Conheça a campanha
A causa
Já são quase quatro anos do atropelamento e morte de Marina Kohler Harkot, ciclista, ativista, pesquisadora, que pedalava de volta para casa em uma noite de sábado quando foi atropelada por um motorista que dirigia de forma perigosa, em alta velocidade e sob efeito de álcool.
Apesar da lentidão da Justiça, consideramos uma vitória que o responsável pela sua morte tenha sido indiciado por homicídio doloso, já que a grande maioria dos crimes de trânsito é tratada como “acidente” e tem penas brandas, isso quando alguma pena é imposta. O próximo passo é o julgamento por júri popular, marcado para o dia 20 de junho na cidade de São Paulo.
Consideramos esse julgamento de grande importância para a construção de uma sociedade mais justa e que valorize a vida, uma causa na qual Marina acreditava e trabalhava por. E não menos importante, uma oportunidade de mudar a história sangrenta do trânsito na cidade de São Paulo e no país, com tantos casos que acontecem diariamente. Esse é um julgamento que pode mudar a direção de casos futuros de atropelamentos/sinistros e crimes de trânsito.
Lançamos esta campanha por acreditarmos que juntos podemos criar cidades mais humanas e menos violentas, onde cada pessoa tenha o direito e possa escolher a maneira de se locomover com segurança, seja de bicicleta, a pé, de transporte público ou particular. É uma mobilização por Justiça a Marina, mas não só a ela. Lutamos também pelas memórias de Raul Aragão, Detinha, Pedro Davison, Kauã, Mari e tantas vítimas da barbárie do trânsito brasileiro.
Sabemos que só chegamos aqui graças ao trabalho de nossa advogada assistente da acusação, Dra. Priscila Pâmela e equipe, junto ao Ministério Público. Com o júri marcado, lançamos esta campanha colaborativa para mobilização pelo causa e para pagamento dos custos dessa segunda parte do processo criminal.
As estatísticas no Brasil de crimes de trânsito são alarmantes, expondo cada um de nós ao risco diário de sofrer essa violência. Enxergamos também que esta é uma luta contra o status quo, a banalização da vida e o entendimento de que um homicídio cometido por um motorista seja considerado um mero “acidente” e que pode sim ser evitado.
Temos um tempo curto para levantar os valores antes do julgamento, por isso contamos não só com a colaboração financeira de cada um e cada uma, mas também o empenho na divulgação da campanha.
Objetivos da arrecadação
Esta campanha tem dois objetivos, mobilização em diversas cidades do país e custear o processo criminal.
Mobilização através de campanhas online e ações em cidades pelo Brasil, como distribuição e colagem de cartazes, pedaladas e manifestações, além de eventos online, como debates e mesas redondas. Entendemos que toda a mobilização ajuda também a pressionar o Estado brasileiro para que enxergue e trate crimes de trânsito da mesma forma que a sociedade, farta de tantas mortes banais.
E por fim, custear os honorários com a equipe de advogados na assistência à promotoria. Temos plena consciência de que só chegamos até aqui pela atuação da Doutora Priscila Pâmela e equipe, desde o início do inquérito na delegacia até os últimos recursos do réu.
Responsáveis pela campanha
Esta campanha é realizada pelo coletivo Pedale Como Marina, formado ainda nos dias seguintes ao atropelamento por familiares e amigos de Marina. Além de lutar por Justiça, o Coletivo busca promover e manter o legado de Marina, uma acadêmica e pesquisadora que sempre buscou ultrapassar os muros da academia; e uma ativista que sempre levou seus incômodos e revoltas para a academia.
Contato
Instagram.com/pedalecomomarina
E-mail: pedalecomomarina@gmail.com