Conheça a campanha
Previsão de envio de exemplares e de recompensas:
abril de 2024.
Conheça nossos livros!
instagram.com/oficiosterrestresedicoes
E caso tenha alguma dúvida sobre o funcionamento desta campanha de pré-venda, escreva-nos! Responderemos rapidamente.
oficiosterrestreseditora@gmail.com | 19 9 9674 2437
...

Sobre a obra:
Apesar dos esforços dos(as) pesquisadores(as), os estudos sobre o corpo gordo no Ocidente, principalmente nos dias atuais, muitas vezes são reduzidos a constatações apenas sobre a saúde e a beleza, escondendo uma herança colonial e imperial. Oculta-se que o ódio da gordura no Ocidente tem relação com as leituras que os europeus faziam dos povos não-ocidentais, especialmente africanos. Embora a barriga do burguês europeu coexista nessa historicização, onde foi meramente projetada uma “imagem positiva” da gordura e um certo privilégio para aqueles que as tinham, ainda que houvesse muitas ressalvas, rapidamente a adiposidade passou a ser compreendida como um defeito (algo moralmente errado) até a sua efetiva patologização. Logo, incorreu-se ao também desenvolvimento das políticas de anti-gordura que caminham com as políticas de anti-negritude. Isso porque a imaginação colonial, herança da época das navegações conduzidas por viajantes, etnógrafos, médicos, artistas, antropólogos, foi (ainda é) atualizada, distorcendo a perspectiva de um corpo que existe para além das dicotomias. Ignora-se que a gordura, por si só, é substância ambígua e complexa, pois as ficções de poder no projeto civilizatório de corpo a conjugam em um único tempo: passado. Ou seja, a existência da gordura necessita ser exterminada devido a um ideal de humano de uma certa cor localizado em uma nação à altura. À vista disso, essa pesquisa multiespécie/interespécie perpassa pelo questionamento e tensionamento das ficções de poder na qual estamos inseridas. Consequentemente, se o corpo gordo é uma vida a ser aniquilada, como podemos reimaginar nossa presença? Se a gordura é ambígua, em compreensão e forma, conseguiríamos por meio dela moldar futuros? Seria possível imaginar radicalmente o corpo gordo através das baleias?
...
sobre a autora:
Camila Fontenele (1990, São Paulo) é mestra em Estudos da Condição Humana pela Universidade Federal de São Carlos, com especialização em Cinema, TV e Vídeo: Estética da Imagem em Movimento pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, e bacharel em Comunicação Social: Propaganda e Marketing pela Universidade de Sorocaba. Atua de maneira transdisciplinar como trabalhadora da cultura, entre as artes visuais, os serviços como fotógrafa freelancer e a pesquisa acadêmica e independente. Seus principais interesses incluem os estudos do corpo gordo, a fabulação especulativa de Donna Haraway e a ficção científica de Octavia Butler, as complexas relações interespécies, especialmente com um olhar atento às baleias, e as metodologias oceânicas. Concentra sua atenção na crítica ao antropocentrismo e, sobretudo, na possibilidade de criar paisagens fabulativas mais respiráveis.

...
previsão orçamentária:

-serviços editoriais:
[estabelecimento do texto, revisão, projeto gráfico,
diagramação, design de capa, registro, fechamento e correções,
elaboração de artes de divulgação]: 1000
-impressão de 50 exemplares: 750
-despesas com frete: 250
-taxas à plataforma Benfeitoria: 200
...
Ofícios Terrestres Edições
caminhos abertos
2023
...
