Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do governo anterior.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra— busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável.
A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é de Marcelle Leal para a publicação de sua pesquisa: "Poéticas das sombras: de projeções a sujeitos da literatura" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 4.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autorais.
Resumo do trabalho:
Considerando o protagonismo da história da luz no ocidente e nas sociedades ocidentalizadas, objetiva-se demonstrar a relevância das sombras no âmbito da arte literária. Com o fim de comprovar a importância estética do elemento umbroso, recorre-se inicialmente àapresentação das sombras na literatura da maneira que analisamos a presença da silhueta no texto literário. Posteriormente, busca-se a voz das sombras, ou seja, a sua escrita. Para tal, promove-se um giro para o sul onde o encontro entre o eu e o outro se efetiva com a invasão europeia nas terras americanas, priorizando o genocídio estabelecido no Brasil. Fundamentado no fato de que a formação do país, após este período, é centralizada nos interesses de uma elite político-econômica, entende-se que a composição do que se designa cânone literário não escapa de tal dinâmica. Assim, a inscrição da história desta arte enfoca a produção de um perfil social específico e deixa os demais à sombra. No entanto, autoras negras brasileiras, inicialmente compreendidas como sombras, demonstram a potência presente em suas escritas e, quando se apropriam da caneta, inscrevem profundidade e matizam com tonalidade a sua presença neste campo. Consequentemente, formam um corpo literário mais inclusivo e consciente do valor das sombras que lançam quando se inscrevem. Por isso, empenham-se em incentivá-las a se apropriar do direito à literatura e a se apoderar da própria representação. Acredita-se, assim, demonstrar o valor das sombras na literatura e da literatura e contribuir para o debate sobre a importância da silhueta na história das culturas ocidentalizadas.
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Pesquisemos!