Livro O Poema e Outras Proezas, de Luan Luna
São Paulo, SP

Livro O Poema e Outras Proezas, de Luan Luna

Edição e publicação do livro O Poema e Outras Proezas, de Luan Luna | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 12/07/2026

R$ 1.815

arrecadados da meta de R$ 2.400

76%

da meta 2

37

Benfeitores

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 12/07/2026

Como essa campanha já foi finalizada, as recompensas não estão mais disponíveis.

Conheça a campanha

Mt66HYa.png

O Poema e Outras Proezas” reúne 30 poemas escritos ao longo de quase dois anos, atravessados por inquietações, descobertas e pela busca de um lugar de existência. 

Dividido em três partes: “As proezas”, “O poema” e “Comedor de memória”, o livro apresenta reflexões sobre as relações humanas, os sentidos, os afetos, as dores e os encontros com o outro e consigo mesmo. 

A obra transforma experiências íntimas e sensoriais em poesia, conduzindo o leitor por uma travessia marcada pela intensidade, pela memória e pela tentativa de compreender o que é ser gente. 

eiUWm6l.png

Luan Luna é cearense, natural de Caririaçu, na região do Cariri, importante polo cultural do país. 

Estudante de História pela Universidade Regional do Cariri, encontrou na literatura e na poesia uma forma de expressão e sobrevivência durante um período de transformação pessoal. 

Influenciado pela obra de Adélia Prado, desenvolveu uma relação profunda com a escrita, atravessada por suas vivências, pelo ambiente cultural interiorano e pelas experiências sociais e afetivas que moldam sua trajetória.

eSH7QEZ.png

oJB3fMC.png

Meu rebento

E em meio a dureza da pedra

e a força de uma natureza rude,

corre meu rebento.

Leve e determinado ele vai,

como se pisando em nuvens,

dando pulinhos entre um passo e outro

como se pudesse, a cada salto

furtar de um passarinho a ideia do voo.

Carregando em seu apressado correr a gana,

a ânsia,

a ansiedade dos seus poucos anos

com a ideia que o tempo e a vida já me furtaram,

de querer engolir o mundo com a boca,

de querer ser eu mesma o mundo e consumí-lo

e se desfazer em cacos e em pó de areia,

podendo assim cada partícula estar em tudo que quer.

Meu rebento corre

corre sem olhar para trás

e seu limite é a dor

corre até onde pode ignorá-la e correr

sem tê-la como correntes em seus calcanhares.

Meu rebento corre,

corre esquecendo que é meu,

vai e esquece da minha presença em seu rastro,

bem atrás de seus passos

onde quase não posso alcançar e quero,

em desesperado amor,

alcançá-lo e tê-lo para mim.

Já não é mais o meu rebento quem eu carregava no colo,

quem eu amava sem querer medir e controlar,

quem eu amava na tentativa de ter eterno.

Já sei que não posso tanto quanto meu rebento

não guardo mais o que ele tem em juventude,

a rapidez e a coragem de um colibri

em busca de mel de flor.

Já os dias me disseram,

já me acumularam a vagareza e o compassado de meus passos

e espero, enfim, o momento em que meu rebento retornará ao ninho

e quando finalmente poderei retornar, junto a ele, o meu amor

fazer comida

alimentá-lo, como no peito,

tê-lo em meu colo

e lhe guardar em mim.

Meu rebento é broto verde que dói n’Alma

e eu farei sombra, sol e chuva.

Anseio

Não há nada que eu pense mais

do que num amor de fruta madura,

aquele que nos retorna ao sentimento mais nutrido do cordão umbilical,

um amor de raízes,

como aqueles das histórias que mamãe contava,

tão puro quanto o do Criador por Maria.

No encalço empobrecido do dia, não sobrou tempo

para um amor rasgado

e nas perdidas horas que me restavam,

eu pensava em ter algo assim

amor de iguais.

Foi quando me percebi tão completa como nunca,

anuviada pelo que sonhava

e pelos caminhos que precisei no corredor da memória.

E quando me vi em infinito amor comigo mesma,

em pleno questionamento, me senti tocada

e, em silêncio, a mim mesma sussurrei:

Talvez fosse de um anseio que eu precisava.

Ofertório

Quero te oferecer todo o escárnio

de uma noite de prazer

Todo impudor

Toda a deselegância de palavras grandes,

tão grandes quanto o desejo,

sussurradas no ouvido,

num contato próximo,

ou espalhadas como confetes em dia de festa

no momento do renascer do gozo.

48ImNWh.png

ykFD0dS.png

Para participar, basta acessar a aba "Apoiar" e escolher a faixa de apoio que mais combina com você. Cada valor oferece uma recompensa especial, incluindo o seu próprio exemplar do livro, que será enviado diretamente para você assim que estiver disponível.

Publicado por Toma Aí Um Poema

Wuv2Ihp.png

A Toma Aí Um Poema nasceu como um projeto de leitura e divulgação da poesia. Criado em 2020 como podcast, evoluiu para se tornar uma revista literária interativa e, em 2024, tornou-se uma ONG dedicada à promoção da literatura. Hoje, também atua como editora comprometida com a emancipação de autores e autoras.

O Toma Aí Um Poema é a primeira editora no formato de ONG, reafirmando seu compromisso social e cultural. O trabalho vai além da publicação: busca transformar vidas por meio do incentivo à leitura, escrita e valorização das diversas vozes que compõem a literatura.

Reconhecido como um dos projetos literários mais inovadores da atualidade, o Toma Aí Um Poema acumula resultados impressionantes:

📖 1k+ autores lidos

✍️ 1k+ escritores publicados

🎧 1 milhão de players

Com sua trajetória, o projeto segue ampliando o alcance da produção artística, promovendo conexões e transformações através da palavra.

Contato

editora@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

Denunciar esta campanha

Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.