O REI DA VELA
Brasil

O REI DA VELA

"A vela voltou ao mercado" Um espetáculo de formatura da turma de Interpretação Teatral da Universidade Federal da Bahia.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 22/10/2016

R$ 6.630

arrecadados da meta de R$ 7.500

88%

da meta 2

27

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 22/10/2016

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

O PROJETO

Este é um projeto de arrecadações financeiras e de apoios que tem como, por objetivo, financiar e sustentar a criação, desenvolvimento e montagem do espetáculo de formatura da turma 2016.1 do curso de Artes Cênicas com habilitação em Interpretação Teatral da Universidade Federal da Bahia. O projeto de formatura da turma – que é composta por 11 alunos – tem como base o texto “O Rei da Vela” escrito em 1933 por Oswald de Andrade.

Nós, como turma, acreditamos que optar por não falar sobre política, principalmente em nosso momento atual, já é uma posição política. Portanto, reforçamos a nossa escolha com a necessidade de questionar os exploradores e alguns modelos falidos da nossa sociedade. Entendemos a arte como ferramenta questionadora e agente capaz de transformação. Nosso desejo é concluir este ciclo como artistas atuantes e ativos dentro de seu meio. E "O Rei da Vela" cumpre essa função melhor do que ninguém.

TUDO OU NADA

A campanha de arrecadação virtual possibilita que diferentes pessoas possam contribuir conosco. Importante lembrar que a dinâmica é do "tudo ou nada". Temos um meta mínima de arrecadação no valor de R$6.500,00, caso esse valor não seja arrecadado, os colaboradores terão seus respectivos dinheiros de volta. Por isso é importante que todo mundo contribua com o que pode, divulgue para os familiares amigos e inimigos, para ajudar a nossa campanha a ser um sucesso, tanto em contribuições, como em divulgação e compartilhamentos. E como forma de agradecer aqueles que nos ajudam criamos uma dinâmica de recompensas para tornar vocês mais próximos do nosso espetáculo, desde e-books com informações do processo até uma pré-estreia exclusiva com direito a coquetel somente para os colaboradores do projeto. Ao atingirmos a primeira de R$ 6.500,00 conseguiremos custear todo o espetáculo além de produzir com maior dedicação as recompensas pra vocês e se acaso conseguirmos ultrapassar nossa meta e chegarmos aos R$ 7.500,00, nós produziremos recompensas exclusivas para vocês como forma de agradecimento pela sua aposta no projeto.

A nossa proposta em realizar a arrecadação coletiva foi feita para suprir todas as demandas do espetáculo que não podem deixar de serem pagas, como processo de divulgação em mídias sociais não gratuitas (outdoor, panfletos e cartazes), equipe de filmagem e divulgação (fotógrafos e editores de arte e vídeo), técnicos de luz e som, operadores de luz e som, ceno-técnicos responsáveis pela montagem e manutenção do cenário, produção do cenário, figurino e maquiagem, além de costureiras e artesãos para montagem do acervo de figurino e adereços que serão utilizados no espetáculo. É importante mencionar que os atores, diretora e preparadores corporal e vocal, para contribuir na redução de custos, não serão, infelizmente, beneficiados pelo dinheiro que recebido da arrecadação virtual.

SOBRE O TEXTO E O DRAMATURGO

Importante destacar a complexidade e relevância de montar a peça “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade, um dos principais nomes do modernismo brasileiro para o teatro. A obra, que só teve sua primeira publicação em 1937, envolve em sua estrutura dramatúrgica um mecanismo que representa a estrutura socioeconômica do país. O primeiro diretor na história a montar a obra foi José Celso Martinez em 1967 com o Teatro Oficina, que por sua vez se identificou muito com a estética do texto.

Dessa forma, a proposta é valorizar um autor brasileiro que teve em sua trajetória, grandes contribuições para o modernismo no país e que tem ainda obras muito pertinentes em nosso momento atual. A turma decidiu por um texto oriundo da cultura brasileira, escrito em um momento de muita importância para a arte nacional, que possui fortes discussões políticas.

“Montar uma dramaturgia Brasileira é sempre um presente, pois vem a tona tudo o que ainda insistimos em não ver. Constatar que um texto escrito em 1937 sobre desigualdades sociais, desestrutura familiar, política e hipocrisia, permanece atual e pulsante em 2016, revela muito de nós mesmos. Ao dar vida a este espetáculo assumimos um compromisso de trazer Oswald de Andrade e A Semana de Arte Moderna a tona novamente. Este modernista incansável se utilizou de um problema pessoal para escrever e trazer uma reflexão sobre a relação do Brasil com o dinheiro. Ele empobreceu. Perdeu tudo na mão dos agiotas e nos enriqueceu com sua lucidez de entender que, infelizmente, ainda vivemos em um lugar onde o pobre está errado de existir e o rico pode fazer tudo o que quiser. Vemos ao longe um deslumbre de mudança, desta realidade, mas ela deve existir de fato e não somente como manobras que sustentem velhos hábitos. Nossa situação política nos obriga a estarmos atuantes e conectados, pois a história se faz dos discursos e ações dos que se posicionam diante dela.” Comenta Fernanda Paquelet, diretora do espetáculo.

NOSSA HISTÓRIA

A turma de interpretação teatral - formandos de 2016.1 - seguiu em sua trajetória dentro da Universidade com um caráter de grupo unido e bastante participativo tanto em produções da Escola de Teatro como em efetiva contribuição no Diretório Acadêmico.

Entre suas criações juntos, destacam-se as montagens, “A Invasão” com direção de Elaine Cardim e “Reve-já” em 2014, com direção de Lara Couto, um espetáculo mergulhado nas vanguardas, ambas apresentadas na Escola de Teatro da UFBA, “Mate-me Sorrindo” com Direção de Jacyan Castilho, que envolveu um misto de textos oriundos da tragédia e comédia Grega (séc V a.c.) e que foi apresentada no Espaço Cultura da Barroquinha em 2014 e “Em Construção”, espetáculo de pré-formatura, com texto de Aldri Anunciação em conjunto com a turma e direção de Hebe Alves, que teve temporada no Teatro Martim Gonçalves em 2016.

Além dessas produções, alguns alunos tiveram participação em espetáculos da Cia de Teatro da UFBa com premiações e indicações no Prêmio Braskem de Teatro, como “As Confrarias” – espetáculo com direção de Paulo Cunha, 2014, indicado a sete prêmios, em seis das nove categorias possíveis do Prêmio, e vencedor de três desses prêmios, dentre eles, atriz revelação, melhor ator e melhor espetáculo, e “Comédia Humana” – espetáculo com direção de Maurício Pedrosa, 2016, com indicação de ator revelação.

A montagem da peça “O Rei da Vela” será mais uma grande produção e desafio da turma, que como já antes mencionado, possuem experiências em trabalhos coletivos e, principalmente, artísticos. Importante lembrar que todo o dinheiro recebido será de fundamental importância para o mover da máquina que constitui a arquitetura do teatro.

Contamos com sua parceria.

Contribua já!

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.