Conheça a campanha
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Olá, Amizades,
Estamos a pouquíssimos passos de concluir o documentário Paradeiros. Foram quase dez anos de investimento pessoal e de trabalho desde que iniciamos essa jornada. Era 2015 quando nos deparamos com a pesquisa do antropólogo Fábio Alves Araújo sobre vítimas de desaparecimento forçado nos territórios do Rio de Janeiro dominados por grupos armados.
O trabalho de Fábio, “Das "técnicas" de fazer desaparecer corpos”, nos arrebatou ao revelar a realidade cotidiana dos familiares dessas vítimas. Milhares de mães silenciadas pela certeza da sua invisibilidade e pelo medo de retaliação, buscando pelos corpos dos seus filhos na surdina, por vezes travando verdadeiras batalhas nas comunidades onde vivem e dentro do sistema público. Nos tocou como uma questão de direitos humanos da maior urgência.
Ao longo desses anos, ouvimos dezenas de mães e familiares que haviam passado por essa experiência. Com o tempo, entendemos que, para sermos íntegras com a densidade de uma tragédia como essa, deveríamos optar pela história de uma mãe apenas. Não tivemos dúvida ao escolher Sandra - quem também nos escolheu. Leandro, o seu filho, havia sido morto há nove anos e ela estava emocionalmente preparada para falar do assunto. Também tinha plena propriedade de como queria narrar a sua experiência e isso nos pareceu fundamental para manter a integridade do trabalho, algo possível de sentir na experiência da escuta que o filme proporciona.
Aos poucos, também entendemos que só o testemunho de Sandra não seria o suficiente para retratar a dimensão concreta da cultura dos desaparecimentos forçados no Rio. Decidimos adentrar instituições estatais e conversar com os agentes diretamente responsáveis por esses casos. Foram filmagens de difícil acesso e geralmente tínhamos uma ou duas horas para realizá-las. Conseguimos captar informações que conferem historicidade ao filme- documentos, números, dados, datas- para que assim possa tornar-se uma ferramenta efetiva de diálogo sobre o tema.
Conseguimos com recursos dos editais públicos da Riofilme valores que foram o suficiente para a Pesquisa, Roteiro, Filmagem, Montagem e parte da Finalização do Som. Contamos também com a colaboração da Produtora Associada Mareva, que ajudou a custear parte da Montagem.
E agora chegamos aqui: a Montagem está pronta. Mas ainda faltam a Finalização de Imagem, Desenho de Som e Deliveries. É a reta final. É aqui que vocês entram para nos ajudar. Nossa meta é arrecadar R$ 30.000,00, que servirão para pagar essas despesas.
Acreditamos na potência dos documentários para sensibilizar, engajar e promover mudanças em nossa sociedade. E é isso que buscamos. Com a colaboração de vocês poderemos colocar no mundo um filme que se debruça sobre um tema urgente e com o cuidado e sensibilidade que ele merece.
Gratas desde já,
Leda Stopazzoli (Produtora)
Rita Piffer (Diretora)
Sara Stopazzolli (Pesquisadora)
Luiza Mariani (Produtora Associada)
Hello friends,
We are very few steps away from completing our documentary film, Paradeiros. It’s been almost ten years of work and personal investment since we began this journey. It was 2015 when we came across anthropologist Fábio Alves Araújo’s work about victims of forced disappearances in territories of Rio de Janeiro dominated by armed groups.
Fábio’s research blew us away as it unveiled the day-to-day reality of these victims’s family members. Thousands of mothers silenced by the certainty of their invisibility and the fear of retaliation, searching in secret for the bodies of their sons, often fighting outright battles within their communities and inside the public system. All of it has struck us as a human rights matter of utmost importance.
Over these years, we heard dozens of mothers and family members who faced this ordeal. With time, we understood that, in order to pay respect to the density of such a tragedy, we should tell only one mother’s story. We did not hesitate to choose Sandra – who also chose us. Leandro, her son, had been killed nine years before, and she was emotionally ready to speak about it. She also had full ownership over how she wanted to narrate her experience, and that seemed essential to maintain the project’s integrity. This is something that is noticeable in the feeling of deep listening that the film provides.
Gradually, we also understood that Sandra’s testimony alone would not be enough to illustrate the concrete dimension of Rio’s culture of forced disappearances. We decided to go inside government institutions and talk to agents who had been assigned to these cases. Camera access was difficult, and we were usually granted only one or two hours to shoot our material. We managed to collect information that confer historicity to the film – documents, numbers, data, dates – so it can become an effective tool to foster dialogue about the issue.
Through public funding initiatives by Riofilme, we were awarded enough financial resources for Research, Writing, Shooting, Editing, and part of the Sound Design. We also were graced with the collaboration of the Associate Producer Mareva, who helped fund part of the Editing.
And now here we are: Editing is done. But we still need to complete Image Finishing, Sound Design and Mix, and Deliveries. It’s the final stretch. This is where you can help us. Our goal is to raise R$ 30,000 which will be used to cover these expenses.
We believe in the power of documentaries to touch and engage people, promoting change in our society. That is what we seek. With your collaboration, we can show the world a film that leans into an urgent matter with the care and sensibility it deserves.
Grateful in advance,
Leda Stopazzoli (Produtora)
Rita Piffer (Diretora)
Sara Stopazzolli (Pesquisadora)
Luiza Mariani (Produtora Associada)