Conheça a campanha
Apresentação / Sinopse
Será que vivemos mesmo uma guerra nas grandes cidades brasileiras? Ouvimos isso diariamente, nas ruas, na mídia, e até nos nossos lares. Se essa é a narrativa que venceu, podemos então definir o papel de cada um de nós como nos filmes de ação? Os bandidos são vilões, policiais são heróis e a população faz apenas figuração. Não parece muito real isso, não é mesmo? Dificilmente ganharia um Oscar.
No nosso cotidiano e violento confronto armado urbano da vida real, não há heróis nem mocinhos, somos todos vítimas. RELATOS DO FRONT surge da necessidade de denunciar essa situação. Nosso foco é a cidade do Rio de Janeiro, provavelmente o melhor estudo de caso para entendermos a eficácia da política de segurança vigente nas últimas três décadas no nosso país. Políticas que se repetem sem inovações e sem resultados reais. A população, em constante pânico, pressiona por proteção. O governo responde com ações policiais pirotécnicas, que dão uma falsa impressão de segurança. Na realidade, o grande legado da guerra ao crime e às drogas foi a criação e manutenção da indústria carcerária e do mercado da proteção. A insegurança pública dá lucro. A pergunta é: para quem?
Por quê?
Queremos provocar reflexões e , talvez, propor novas respostas para questões antigas: Quem é esse “inimigo”? Como se fabrica esse “inimigo”? E qual é o propósito de fabricar os conceitos da “guerra” e do “inimigo”? Qual é a anatomia dessa política de combate e guerra urbana? Quem ganha e quem perde com essa “guerra”? Como se sentem as famílias das vitimas desse confronto? Como se sentem os policias? O que sentem os ex-traficantes? Qual o custo financeiro e humano dessa guerra? Quando, como e por que começou essa política de segurança pública no nosso pais? Como se finaliza essa “guerra”?
Como?
Queremos finalizar o documentário longa-metragem, lança-lo em salas de cinema e gerar um amplo debate público sobre a falência das políticas de segurança pública no nosso estado e pais. Acreditamos que é possível encontrar soluções para por fim a esta guerra. Mas precisamos encarar a crise da violência como um problema de justiça e não de medo e opressão.
O Quê?
O objetivo não é lançar apenas uma campanha de financiamento coletivo para finalizar nosso filme, queremos criar um debate, um movimento em prol da paz.
Perguntas frequentes:
1) Se a 1a meta for atingida, quando poderemos ver o filme nos cinemas? Quais serão os próximos passos?
Se tivermos sucesso na 1a meta, conseguiremos finalizar o documentário, permitindo que ele participe de festivais e mostras de cinema no Brasil e exterior. Para o filme ser exibido nas salas de cinema, precisamos ter sucesso ao menos nas três primeiras metas.
2) Qual foi o custo total do projeto?
Como todo longa metragem, o filme passou pelas etapas de pesquisa, roteiro, produção, aluguel de equipamentos, viagens, captação de depoimentos, imagens e som, digitalização, corte de conteúdo, montagem, trilha sonora, tratamento de som e cor, etc. O orçamento total é de R$ 500 mil. Arcamos com boa parte da quantia com recursos pessoais, com nosso trabalho e com o apoio da Globo News/ Globo Filmes e Canal Brasil. Se o valor estipulado como meta final de arrecadação for superado, utilizaremos o excedente para quitar algumas dessas despesas/investimentos.
3) Por que vocês não disponibilizam logo o filme em DVD ou streaming(VoD)?
Porque para uma obra profissional desse porte existem etapas e estratégias naturais a serem cumpridas e que desejamos respeitar. A distribuição em cinemas é muito importante para gerar visibilidade e credibilidade ao filme e à causa, além de atingir um público diferenciado. Também promoverá mais interesse na venda posterior de DVDs e acessos de streaming (VoD). A estimativa é que o filme esteja disponível nesses formatos em cerca de 2 meses após o lançamento nos cinemas.
4) Se vocês são ativistas pela causa, porque não disponibilizam o filme gratuitamente na internet?
Apesar de termos conseguido muitas parcerias nessa caminhada, o filme foi realizado de forma independente, com poucos recursos, e ainda existe inúmeras contas e profissionais para pagarmos. O circuito comercial é uma maneira importante de amenizarmos essas dívidas e recuperarmos ao menos parte do investimento. Disponibilizar a obra na internet antes do circuito tradicional inviabiliza a participação em festivais e mostras e sua exibição nos cinemas e TV.A distribuição em circuito comercial, festivais e TV também traz mais credibilidade e visibilidade ao filme, atingindo um maior público nacional e internacionalmente.
5) Se nenhuma das metas for atingida, qual será o próximo passo?
Se não levantarmos a nossa meta pelo financiamento coletivo (o crowdfunding funciona num esquema tudo ou nada: se não atingimos a meta, o sistema devolve o dinheiro ao contribuinte), finalizaremos o documentário quando levantarmos os recursos de outras maneiras, o que fará com que o acesso do grande público à obra seja atrasado em muitos meses.
6) Se você tiver alguma dúvida que não tenha a resposta aqui, entra em contato com a gente que te responderemos bem rápido: relatosdofront@gmail.com