Conheça a campanha

Além de ajudar a manter os coletivos envolvidos em funcionamento, vamos colaborar com a difusão de informação nas periferias sobre prevenção, autocuidado e dados para criação de políticas públicas e outras iniciativas imediatas. Tudo isso a partir de narrativas em primeira pessoa pensadas para e por jovens periféricos das 5 regiões brasileiras.
Nesse período de caos na saúde e na política brasileira, muitos cineastas e artistas brancos, centrais e ricos estão propondo a gravação de filmes e documentários em diversas periferias brasileiras, a partir de parcerias não-remuneradas, desiguais em relação ao próprio comprometimento e exposição desses realizadores não-periféricos, com coletivos, pessoas pretas e vindas de periferia. Tentando fugir dessa prática tão colonizadora do cinema, das nossas realidades sendo capitalizadas por terceiros, queremos propor o contrário: a partir de uma iniciativa favelada, vamos retratar por lentes periféricas cotidianos em meio a esse caos social.
A periferia é a que mais sofre com o momento que estamos passando. É aqui que os índices de desemprego só crescem, que a fome só aumenta, que as mortes triplicam e que a ajuda do estado fica cada vez mais distante. Projetos que incentivem essas vozes a ecoarem e sobreviverem são a única forma de enfrentarmos esse fim de mundo, principalmente se fugirmos somente do eixo Rio-São Paulo neste relato. Se não, estaremos fadados a história e pontos de vista brancos-ricos únicos tão repetidos em momentos da nossa história.
Mantendo a segurança para evitar qualquer risco de contaminação, todas as nossas reuniões serão feitas de maneira online e a proposta é que os coletivos não alterem sua rotina para a gravação de nenhum material, apenas filmando aquilo que já condiz com a sua realidade e cotidiano. Qualquer gasto com entrega de material, motoboy ou questões do tipo, vamos arcar, assim como com a correta higienização e medidas de prevenção.

Vamos tocar essa iniciativa de forma coletiva, comunitária e horizontal entre 5 coletivos das 5 regiões do país.
São três os coletivos que impulsionam essa proposta:
De São Paulo, a Maloka Filmes, uma organização criativa com foco no audiovisual comunitário formada por LGBTs da Zona Sul de São Paulo. Em Pernambuco, o Centro de Comunicação e Juventude – CCJ Recife realiza atividades no campo da formação/capacitação de jovens nas linguagens de comunicação para fortalecer as juventudes e suas respectivas comunidades. Na Ceilândia, no DF, o Coletivo Apeirom tem como escopo a inserção de jovens de periferia no universo profissional do Audiovisual. Os integrantes fizeram parte do programa Jovem de Expressão, que é uma iniciativa da Caixa Seguradora, em parceria com a Rede Urbana de Ações Socioculturais, RUAS.

Serão 5 cidades impactadas e suas respectivas periferias retratadas por todo o país: Belém, PA ; Recife, PE; Brasilía - DF ; São Paulo - SP ; Curitiba - PR.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
