola

que foi devorada inteira

e havia eu, que arranquei-lhe o estômago

e coloquei-o dentro do meu.

*

Fio de Ariadne

Levou-me até a bocarra do universo,

guiando-me cega através de seu labirinto escarlate,

puxando-me pelo coração feito uma coleira,

resplandecente na escuridão:

meu fio de Ariadne.

Atravessada através da fissura dourada do firmamento,

marcada pelo sopro do cosmos, vislumbrei

a besta e escutei seu eco, e agora

jazem mortos a besta e também a luz

que para longe dela guiou-me.

Já não me leva a lugar algum,

meu fio de Ariadne.

Não consigo largá-lo para trás, então

guardo-o no bolso, junto ao peito, onde os

restolhos de sua luz

esmaecem fora de vista.

*

Rainha de Espadas

Vi a tua alma nas cartas,

minha Rainha de Espadas coroada de sacramentos góticos

habito o espaço entre as nacaradas engrenagens de sua mente,

deito-me ali feito um tigre preguiçoso sob o sol

e adormeço entre tuas fantasias de areia, um

feitiço feito de marcas de batom sobre roupa branca.

Existimos pagãs sob o olhar da meia-noite

dançando ao redor das runas que desenho

com a língua sobre tua pele incandescente

sussurrando votos feito encantamentos

que o vento vai levando embora.

Observo tua iridescência com a

pupila dilatada de meu terceiro olho

estendo minhas mãos em sua direção,

dedilhando sua aura de ametista e ambrosia

um infinito em espiral que começa e termina e

começa em seus lábios.

*

Transmutação

Fechando meus olhos no escuro pro escuro das

pálpebras contra pupilas dilatadas

Mergulhando no seu gosto surreal imaginário pra

esconder-me de mim

Roubando fragmentos do tempo

pra ter um segundo a menos que fosse

do pensamento vazio de você

Fugindo das sirenes-sensatez rugindo urrando

implorando implorando-me arrastando-me de mim

E cantam as sereias do meu peito,

visões em ambrosia e fôlego afogado,

despem-se os sacerdotes submersos e afogam-se

os pássaros contra o arrebatamento das marés

babilônica atlântica alexândrica língua contra

minha rocha milenar tornando-se pó sob a

água agridoce familiar do aperto no peito

Mergulhando em lagos gélidos e

profundos que nunca foram e nunca serão

meus

olhos

em busca de formas alucinantes alucinógenas contra

minha pele febril

Você vê?

Ali, naquele canto, de sorriso fácil e voz macia

Ladra, fugitiva, pecadora, mentirosa, fora da lei

Foi nisso que ela me transmutou.

*

A Raiva

Matei-te dentro de mim. Não funcionou.
Deitei-te na cova que abriu em meu peito,
cobrindo de cravo e urze seu corpo claro, e
a chuva de meus átrios lavou seu sangue com o meu.
Por entre as elegias que compus sobre o
túmulo pulsante de meu amor cansado,
eu deveria ter percebido.
Agora seu espírito assombrará meu coração,
arranhando-me por dentro, espiando meus amores
passados, presentes futuros,
prendendo-me cadavérico em nossa morte.
O que preciso fazer para me livrar desse
pedaço da minha voz interior que agora
é exatamente como a sua?
Matei-te dentro de mim, e de meu sangue
renasceu, viva pelo bater de um coração adquirido.
Matei-te dentro de mim. Não funcionou.

O Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

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  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.