Conheça a campanha
Passados mais de 40 dias da tragédia climática no Rio Grande do Sul, a campanha divulgou um levantamento preliminar sobre os impactos das enchentes recentes nas cooperativas de catadores no Rio Grande do Sul.
A relação aponta 22 cooperativas que foram diretamente afetadas pelas inundações. De acordo com os dados preliminares, as perdas incluem 18 caminhões, 30 prensas, 11 esteiras ou mesas de triagem, 2 empilhadeiras, 2.900 bigbags, 100 bombonas e cestos, 6 computadores e impressoras, 14 elevadores de carga ou paleteiras, 4 balanças plataforma, 17 balanças digitais, além dos equipamentos de cozinha e moveis de escritório.
O cadastramento de catadores afetados diretamente e indiretamente, realizado por equipes do MNCR e da ANCAT, revelou ainda os prejuízos em infraestrutura e ferramentas de trabalho. Segundo o levantamento, as cooperativas também necessitam de reparos nas redes elétricas, conserto de telhados, conserto de pisos, assim como EPI (Equipamentos de proteção individual) e carrinhos de coleta. Um dos galpões foi completamente destruído e dois galpões ainda estão sem acesso para mensurar as perdas.
A recuperação das cooperativas é essencial não apenas para os catadores, mas também para a sustentabilidade ambiental, uma vez que o trabalho dos catadores e das cooperativas é fundamental para a recuperação de embalagens e a gestão de resíduos sólidos no estado.

O Brasil acompanha o martírio sofrido pelo Rio Grande do Sul, atingido por fortes chuvas e enchentes geradas por esse evento climático extremo. Cidades inteiras foram devastadas e no meio deste desastre estão milhares de catadores e catadoras do Estado, mas principalmente na região metropolitana de Porto Alegre e do Vale dos Sinos.
Apesar de atuarem todos os dias na mitigação dos impactos ambientais, coletando, separando e devolvendo corretamente toneladas de resíduos sólidos para suas fontes, os catadores cooperados e autônomos são trabalhadores e trabalhadoras invisíveis, que vivem uma dura realidade econômica e social. Essas pessoas agora tiveram suas vidas traumaticamente interferidas pelas águas e o descaso do poder público e da sociedade.
Muitos tiveram suas moradias e organizações de reciclagem afetadas, perderam seu instrumento de coleta e bens materiais principais. A renda de catadoras e catadores vem principalmente do material vendido. Não há salário fixo, tudo é baseado na produção. Portanto, quando ficam incapacitados de trabalhar voltam à estaca zero, sem qualquer renda ou segurança.
São milhares de catadoras e catadores impactados diretamente, deslocados de suas casas e com espaços de trabalho alagados. Há também famílias de catadoras e catadores atingidos indiretamente, seja por ter o trabalho e acesso a cidade interrompido com quedas de pontes e bloqueio de estrada, ou pela interrupção do mercado comprador e geradores de resíduos. Toda a categoria já sofria um crise sem precedentes com a quedas de preços dos recicláveis, com isso a vulnerabilidade é muito maior.

Diante desta realidade, uma rede colaborativa foi formada para esta campanha emergencial de apoio e solidariedade em prol dessa categoria profissional que todos os dias ajuda a mitigar a emergência climática à que estão sendo submetidos neste momento.
A Campanha de Solidariedade montou um plano de ação, que visa ajuda emergencial:
Etapa Inicial - Emergência
- Pagamento de renda mínima por no mínimo 3 meses.
- Entrega de vale-alimentação pelo mesmo período.
- Compra e distribuição de kits de higiene pessoal para (mulheres, homens e crianças).
A segunda etapa da Campanha visa a reestruturação e retomada produtiva dos catadores:
- Levantamento da situação das estruturas e equipamentos atingidos.
- Análise e dimensionamento dos investimentos necessários e um plano para a aplicação dos recursos.
- Recuperação física das cooperativas.
- Recuperação de instrumentos de trabalho e cadeia produtiva de catadores associados e autônomos/informais.
A rede colaborativa está aberta para novos parceiros! Todos os valores recebidos pelos colaboradores serão destinados à Campanha de Solidariedade aos Catadores e Catadoras do Rio Grande do Sul.
Contamos com o seu apoio! Juntos somos mais fortes!

Rede Colaborativa
Associação Nacional dos catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT)
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)
União Nacional de Catadores e Catadoras de Material Recicláveis (Unicatadores)
International Alliance of Waste Pickers/ Aliança Internacional de Catadores (IAWP)
Pimp My Carroça
Frente parlamentar dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (FRECATA)
Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS)
Aliança Resíduo Zero Brasil (ARZB)
Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias)




ePassados mais de 40 dias da tragédia climática no Rio Grande do Sul as organizações de Catadores/as estão tentando mensurar a perdas, organizar as demandas e planejar a reconstrução das cooperativas e rotina de trabalho. O cadastramento de catadores afetados diretamente e indiretamente tem sido realizado por equipes do MNCR e da ANCAT, assim como pesquisa de prejuízos em infraestrutura e ferramentas de trabalho.