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"Serra Acima" é um longa metragem que investiga as desigualdades socioambientais e étnicas em Petrópolis-RJ, destacando o papel de povos negros e indígenas na construção do Brasil, e como sua marginalização histórica moldou o desenvolvimento urbano e ambiental do país. Usando as chuvas intensas como ponto de partida, o filme discute habitação e ocupação, revelando injustiças históricas agravadas pelas crises climáticas. Através do olhar para políticas públicas urgentes de adaptação, mostra que a realidade de Petrópolis reflete a necessidade de engajar todas as cidades brasileiras na adaptação climática com foco em justiça social e reparação, para que haja possibilidades de futuro para os mais atingidos.

Entrevista com Opetahra Puri - Museu Histórico da Cidade do RJ - Ago/2024
Entrevista com Inamara Mélo (Coordenadora Geral de Adaptação à Mudança do Clima - Ministério do Meio Ambiente) - UNIFASE Petrópolis - Ago/2024
Entrevista com Tainá de Paula - Museu Histórico da Cidade do RJ - Ago/2024
"Serra Acima" surgiu da necessidade urgente de engajar o público na discussão sobre adaptação climática com foco em justiça social e reparação. O projeto se propõe a ser um caminho de ação e, para isso, articula uma rede de parceiros que compartilharão o filme dentro da nossa estratégia de distribuição de impacto. O objetivo é engajar grupos, organizações e movimentos em todo o Brasil, assegurando que o documentário chegue a realidades e territórios que precisam participar desse debate. Junto a essa rede comprometida, serão criados espaços de discussão, formação e ação em várias cidades, fortalecendo o movimento por justiça socioambiental e climática. Além disso, o projeto conta com apoiadores que acreditam no impacto da obra, como Hivos América Latina, The Climate Reality Project Brasil, Empodera Clima e Centro Brasil no Clima. Mais do que um filme, "Serra Acima" é uma ferramenta de mobilização capaz de gerar reflexões e ações concretas por políticas públicas que promovam adaptação climática. Apesar de falar sobre Petrópolis, o filme trata do Brasil. A partir da história de Petrópolis, refletimos sobre a história do país, simbolizando a realidade de muitas cidades que enfrentam desafios climáticos intensificados por desigualdades sociais. O filme mostra como eventos extremos afetam desproporcionalmente comunidades periféricas de Petrópolis, colocando a cidade, uma das mais vulneráveis do país, no centro da discussão por adaptação, ao mesmo tempo em que discute políticas públicas e perspectivas de futuro para outras cidades brasileiras.
Gravações de imagens nos territórios - Alto da Serra - Petrópolis - Set/2024
Gravação com Grupo Afro Serra - Petrópolis - Ago/2024
Gravações no Arquivo Histórico Municipal de Petrópolis - Set/2024
A escolha de Petrópolis é estratégica, não só por seu histórico de desastres climáticos, mas também pela evidente segregação racial, territorial e ambiental. A cidade foi construída sob as contradições do colonialismo, que ainda refletem nas políticas públicas, na ocupação do território e na negligência às comunidades vulnerabilizadas. Por isso, além de ativistas e técnicos do Ministério do Meio Ambiente, Greenpeace, Casa Fluminense, Coalizão O Clima é de Mudança e outros especialistas, o filme traz entrevistadas personagens que compartilham suas realidades e territórios, pois essa discussão só faz sentido com a inclusão dos mais afetados e dos que estão na linha de frente.

Gravações com Roberta Silva (entrevistada personagem) - Morro do Neylor - Petrópolis - Ago/2024

Gravações com Claudia Renata (entrevistada personagem) - Conjunto da Posse - Petrópolis - Set/2024
Gravações com Marcia Lacerda (entrevistada personagem) - Independência - Petrópolis - Ago/2024
Além de dados técnicos e imagens de arquivo, o diferencial está na linguagem cinematográfica sensível que aproxima o espectador, seja pela trilha sonora de artistas petropolitanos e de fora da cidade, que reflete a cultura brasileira e as vozes locais, pela narração com uma camada de dramaturgia que costura a narrativa de forma acessível, pela fotografia que usa a neblina de Petrópolis como metáfora para histórias invisibilizadas, ou pela valorização das culturas afro-brasileira e indígena da região.

Entrevista com Marcele Oliveira - Parque Natural Municipal da Cidade do RJ - Ago/2024

Entrevista com Marina Marçal - Museu Histórico da Cidade do RJ - Ago/2024
Parte da equipe com Igor Travassos (Greenpeace Brasil) - Museu Histórico da Cidade do RJ - Ago/2024
Serra Acima é mais que um documentário: é uma ferramenta de educação e comunicação climática, de luta por adaptação e reparação, e de preservação de memórias historicamente invisibilizadas. Promove um diálogo essencial sobre adaptação climática, unindo sociedade civil, poder público, empresas e terceiro setor para construir coletivamente. Um trabalho que investiga a trajetória socioambiental do Brasil, enquanto revela a história que a história oficial não conta.

O documentário, que já passou por toda a etapa de filmagens, foi selecionado em primeiro lugar no Edital de Produções Audiovisuais da Lei Paulo Gustavo em Petrópolis e recebeu um recurso de R$ 100.000,00. Porém, construir um longa-metragem com qualidade técnica e de pesquisa é uma empreitada custosa. A vaquinha surgiu da necessidade imediata de levantar o valor de R$ 36.500,00, garantindo que os custos de produção do filme sejam quitados.
Valor total da vaquinha - 39.600,00
Valor necessário para quitar a produção do filme - R$ 36.500,00
Taxa para Benfeitoria - 3.100,00 (aprox. 8,5% do valor necessário para quitar a produção do filme)

“Serra acima” é um projeto da Engenhoca Filmes, em parceria com o Instituto TJNS, que conta com distribuição da ARCADIA Produções.
A Engenhoca Filmes, de Petrópolis-RJ, atua no mercado audiovisual desde 2018. Produziu o documentário “Memórias vivas e diálogo de Saberes: TBC no Quilombo da Tapera” (2018); o clipe Gold Spectrum (2019), da banda norte americana Fracktura; o filme "Mergulhos" (2022), que recebeu o prêmio de Melhor Criação Audiovisual no 5º Marginal Art Festival em Portugal; e o filme "A incrível aventura das sonhadoras crianças contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira" (2020), selecionado em 23 festivais nacionais e internacionais de cinema, nos quais recebeu 10 premiações. Através de patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do RJ, foi responsável pela implementação da primeira sala de roteiro de Petrópolis, com o objetivo de criar e desenvolver um projeto de série com roteiristas da cidade ao longo de 2022 e 2023. Além de produções audiovisuais, possui em seu currículo a realização de festivais, oficinas e outras atividades formativas dentro da linguagem cinematográfica.
O Instituto TJNS é uma organização que nasceu em 2020 com o propósito de auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade na cidade de Petrópolis, RJ. Desde então, tem sido um agente ativo na promoção da educação climática, ambiental e racial, utilizando diversos formatos como rodas de conversa, palestras, cursos e debates em comunidades, escolas e espaços públicos na região do Rio de Janeiro. O Instituto TJNS luta contra o racismo ambiental e a pobreza. Sua influência foi fundamental na criação da Lei do Dia Municipal de Enfrentamento ao Racismo Ambiental em Petrópolis. Se destaca por suas atividades de advocacy e por projetos voltados para a capacitação de mulheres negras e jovens. Em reconhecimento ao seu trabalho, foi premiado como organização destaque do ano de 2023 do prêmio Descarbonário 2024, criado pelo The Climate Reality Project.
ARCADIA Produções é uma instituição focada na produção e distribuição de filmes, para além de servir como um centro de conexões e aprendizado para emergentes talentos com o mercado audiovisual brasileiro. A proposta da instituição é aproveitar as oportunidades oferecidas pela Nova Retomada do Cinema Brasileiro, utilizando recursos de seus membros para investir, mapear e distribuir, projetos que se destacam no meio audiovisual, dentro de uma rede rica de informações e contatos.
Parte da equipe com Denise Barbosa (personagem entrevistada) - Quilombo da Tapera - Petrópolis - Ago/2024
Entrevista com Marcelo Mota - Museu Histórico da Cidade do RJ - Ago/2024
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Narração: Laila Zaid, Lilian Regina e Igor Oggy
Direção: Beatriz Ohana
Roteiro: Beatriz Ohana e Pamela Mércia
Produção Executiva: Pamela Mércia
Direção de Produção: Beatriz Ohana e Janice Morais -
Direção de Fotografia: Luiz Simplício
2º Câmera: Herbert Cardoso
Som Direto: Priscila Alves -
Assistente de Direção: Camor Martins
Assistentes de Fotografia: Vitor Dias e Alexia Silva
Platôs: Maria Vitória da Conceição e Alexia Silva
Still: Mariana Rocha e Fernanda Marinho -
Logger: Bruna Ohana
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Making Of: Sophia Ázara
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Drone: Bruno Pavão
Edição e Colorização: Henrique Mayworm
Edição de Som e MIxagem: João Corrêa
Coordenação de Trilha Sonora: Marcelo Moraes -
Direção de Distribuição: Leonardo Lage
Relações Institucionais: Luan Werneck
Coordenação de Pesquisa: Fátima Diniz
Pesquisadores: Roberta Gregório, Lucas Ventura e Ariel Pontes
Assistentes de Pesquisa: Estefanie Rodrigues e Crislane Rosa
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Design Gráfico: Bianca Navega
Mídias Sociais: Marcus Garcia -
Acessibilidade: ETC Filmes
Contato
Fique por dentro do processo de produção e acesse outros conteúdos sobre o filme e seus realizadores:
Instagram Serra Acima: https://www.instagram.com/serraacimafilme/
Instagram Engenhoca Filmes: https://www.instagram.com/engenhocafilmes/
Instagram Instituto TJNS: https://www.instagram.com/institutotjns/
Entre em contato por e-mail: engenhocafilmes@gmail.com