Ser Ponte Fortaleza
Brasil

Ser Ponte Fortaleza

Uma forma de distribuição direta de renda, sem burocracia, para pessoas em situação de extrema pobreza.

R$ 4.597

arrecadação estimada por mês

80%

da meta 02

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assinantes

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Conheça a campanha

Quem somos?

O projeto Ser Ponte surgiu no início da pandemia de Covid-19, no ano de 2020, num contexto de fome e falta de assistência a famílias em extrema pobreza . A Ser Ponte se consolidou em virtude do seu compromisso social, seriedade, transparência, e trabalho árduo de muitas voluntárias e voluntários do projeto.

Hoje, a organização é uma importante aliada de comunidades vulneráveis e famílias em situação de extrema pobreza em Fortaleza, e essas famílias são, em sua maioria, chefiadas por mulheres negras.  Entendendo o impacto e a necessidade de permanecer em tantos territórios, formalizamos em novembro de 2021, a Ser Ponte como uma ONG.

Veja mais informações na seção "Mais Detalhes" abaixo. Se você precisar de alguma informação adicional, entre em contato conosco através doe-mail serpontefortaleza@gmail.com

O que estamos fazendo?

Nossa principal ação continua sendo o repasse de renda solidária de R$ 200 mensais. Iniciamos o projeto com 20 famílias com a pretensão de apoiá-las de abril a julho/2020. Com a ajuda de pessoas como você, já chegamos a 250 famílias mensalmente, em 23 territórios. Hoje, cinco anos depois, permanecemos neste suporte em 6 bairros/territórios/comunidades: Caça e Pesca, Serviluz, Barroso, Sabiaguaba, São Miguel e Raízes da Praia. 


Atualmente, a Ser Ponte organiza suas ações em três programas:


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Buscamos portanto priorizar ações de fortalecimento a iniciativas de empreendedorismo comunitário, geração de microcrédito para coletivos de mulheres, apoio à produção local de alimentos, apoio psicológico a defensores/as de direitos humanos, acesso à saúde mental comunitária, reforço na pressão política por renda básica universal e melhorias habitacionais, dentre outras demandas. 

Para tudo isso acontecer buscamos parceiros dentro e fora dos territórios, pois acreditamos na força coletiva para promoção de uma cidade mais justa, solidária e sustentável.

O que nos move para criar pontes entre abismos?

Sobre o contexto de vulnerabilidade estendida no país, um crescente número de dados aponta para o aprofundamento de crises sociais, econômicas e ambientais no Brasil, afetando grande parte da população brasileira, mas, sobretudo, famílias empobrecidas, minorias, mulheres e crianças. 

A edição de 2024 do Relatório das Nações Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial (SOFI 2024), aponta que a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil em 2023, caindo de 17,2 milhões para 2,5 milhões. Mas a luta contra a insegurança alimentar ainda é presente em muitos lares brasileiros, grande maioria desses lares sendo chefiados por mulheres.

Com base em dados do IBGE, estudo da FGV revela que mais de 41 milhões de domicílios têm mulheres como principais provedoras, de cada cem lares brasileiros, 52 são chefiados por mulheres. A pesquisa aponta ainda que, em sua maioria, são mulheres autodeclaradas pretas ou pardas, com ensino médio ou superior incompleto.

Ainda sobre as dificuldades enfrentadas por famílias empobrecidas, testemunhamos que o consumo básico de alimentos, de produtos de limpeza e higiene pessoal ficou cada vez mais difícil em um contexto de alta inflação e perda de poder aquisitivo do salário mínimo.

Como funciona o repasse da renda básica?

A escolha das beneficiárias é feita por agentes territoriais: moradores dos territórios que são referências comunitárias com trajetórias de luta por direitos básicos. Todos as agentes territoriais que estão na ponta desse projeto têm uma grande experiência de ativismo dentro das suas comunidades e em outros movimentos sociais, estabelecendo a partir disso uma relação de respeito e confiança. Ninguém melhor do que eles para construir essa ponte direta com as famílias, a partir de critérios coletivamente escolhidos.

Como funciona a distribuição e seleção de famílias?

Mantemos critério e cadastro das famílias assistidas. Uma vez cadastradas se assume o compromisso do benefício por no mínimo 03 meses

Assim, garantimos atendimento respeitando fluxos e entradas de doação no nosso caixa. Os critérios são:


2OlpsBd.pngAssim, o seu apoio continuado, mensal, permite que o suporte às mulheres chegue de maneira planejada, regular e, esperamos, cada vez mais ampliada. 

Como tenho acesso à prestação de contas?

Disponibilizamos trimestralmente um relatório de impacto detalhando o número de pessoas assistidas, informações demográficas, receitas com as doações, despesas detalhadas e expectativa de atuação para o próximo trimestre. 

Um card-resumo das nossas atividades também é enviado aos/às nossos/as doadores/as e redes de parceiros/as.

Você também pode ver os relatórios já publicados abaixo. Os arquivos estão em formato PDF. Fique à vontade para divulgar e compartilhar nas suas redes sociais:

Relatório de 2024 [PDF]

Relatório de 2023 [PDF]

Relatório de 2022 [PDF]

Relatórios divulgados no nosso Instagram (@serpontefortaleza):

Mais detalhes

Qual é nossa motivação?

Acreditamos numa renda básica universal como forma de tirar as pessoas da linha da extrema miséria. Defendemos que as iniciativas governamentais no Brasil são muito importantes e que sem políticas públicas eficientes o impacto das iniciativas da sociedade civil se tornam muito mais difíceis. 

Apostamos também que a iniciativa privada tem papel bastante relevante nas questões sociais brasileiras e buscamos construir parcerias. 

Mas quem está em situação de miséria não tem tempo para esperar. O nosso objetivo principal é distribuir valores financeiros sem burocracia para estas pessoas mais atingidas, com recorte de gênero e raça.

Vivemos em uma cidade extremamente desigual, além de perceptível a olho nu, essa desigualdade também é exposta em diversas pesquisas. Em um levantamento realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis lançado em março de 2024, o Mapa das Desigualdades entre as Capitais aponta Fortaleza como a 3ª capital mais desigual do Nordeste, com o rendimento médio entre negros e não negros sendo o pior do País. 

Já o mapeamento do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará - Ipece, demonstra que dentre os 121 bairros da cidade, as maiores concentrações de rendimentos estão nas regionais II, VII e XII, bairros mais a leste e sudeste, como: Aldeota, Cocó e Praia de Iracema, em contrapartida, as menores rendas são registradas nas regionais V, IX e I onde estão localizados bairros como: Bom Jardim, Jangurussu e Barra do Ceará.

Acreditamos que todos nós estamos implicados nas condições de vida à nossa volta e somos co-responsáveis por construir uma cidade melhor.

Dar dinheiro sem restrições não aumenta o uso de álcool, cigarro e outras drogas?

Esta é uma preocupação comum na nossa sociedade. Há uma crença de que o dinheiro dado a pessoas em situação de miséria será usado para comprar álcool, cigarro ou outras drogas. As evidências científicas provam que esta crença não é verdadeira.

No estudo "Transferência de dinheiro e bens de tentação" (Título original: Cash Transfers and Temptation Goods), os pesquisadores David K. Evans, do Banco Mundial (World Bank), e Anna Popova, da Universidade de Stanford, mostram que esta crença é falsa. Eles examinaram o gasto em "bens de tentação", como álcool e cigarros, após o recebimento de dinheiro por pessoas em extrema miséria. Os dados mostram que após receber tais benefícios o consumo de bens de tentação por essas pessoas na verdade diminui (Evans; Poppova, 2014).

O estudo de Evans e Popova analisou 19 outros estudos sobre iniciativas de distribuição de renda em diversas partes do mundo. A conclusão é que "quase sem exceção, os estudos indicaram que não há relação entre o recebimento de benefícios em dinheiro e o gasto em álcool e cigarro".

Por que a atuação apenas em Fortaleza?

Todos os envolvidos na organização do projeto moram ou têm vínculo com Fortaleza. Este tipo de iniciativa necessita de conhecimento, presença e conexões fortes do local para funcionar. Se você gostaria de expandir a ideia para a sua cidade/região, entre em contato conosco. Podemos conversar a respeito e contribuir com metodologia e experiências.

Quem somos nós?

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Territórios

Nossa capacidade de ampliar e permanecer em demais espaços depende das doações e possibilidades de captação de recursos. No pico da pandemia, já estivemos em 23 territórios de Fortaleza, repassando renda básica para 250 mulheres por mês.

Em 2025, permanecemos junto dos territórios mais vulnerabilizados. Os seis territórios em que atuamos possuem precariedades urbanísticas, sociais e habitacionais. A realidade das mulheres que atendemos não é exceção na cidade de Fortaleza, afinal, o percentual de pessoas vivendo oficialmente em condições precárias totaliza impressionantes 44% da população (LEHAB, 2020).

Essas são as áreas que mais deveriam demandar investimentos, contudo, são justamente as que sofrem com a falta de suporte de políticas públicas nos mais diversos campos, seja no bem-estar urbano, saúde mental coletiva, segurança alimentar ou capacitação e apoio à geração de microcrédito.

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Redes sociais

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Instagram: @serpontefortaleza

Ser Ponte na mídia

O Povo - Defensoria Pública atua como rede de propagação do projeto “Ser Ponte”

Correio Braziliense - Ajudar o Próximo Segue em Alta

O Povo - Brechós aliviam peso financeiro de mulheres chefes de família

Opinião CE - Bazar Solidário: ONG reúne mais de 500 roupas em prol de 60 famílias da periferia de Fortaleza

Jornal Jangadeiro - ONG realiza Bazar Solidario para ajudar mães solo que vivem na periferia

O Povo - Valeria Pinheiro: Ser Ponte para a travessia de outras mulheres

O Povo -ONG pede doações para famílias afetadas pelas chuvas em Fortaleza

Site Renato Roseno - ONG pede doações para famílias afetadas pelas chuvas em Fortaleza

Diário do Nordeste - Grupo ajudou 210 famílias chefiadas por mulheres em Fortaleza durante a pandemia; saiba como apoiar

O Otimista -Grupo ajudou 210 famílias chefiadas por mulheres em Fortaleza durante a pandemia; saiba como apoiar

Diário do Nordeste - Associação de moradores do bairro Serrinha já distribuiu cerca de 5 toneladas de alimentos

G1 - Projeto auxilia famílias vulneráveis das periferias de Fortaleza durante a pandemia

Site Impacta Nordeste - Ser Ponte Fortaleza lança campanha de financiamento coletivo para ajudar famílias afetadas pela pandemia

Site Defensoria Pública -Defensoria Pública atua como rede de propagação do projeto “Ser Ponte”

O Povo - Projeto "Ser Ponte Fortaleza" leva ajuda mensal a famílias das periferias da Capital

Opinião CE - Ser Ponte realiza 3ª edição de Bazar Solidário em Fortaleza para apoiar famílias chefiadas por mulheres da periferia

Opinião CE -ONG Ser Ponte Fortaleza comemora 5 anos de atuação na cidade em evento solidário

O Povo - Uma ponte para as famílias de Fortaleza

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