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O livro Plástico Onda é capaz de pintar cenas e escrever telas para o leitor. A forma do haicai (poesia de origem japonesa) prevalece no terceto e se apropria das transformações e improvisos deste gênero. A observação do poeta é ampliada de modo que o leitor possa perceber as surpresas e alumbramentos encravados no cotidiano.
A concisão une-se à potência das imagens e ressignifica a realidade em outras palavras do mesmo modo criando o esboço do “ao vivo”: fotografia lírica? Mais que isso: revelações das coisas em estado de espírito e linguagem.
Pedras são plumas e como já dizia Paul Valéry o poeta não precisa ser necessariamente inspirado mas deve inspirar os outros. Plástico Onda, expressão que serve como uma crítica visual ao lixo nos mares, amálgama imagens, refaz a concretude e deixa as coisas falarem por si sem subestimar a capacidade do leitor preencher os espaços em branco.
Agora até podemos pensar que este livro tenta preconizar o que refletia Jack Kerouac : “Não pare para pensar em palavras mas para ver melhor as imagens”.


Diego Petrarca nasceu em Porto Alegre em 20 de março de 1980.
Publicou, entre outros títulos, os livros: Cada Coisa (Multifoco - 2012), Vento & Avenca (Athy – 2012) , Hai-Cábulos, (edições Dulcinéia Catadora - 2012) com Andréia Laimer, Tudo Figura, (IEL- 2014), – selecionado pelo Plano de Edições do Instituto Estadual do Livro (indicado ao prêmio AGES poesia 2015), Carnaval Subjetivo (Bestiário – 2018), Melhor é ser um peixe (Plaquete – Bestiário- 2021) , HaiCliques - com Machado Bantu (FlipBook - 2022), Praieiros (IpêAmarelo - 2023) e Dialeto Sumi-ê em parceria com Paulo Rodrigo Ohar e Erika Nunes (Haicai - 2024).
Integrou mais de 20 antologias, é professor de Literatura e Redação do Estado do RS e ministra oficinas literárias em órgãos de cultura em Porto Alegre.


Noite em chuvarada
no asfalto desabam
rosas d`água
*
Dia difícil
sol que vira lua
dentro da nuvem
*
Fotografia
mora a memória
impossível de rasgar
*
Sexta feira
o ar descasca
o cordão das calçadas
*
Sacos rasgados
tapam o olho do peixe
plástico onda

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Publicado por Toma Aí Um Poema

A Toma Aí Um Poema nasceu como um projeto de leitura e divulgação da poesia. Criado em 2020 como podcast, evoluiu para se tornar uma revista literária interativa e, em 2024, tornou-se uma ONG dedicada à promoção da literatura. Hoje, também atua como editora comprometida com a emancipação de autores e autoras.
O Toma Aí Um Poema é a primeira editora no formato de ONG, reafirmando seu compromisso social e cultural. O trabalho vai além da publicação: busca transformar vidas por meio do incentivo à leitura, escrita e valorização das diversas vozes que compõem a literatura.
Reconhecido como um dos projetos literários mais inovadores da atualidade, o Toma Aí Um Poema acumula resultados impressionantes:
📖 1k+ autores lidos
✍️ 1k+ escritores publicados
🎧 1 milhão de players
Com sua trajetória, o projeto segue ampliando o alcance da produção artística, promovendo conexões e transformações através da palavra.
Contato
@tomaaiumpoema