Conheça a campanha

A marca Realeza tem como proposta dialogar sobre as masculinidades negras, explorando as diversas possibilidades de mostrar homens pretos na linha de frente, em evidência. Com sete anos de existência, a marca constituída no bairro do Cabula, onde está sediado seu ateliê, foi idealizada pelo estilista e serígrafo Tiago Azeviche. Ele teve como inspiração a familia, tendo sua mãe e tias costureiras. “Sempre por conta do terreiro, para o qual elas costuravam, ficava sob minha responsabilidade ir aos armarinhos na busca por fitas, linhas, agulhas, botões(...)”, relembra.
Apesar de toda influência na infância, foi através do movimento hip hop que a marca começou a tomar forma real. “Conheci uma galera da Saramandaia que fazia silk screen e fiquei curioso. Quando entendi que podia me juntar, então comecei a comprar camisas prontas para estampar, até que passei a aprimorar as peças com tintas melhores e detalhes que incrementavam o produto”, diz Azeviche. Em 2013, a Realeza ingressou de vez no mercado com uma proposta de moda masculina atemporal/casual.
Atualmente, a marca opera principalmente através de uma plataforma de E-commerce e por meio das Redes Sociais. Além da comercialização porta a porta, participação em feiras e multimarcas colaborativas, sendo que tudo foi fechado por causa da pandemia.
A forte ligação do empreendedor com o mundo das artes e da comunicação fez com que ele desenvolvesse, dentro da Realeza, dois eixos de ação social: “Digaí”, onde o foco é o bate papo sobre masculinidades, e projeto “Pais Presentes Reais”. Com a pandemia de Covid-19, a marca ficou prejudicada com a venda porta a porta em residencias dos clientes, escritórios e repartições públicas, reduzindo assim a sua capacidade de fluxo de caixa e compra de matéria prima para produção.

O valor será aplicado diretamente em duas ações. A primeira etapa será referente a Retomada da capacidade produtiva da Realeza, com foco na confecção das peças e dos pagamento dos serviços das costureiras, serígrafos, motoboys e revendedores. Estima-se que a arrecadação proporcione a produção de cerca de 300 peças (coleções Dias dos Pais, Verão, festas de fim de ano).
A segunda etapa se refere à uma ação social direcionada para jovens de comunidades periféricas de Salvador, no âmbito do projeto “Diga aí Masculinidades: edição especial projetos de vida”, como foco em Jovens e Adolescentes, feito om redes de apoio. E por fim, o recurso restante será para pagamentos dívidas de manutenção do espaço do ateliê (luz, internet, água) e fornecedores.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$15.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 1.500.000,00 ( um milhão e 500 mil reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo para recuperação de micro e pequenos negócios das periferias afetados pela pandemia. O Fundo Colaborativo segue aberto para novos parceiros que desejam destinar recursos para as periferias urbanas brasileiras.
