Livro POEMAS MORTOS, de Pedro Lino
Curitiba, PR

Livro POEMAS MORTOS, de Pedro Lino

Edição e publicação do livro POEMAS MORTOS, de Pedro Lino | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 16/06/2024

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Finalizada

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Campanha Financiada com Sucesso!

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O Livro

Poemas mortos é um livro de poesia social que pretende, nos moldes do que foi proposto por Lukacs e Benjamin, politizar a arte e despertar no leitor a chama da revolta. A poesia é, sobretudo, arma, como apresenta o primeiro soneto deste  livro: "Meu verso não é sangue, mas é arma/ Não é criado a choro, mas espanto./E toda a vez que nele cala um pranto,/Um coração, ao longe, se desarma."


Assim, no seu conjunto, os poemas tentam tecer um retrato da realidade brasileira contemporânea, tratando da solidão moderna, do desassossego causado pelo atomismo da sociedade neoliberal hodierna e da opressão a que são submetidos nossos povos todo dia.


No fim do livro, contrastando com o pessimismo do restante da obra, há um chamado à revolta e um louvor à esperança.

O Autor

Pedro Henrique do Nascimento Lino, nasceu e vive na cidade de Americana, no Estado de São Paulo. Começou a escrever por influência de um professor no 7°ano e, nesse mesmo período, participou de uma pequena antologia de poemas, ainda muito imaturo literariamente. Desde então sego me aprimorando. Esta é sua segunda obra, que se pretende crítica e lírica. 

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Alguns Poemas do Livro

VII – Pressa capitalista

                                             A todos aqueles que fogem

Corre, menino!

Corre, menino, que o ônibus já vai passar,

Que seu turno de morte vai começar

E Deus, o chefe,

Não perdoa atrasar.

Corre, menino!

Corre, menino, que a conta vai vencer

E a sua existência eles vão cortar.

Corre que a sua filha está com fome

E sua mãe não aguenta mais orar.

Corre e vê se não tropeça,

Que, se te alcançarem,

Eles vão te matar.

Corre, e corre sem voz,

Não fala nada.

O mundo é surdo,

Ninguém vai te escutar.

Corre, menino!

Corre até sua perna parar,

Sua alma chorar

E sua força esvair.

Corre que já é noite

E você não pode perder tempo,

Se quiser respirar,

Se quiser resistir.

Corre, menino!

Corre até o dia do fim,

Do juízo final;

Até o inferno,

Que é o seu destino.

Corre e não reclama,

Não há tempo.

Corre, menino!

IX – Súplica de um construtor comum

Guindaste, eleva meu corpo abatido aos céus,

Entrega-me a qualquer Deus, anjo 

Ou qualquer coisa morta e divina.

Tenho fadigado tanto...

Guindaste, deixa-me subir em teus metais gelados,

Como as mãos de um cadáver,

E me esconder entre as alturas azuis.

Há monstros e bestas em minha casa,

Em minha mente.

Salva-me, guindaste, criador dos muros.

Deixa-me morder os teus degraus tetânicos.

Meu estômago dói

E já não tenho a quem pedir alimento...

Há tanto barulho...

Guindaste, eleva-me. 

Largue-me, então, e permita...

Permita a minha tão sozinha libertação,

Já não aguento tanto frio.

Não tenho aonde ir

E me roubaram a brasa do sangue.

Deixa-me subir em um de seus prédios 

E, pela última vez, respirar o ar dos pássaros...

XXI – Porto

Homenzinho na borda do cais,

Entre a dureza do chão

E a inconstância do sonho.

Há um homenzinho na borda do cais, 

Repartido de águas,

Observador.

Homem, primeiro;

Mar, antes;

Naufrágio,

Náufrago de navios jamais desancorados:

Reflexo furta-cor das despedidas.

Homenzinhozinho ante as naus que partem e nunca foram dele.

Hominho de crenças inabitáveis, 

De carregar, em seus ombros, não o peso do mundo,

Porque o esmaga,

Mas da angústia de ser só,

Hominho...

Incapaz de frutos

Nas mãos calejadas de falha,

Olhos rígidos de não olhar.

“Lá vem a Esperança, 

Lá vem a Esperança!”

Grita um marinheiro ao aviso dos outros.

E o hominho assim,

Homenzinho,

Exausto:

A Esperança sempre vem,

E o mar, misterioso de planos,

Sempre a engole.

Esperança...

Navio na terceira margem da vida,

Vindo... Vindo...

E nunca.

XVII – Amor América

“Juramos que a liberdade

 Levantará sua flor nua 

Sobre a areia desonrada”

                                                              Pablo Neruda

América Latina, pátria grande, pátria pobre, pátria minha;

América de barro e argila,

Escultura fósmea de tormento e fé.

América de veias azuis e sangue de mar...

Ah! Minha América.

Que desejo tenho eu de ver-te liberta, finalmente,

De tocar as tuas colinas morosas,

De ver-te sorrir as flores,

De encontrar, na tua medula,

O limiar de sonhos de José Martí, de Prestes, de Bolívar, de Neruda...

Nossa América, que fizeram de ti?

Quanta falta te impuseram, quanta escravidão.

Esfaquearam teus mananciais e teus ribeiros,

Silenciaram tuas araras e aprisionaram o teu canto...

Quanta tortura, minha mãe.

Chegará o dia, no entanto,

Que todo lamento pungente

Se tornará em riso e desfruto

E o sol, que antes adormecia,

Iluminará a face dos morros e a tristeza dos doentes...

Chegará o dia, mãe terra, mãe pátria,

Da comunhão dos homens.

Agora, temos a luta e a vontade.

O Toma Aí Um Poema

jG6Z6kF.pngO Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

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