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O QUE É?
"algum título que (quase) não fale sobre você" é um solo autoral que atravessa o riso e a ferida, o amor e seus atrasos de vôo.
O grande mito do equilíbrio afetivo: enquanto umas carregam malas cheias de entrega, outros embarcam de mãos livres.
Enquanto tantas mulheres aprendem a nomear dores antigas e reorganizam o que cabe na mala, também seguem tropeçando nas mesmas ausências: a escuta que não vem, a mudança que nunca chega, o peso sempre maior de um lado só do balcão de check-in.
No fim, são sempre as mesmas mãos que precisam reempacotar a história. Principalmente quando se trata de alguma figura pública muito bem vista e construída de "bom moço". Mas isso é assunto pra ver no palco...
(Texto por Victor Zaguini)
“É libertador e assustador ao mesmo tempo, quando nos damos conta da quantidade de padrões de comportamento que fomos ensinadas ao longo das gerações e que perpetuam tantos abusos dentro de uma relação.
Libertador, porque percebemos que são dores universais e que não estamos loucas e nem sozinhas; mas também assustador porque é o cerne do adoecimento psicológico de tantas mulheres.” (Gabi Dutra)
POR QUE AJUDAR A FAZER ACONTECER?
Para além de escancarar a realidade de relações tóxicas, o objetivo é gerar um espaço de reflexão e conversa, principalmente após a apresentação. Gerar aquela "pulga na orelha" de quem já viveu, vive ou sabe de alguém que passa por uma situação parecida e precisa de ajuda pra enxergar melhor que um "quase", na verdade é "nada", mesmo que cause tanta coisa.
A própria Gabi, com auxílio da sua terapeuta, conseguiu perceber o quanto esse processo artístico foi extremamente terapêutico nessa fase de transição comum a tantas mulheres millennials que, depois de tantas decepções, começam a querer entender "como é que eu fui chegar aqui?".
O espetáculo tem um forte apelo cômico ao tratar de assuntos quetodo mundo precisa lidar: relacionamentos, transição de carreira, mudança de cidade, "a chegada dos 30 anos", instabilidade financeira, e nada de ter nascido herdeira (rs). Arrecadar esse valor e conseguir colocar esse espetáculo de pé, seria transformar esse "quase" em real, e debater esses assuntos de um modo leve, cômico e novo.
“Acredito que, além de ser um texto íntimo, deixa a gente que tá vendo apreensivo, curioso pelos próximos passos dessa nada monótona espera pelo vôo, de uma atriz que se perde entre as angústias da sua recém chegada em São Paulo com o nervosismo desse amor que não foi amor - ou foi quase um amor.
Os “quases” sempre são um saco mesmo. De maneira sagaz, acredito que a Gabi tem boas tiradas rindo da própria desgraça, inventadas ou não, com direito a número musical e quebra de quarta parede.” (Gabriel Cersosimo)
SINOPSE
Uma jovem na casa dos 30 aguarda seu primeiro vôo solo internacional. Porque, afinal, é isso que mulheres bem-sucedidas e bem-resolvidas fazem… certo? Mas enquanto o embarque não acontece, ela se vê presa em uma conexão inesperada: um emaranhado de lembranças e reflexões sobre sua última quase relação, desencadeadas pelo próprio cenário de chegadas e partidas. Entre vôos cancelados e bagagens extraviadas da memória, a plateia viaja pela mente ansiosa da personagem, que oscila entre a clareza e o desvio de rota, navegando entre o agora e o que já foi.
EQUIPE CRIATIVA & PRODUÇÃO
Gabi Dutra - Atriz e Dramaturgia
Atriz, cantora, dançarina, professora de dança e produtora, natural de Florianópolis/SC. Sua trajetória artística começou aos 7 anos na dança, e, mais tarde, encontrou o teatro musical na Cia Grito de Teatro, onde iniciou sua formação como atriz e cantora. Ingressou na Licenciatura em Teatro pela UDESC e passou a atuar com a RPR Produções, acumulando funções como artista, assistente de direção, coreógrafa e produtora de elenco em diversas montagens. Em 2021, foi reconhecida com o “Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural - Aldir Blanc SC” por sua contribuição à cena artística catarinense. Desde 2023, reside em São Paulo, onde aprimora sua formação com nomes como Inês Aranha, Gabriel Malo, Davi Novaes e Kátia Barros. Recentemente fez parte do projeto “Broadway Dreams”, feito pelo Instituto Arlequim em parceria com a Broadway Dreams Foundation.
Davi Novaes - Orientação de Escrita & Direção Cênica
Dramaturgo, ator e professor de escrita criativa. Bacharel em Letras pela USP e mestrando em Estudos Literários pela UNIFESP, formou-se como ator pelo Teatro Escola Macunaíma e pela Casa de Artes Operária. No teatro musical, integrou elencos de espetáculos como Sweeney Todd e The Rocky Horror Show, além de Chaves – Um Tributo Musical, todas sob direção de Zé Henrique de Paula. Também esteve em montagens como Shakespeare Apaixonado, Bonnie & Clyde, Um Bonde Chamado Desejo e Príncipe Desencantado. Como autor, escreveu e atuou em O Que Restou de Você em Mim e É Sempre Mais Difícil Ancorar um Navio no Espaço. Atualmente, trabalha no SBT e desenvolve seu terceiro texto autoral, Onde Fica Essa Ilha a Que Só Chegamos por Naufrágio. Em 2024, estreou como diretor com a peça Lembranças Boas Demais Para Esquecer, Por Ruins Demais Para Serem Lembradas, de Gabriel Cersosimo. Recentemente, em 2025 ganhou o prêmio Bibi Ferreira de Melhor Dramaturgia Original em Musicais pelo espetáculo Dom Casmurro - Musical e em 2026 faz parte do elenco de Hamlet - Sonhos que Virão.
Edu Santos - Produção
Eduardo Santos é ator, psicólogo e educador. Formado em artes dramáticas pelo SENAC no ano de 2014. Passou por vários grupos teatrais como "Atos e Cenas". "Faz e Conta", "Mythus Teatro" e "Trupe Tritrot". Foi professor de teatro da rede municipal de Lençóis Paulista dos anos de 2016 até 2021. Recentemente seus trabalhos de destaque são: "O Fazedor de Teatro" (2022 - 2024), com temporadas no SESC Pompeia e teatros municipais de São Paulo; e o espetáculo "A Herança" (2023), com produção de Bruno Fagundes, um épico LGBT de 6 horas, com temporadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em 2024 e 2025 compôs a coordenação do Programa de Qualificação em Teatro, dentro do CULTSP PRO, uma política pública do Governo do Estado de São Paulo para artistas e grupos de teatro de todo Estado. Atualmente é docente no SENAC na área de desenvolvimento social e trabalha com produção de espetáculos teatrais.
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