Conheça a campanha

Diante do cenário de pandemia do Novo Coronavírus, o coletivo A Rocinha Resiste realizou um levantamento junto a moradores da Rocinha, com objetivo de entender melhor como essa situação está impactando a favela. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 20 de março de 2020, através de formulário digital.
Os dados levantados pela pesquisa nos deram a percepção de emergência em ajudar as famílias em situação de pobreza extrema e que se enquadravam nos grupos de risco. As famílias foram mapeadas junto ao CRAS e a equipe de saúde da CMS Dr. Albert Seibin, que estão nos acompanhando durante todo o processo.
Nosso objetivo é comprar e distribuir coletivamente álcool, máscaras, luvas, alimentos, água, produtos de limpeza e higiene, montar kits para as famílias mapeadas pelo coletivo A Rocinha Resiste, junto a instituições locais e a gestão de saúde, auxiliando na orientação de como se precaver, fazendo os kits chegarem às pessoas mediante as orientações e os procedimentos de saúde.
O que precisamos:
● Garantir por três meses que as famílias cadastradas, recebam a cada 15 dias os 3 Kits Alimentação/Limpeza e água mineral;
● Garantir um espaço para o estoque dos Kits;
1 O planejamento estratégico é flexível, dado as condições de adaptação de acordo com a expansão do vírus pela favela 2 São planos posteriores a essa ação 3 Sabemos que mediante a possibilidade de proliferação do vírus os prazos podem ser alterados;
● Apoio de instituições experientes em fazer distribuição em episódios de crise, por exemplo, Cruz Vermelha com o apoio dos agentes de saúde local e de uma equipe de profissionais da assistência social;
● Apoio do Estado para as questões estruturais garantindo que não haverá falta d’água e garantir um espaço de acolhimento e apoio para a população, pensando em intervenções articuladas entre o coletivo e as instituições internas.
Custos:
- O valor médio são R$ 144,00/família para as 350 famílias - entendendo cinco integrantes por família - considerando 1 kit higiene + 1 cesta básica + 6 garrafas de água a serem distribuídos quinzenalmente em um período de três meses a partir de abril.
- O outro valor seria R$ 189,00 /família considerando um kit que contenha fraldas descartáveis, leite e suportes farmacêuticos.
- Haverá uma prestação de contas semanal ao longo desses 3 meses

Nós somos o coletivo "A Rocinha Resiste" e temos atuado como uma rede mobilizadora, realizando encontros para debater ideias e concretizá-las em ações para a transformação da realidade da nossa favela. Além disso, atuamos como rede de apoio em situações emergenciais, como no caso das enchentes em 2019. Nosso foco agora é atuar com prevenção e combate ao coronavírus."
- Responsáveis pelo A Rocinha Resiste: Leandro Castro, Magda Gomes, Michele Lacerda e Pedro Paiva, sendo estes são os gestores do coletivo.
Os voluntários e colaboradores do A Rocinha Resiste podem falar em nome do A Rocinha Resiste, mas não fazem parte do corpo gestor.
- Há instituições da Rocinha que apoiam as famílias em vulnerabilidade social, mapeadas para colaborarem na gestão estratégica de distribuição apontando quais são as famílias mais vulneráveis.

Considerada a maior Favela do Brasil, com quase 100 mil habitantes, segundo dados do IBGE, a Rocinha está travando uma luta árdua contra o avanço do Coronavírus. Para isso, torna-se prioritária a formulação e a aprovação de medidas concretas de prevenção e combate ao COVID-19, pensadas de forma específica à realidade do territorial, levando em consideração indicadores e dados já levantados em pesquisas e estudos sobre a Favela.
O adensamento populacional, as condições precárias de infraestrutura urbana, moradia, problemas na distribuição de água, rede de esgoto, coleta de resíduos sólidos e uma das maiores taxas de incidência de tuberculose do país, são dados que colocam a população da Rocinha de maneira geral diante de uma situação preocupante. Segundo dados do Plano Diretor de 2009, das favelas do Rio, a Rocinha é a que apresenta a maior aglomeração urbana da cidade, com aproximadamente 48.258 habitantes por km².

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
