Conheça a campanha
ACESSE O SITE:www.projetobigua.org
INTRODUÇÃO:
No Brasil, povos indígenas e ribeirinhos lutam bravamente contra uma miríade de problemas ambientais que assolam seus territórios. O desmatamento desenfreado, a exploração ilegal de recursos minerais, a contaminação por agrotóxicos e a construção de portos e barragens representam apenas alguns dos desafios que colocam em risco sua forma de vida, cultura e futuro.
Com parcos recursos, essas comunidades, guardiãs milenares da biodiversidade e do conhecimento tradicional, se veem obrigadas a defender seus lares contra a ganância e a omissão do Estado. A perda de seus meios de subsistência, a violação de seus direitos territoriais e a violência constante configuram um cenário de extrema vulnerabilidade social e ambiental.
O PROJETO BIGUÁ é uma iniciativa que busca reconhecer e defender os direitos ancestrais dessas populações, repercutir e multiplicar suas ações e tecnologias sociais de desenvolvimento sustentável, preservar sua diversidade cultural, garantir o acesso à justiça, às ferramentas de comunicação e às políticas públicas. Entendemos que essa é a única forma de garantir, muito mais que a sobrevivência, mas a autodeterminação desses guardiões da natureza e a construção de um futuro mais justo e equilibrado para todos.

NOSSA MISSÃO é servir de ponte entre a cidade e a floresta; entre os saberes ancestrais e as técnicas contemporâneas de proteção territorial. Na cidade, incentivamos a difusão da língua, ciência, medicina, cosmologia e musicalidade ancestral, através da Universidade Pluriétnica Aldeia Marakanã e do Centro de Etnoconhecimento Sociocultural e Ambiental Cauiré.
Na floresta, damos apoio logístico às comunidades indígenas e ribeirinhas assoladas por problemas etnoambientais, tais como a pesca ilegal de peixes e quelônios, caça ilegal, garimpo ilegal, grilagem, monocultura de grãos, construção de portos e barragens. Em nossas quatro frentes de trabalho, uma equipe multidisciplinar composta por um jornalista investigativo, uma advogada, um pesquisador e um cineasta, prestam assistência às demandas urgentes dessas comunidades e dividem saberes para que lideranças se autodeterminem em seus territórios e integrem a rede do Projeto Biguá.
QUEM NOS APOIA: Kings College London, Witness, Sumauma.com, Mongabay & Katu Filmes
LOCAIS DE ATUAÇÃO: Amazonas, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro
TAGS: Direitos Humanos, Meio-Ambiente, Povos Indígenas, Povos Ribeirinhos, Amazônia, Direito À Moradia, Culturas Indígenas, Universidade Indígena
O QUE FAZEMOS?
SUPORTE JURÍDICO
O suporte jurídico do projeto Biguá é liderado pelo advogado, professor e pesquisador do Transnational Law Institute do Kings College London, Octávio Ferraz; e conta com a consultoria dos advogados indígenas, Arão da Providência Guajajara e Juliana Guajajara. A equipe se encarrega da judicialização de demandas pontuais dessas comunidades, como proteção territorial (implementação de TI, Resex, etc); produção de relatórios de denúncia em parceria com o Ministério Público Federal, formação de agentes locais; e advocacia pro bono para demandas individuais.

CINEMA & JORNALISMO
Em cada frente de trabalho do Projeto Biguá, um documentário é produzido para repercutir o problema etnoambiental vivenciado pela comunidade. Nossos filmes são produzidos pela Katu Filmes, uma produtora independente brasileira formada pelas ativistas e produtoras Beatriz Salgado e Kaliman Chiappini e pelo diretor e jornalista Patrick Granja. A produção e distribuição desses filmes é feita de forma totalmente independente, com projeções dentro das próprias comunidades, em universidades, cineclubes, plataformas de streaming independentes, mostras e festivais com temáticas de meio ambiente e direitos humanos.

OFICINAS DE COMUNICAÇÃO
Em todas as nossas frentes de trabalho, a Katu Filmes transforma a produção do documentário em um workshop de cinema com personagens e outros comunicadores locais, indígenas e ribeirinhos. O desenvolvimento do filme se dá de maneira totalmente colaborativa com a participação da comunidade em todos os processos, desde a elaboração do roteiro, até a fase final de edição e finalização. Em nossas quatro frentes de trabalho, alguns documentários estão em fase de desenvolvimento, outros já estão prontos e selecionados para festivais internacionais.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Com apoio de jornalistas e veículos de comunicação parceiros, como a Sumauma e a Mongabay, em cada frente de trabalho do Projeto Biguá, é realizada uma reportagem completa sobre o problema etnoambiental enfrentado pela comunidade indígena ou ribeirinha. Além disso, em casos que demandam uma resposta rápida, como ameaças de despejo, ou qualquer outra violência iminente contra as comunidades, é feito um trabalho de assessoria de imprensa com as lideranças e os coletivos de comunicação locais.

INVESTIGAÇÃO & DENÚNCIA | OPEN SOURCE INVESTIGATION (OSINT)
Nos locais onde atuamos, graves crimes ambientais estão sendo cometidos todos os dias. No entanto, em todos esses locais, o Estado não atua ou atua de maneira ineficiente para coibir esses crimes e proteger as comunidades vitimadas. Por esse motivo, em todas as nossas frentes de trabalho, uma ampla investigação de dados abertos (open source investigation) é realizada por nossa equipe de comunicação utilizando plataformas públicas como Terrabrasilis (INPE, dados espaciais), Datasus (SUS, vigilância em saúde pública), SICAR e SIGEF (registro de propriedades rurais).

PESQUISA ACADÊMICA
O trabalho do Projeto Biguá é fonte de uma ampla pesquisa acadêmica do Transnational Law Institute do Kings College London, liderada pelo Professor Octávio Ferraz, um dos idealizadores desse projeto. The Laws of Our Sustainable Future é uma pesquisa sobre as leis ambientais brasileiras e sua aplicabilidade nos diferentes biomas do Brasil.

APOIO DIRETO
Em alguns casos mais urgentes, é viabilizado um apoio direto em ferramentas que ajudem na autodefesa e no desenvolvimento socioeconômico das comunidades nas áreas onde atuamos. Os apoios vão desde itens voltados à agricultura de subsistência, até equipamentos de filmagem e monitoramento territorial.
