Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do governo anterior.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra— busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável.
A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é da autora Sarah Moreno para a publicação de sua dissertação: "A incômoda presença dos pombos no porto de Santos" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 4.250,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr, com 200 páginas aproximadas;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autoriais.
Resumo do trabalho:
Pombos são aves que convivem intensamente com os humanos em muitas partes do globo, servindo como seus mensageiros, como símbolo da paz ou como ícone religioso. Nas últimas décadas, no entanto, pombos parecem ter sido reduzidos, simplesmente, a uma praga urbana. Diante desta ambivalência dos pombos, propus-me a etnografar as relações entre pessoas e pombos no Porto de Santos, no litoral sul do estado de São Paulo, onde os pombos se fazem presentes em demasia, de forma incômoda, devido à grande movimentação de grãos no local. A partir de minha pesquisa etnográfica evidencio como os pombos são, simultaneamente, signos e agentes; como as classificações biológicas não bastam para compreender as relações entre pessoas e pombos, e como estas relações têm muito a dizer não apenas das classificações que são (im)postas aos pombos, mas ainda das disputas pelo espaço urbano e portuário e dos conflitos institucionais e políticos que ali se desenrolam. Deste modo, e a partir da antropologia, penso que esta pesquisa constitui um passo a mais para nossa imaginação de modos diferentes de conviver, em que humanos e não humanos possam viver juntos.
Palavras-chave: pombos; relações humano-animais; etnografias multiespécies; Porto de Santos; Antropologia.
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Pesquisemos!