Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do atual governo.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra — busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado.
A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável. A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é da autora Adriana Azevedo para a publicação de sua pesquisa "Reconstruções queers: por uma utopia do lar" no formato livro.
A primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor mínimo para isso é R$ 5.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos: preparação e revisão de texto; diagramação; capa; coordenação editorial e gráfica; ISBN e ficha catalográfica; impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr, com 250 páginas aproximadas; frete de envio dos livros; 10% de direitos autorais.
Resumo do trabalho:
A presente tese tem como objetivo traçar uma paisagem constelar de vivências queers (minorias sexuais, de gênero, étnico-raciais, etc) que afirmam suas vidas através da reconfiguração das ideias de "lar" e "casa". Para isso, foram utilizados diversos objetos-acontecimentos (filmes, livros, materiais arquivísticos) que nos ajudassem a produzir "fendas" ou "fissuras" afirmativas no pensamento sobre o poder através das suas potências de vida, fazendo eco ao que propõe Beatriz Preciado em seu ensaio "Multidões Queer: notas para uma política dos anormais" (2011). Alguns deles são: o livro Stella Manhattan (1995), de Silviano Santiago; os home movies do cineasta Derek Jarman; materiais pessoais de Alice B. Toklas e Gertrude Stein arquivados no Harry Ramson Center, da Universidade do Texas em Austin; a peça de teatro Domínio do Escuro (2015) de Juliana Pamplona; o filme The Watermelon Woman (1996), de Cheryl Dunye e o filme Shortbus (2006), de John Cameron Mitchell. Trata-se de uma organização de tese que faz parte de uma corporeidade que não é histórica no sentido normativo da palavra, mas tecida como um gesto que se aproxima daquele presente no Atlas de Aby Warburg, no esforço de fazer entender o link, um nexo, uma conexão secreta entre diferentes imagens que se afirmam enquanto resistências às normas de gênero e sexualidade, e aos modos de estar junto normatizados na modernidade e na História.
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Pesquisemos!
@margem_academicos