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O PROJETO

Em 2009, do encontro com Mirna Rubim e Menelick de Carvalho nasce o Núcleo de Teatro Musical da CAL - NTM. Com Mirna na coordenação e Menelick na direção cênica, foi criado o curso Mergulho no Musical, que durante todos esses anos vem treinando e formando atores para o teatro musicado. Com turmas livres (para iniciantes) e avançadas, os alunos percorrem um processo de evolução técnica e artística que a cada semestre resulta em exercícios de montagem abertos ao público.
Culminando o processo de formação, há seis anos o Núcleo de Teatro Musical da CAL produz a cada ano um espetáculo de maior porte, no qual a estrutura técnica permite uma vivência próxima da realidade do mercado profissional. Depois de “Rebeldia”, “Tudo sobre ela”, “A chorus line”, “Rent” e “Festa Selvagem”, o curso apresentou em maio de 2016 “Sweeney Todd – O Barbeiro Demônio de Fleet Street”, premiado musical inspirado no livro de Hugh Wheeler, com músicas e letras de Stephen Sondheim. O musical desse ano contou com a supervisão geral de Mirna Rubim e a direção cênica de Menelick de Carvalho, além da participação, pela primeira vez no curso, de uma orquestra de 13 músicos, liderados pelo talento e criatividade de André Poyart, que assume a direção musical da peça. Na preparação vocal e assistência de direção musical temos Priscilla Lacerda. Quem assina todo o projeto gráfico da peça e dos nossos brindes (camisetas, canecas e cartazes) é a designer Mu Matsumoto, e as fotos de divulgação da peça foram tiradas pelo fotógrafo Aloysio Araripe.

A primeira temporada de “Sweeney Todd” na CAL foi resultado de um processo de 4 meses de muito estudo e ensaio (Janeiro a Abril) desses jovens e promissores atores . Aconteceu durante todo o mês de maio e foi um sucesso absoluto de público, as sessões estiveram sempre lotadas fazendo com que muitas pessoas tivessem que voltar pra casa sem conseguir assistir. Isso e o amor por essa ”fleet street” alimentou o desejo desses jovens atores de lutar por uma segunda temporada da peça.

Nossa segunda temporada está prevista para Setembro no Espaço Yan Michalski na CAL de Laranjeiras. Como é uma montagem acadêmica não haverá bilheteria e todo o valor necessário para a peça se realizar novamente precisaria sair do bolso dos próprios alunos, inviabilizando a almejada segunda temporada, portanto para que ela seja realizada precisamos de toda a colaboração possível. A peça acontecerá aos sábados e domingos com sessões duplas (16h e 20h).
Essa não é a primeira vez que o Mergulho no Musical da CAL pretende fazer uma segunda temporada. Em 2014 o musical RENT estreou sua segunda temporada que foi mais uma vez um sucesso de público. O que nos incentiva a buscar o mesmo, possibilidades de crescer e difundir o trabalho do núcleo e dos jovem artistas.
Ficha Técnica:
Supervisão Geral // Mirna Rubim
Direção Cênica // Menelick de Carvalho
Direção Musical // André Poyart
Preparação Vocal e Assistência de Direção Musical // Priscilla Lacerda
Assistência de Direção // Vitor Louzada
Pianista Ensaiadora // Catherine Henriques
Versão Brasileira // Menelick de Carvalho e Vitor Louzada
Arte // Marcella Matsumoto
Fotografias // Aloysio Araripe
Iluminação // Wilson Reis
A LENDA DE SWEENEY TODD
Penny dreadfuls é como se tornaram conhecidas as novelas vendidas em capítulos semanais nas ruas londrinas durante a Era Vitoriana (o período em que o trono foi ocupado pela Rainha Vitória, 1837-1901). O valor de cada capítulo era de apenas um penny (a menor unidade monetária, equivalente, de certa forma, a um centavo), e tais produções se destinavam para o consumo de jovens, de classes menos abastadas. As temáticas mais frequentes envolvem narrativas melodramáticas sobre aventuras fantásticas, repletas de suspense, terror, romances açucarados em que o casal protagonista tem de enfrentar diversos obstáculos horripilantes para concretizar seu amor.

Pois, foi em uma penny dreadful, que o barbeiro Sweeney Todd foi criado originalmente, como o grande vilão de “The String of Pearls” (“O Colar de Pérolas”), publicada em 18 capítulos semanais durante a passagem do ano 1846 para 1847. Editada por Edward Lloyd, acredita-se que a obra tenha sido escrita por autores diversos que se revezavam na feitura dos capítulos de acordo com as exigências do editor, entre os quais figuram James Malcolm Rymer e Thomas Peckett Prest. A intensa popularidade da trama acabou por gerar uma diversidade de outras obras relacionadas, sendo que a primeira adaptação teatral, de autoria de George Dibdin Pitt, foi estreada antes mesmo que os últimos capítulos fossem escritos e publicados. Sweeney foi um dos personagens favoritos do melodrama e do grand guignol inglês e desde sua criação até o momento presente, não se passaram nem dez anos sem que uma nova adaptação da trama fosse lançada, seja na literatura, em peças teatrais ou radiofônicas, especiais de TV, obras cinematográficas, canções ou teatro musical. As diversas versões da trama popularizam o barbeiro demoníaco da Rua Fleet no imaginário londrino, e de personagem ficcional Sweeney Todd ganha o status de uma verdadeira lenda urbana na sociedade vitoriana.
Em todas as versões, Sweeney é um barbeiro assassino, e está sempre associado à Sra. Lovett, dona de uma loja de tortas de carne. Ele mata seus clientes, e ela aproveita seus corpos como recheio para suas tortas, economizando o valor que seria gasto com a compra de carne. A loja de tortas enriquece graças à popularidade das deliciosas tortas de carne humana, consumidas em grande quantidade por fregueses que jamais poderiam imaginar de onde está vindo a carne tão saborosa. A pura, virgem e corajosa Johanna é sempre a heroína, sendo uma moça de boa família que está envolvida romanticamente com um marinheiro. Sempre estão presentes também: Tobias Ragg, o rapaz que é o desconfiado ajudante de Sweeney, que acaba descobrindo seu acordo assassino com Lovett; um Juiz e um Bedel, aqueles que irão fazer com que o barbeiro responda por seus crimes. Mas a forma como esses sete personagens se relacionam varia intensamente de uma versão para outra.

O musical de Stephen Sondheim, que apresentamos, estreou em 1979 e é considerado uma de suas obras-primas, tendo popularizado Todd para o público norte-americano (da mesma forma que a adaptação cinematográfica deste musical dirigida por Tim Burton é também responsável pela popularização mundial da trama e seus personagens). O libreto, de Hugh Wheeler, se baseia na peça do autor inglês Christopher Bond, de 1973. Nesta versão, a figura do barbeiro assassino é redimida de certa forma. Se, nas versões anteriores, seria o interesse financeiro ou a pura maldade a motivação para o assassinato em massa de seus clientes, Bond recria a vida de Sweeney Todd anterior aos seus crimes, explicitando suas possíveis motivações, a ingenuidade no passado, as injustiças que sofreu, a busca por vingança até a total perda de respeito pela vida humana.

NOSSO SWEENEY
Diversas dificuldades se impõem aos artistas que ousam se aventurar pela mais demoníaca das obras de Sondheim. As dissonâncias, o ritmo esquizofrênico, a imensa quantidade de detalhes particulares e a grande elaboração intelectual por trás de cada palavra, de cada nota. A velocidade cinematográfica da mudança de ambientes no libreto impõe a necessidade de uma engrenagem teatral ágil e capaz de suscitar na imaginação do espectador todos os espaços evocados na trama. O estilo de interpretação, que se altera ao longo de cada cena, passando com frequência de um tom trágico ao humor negro, do suspense ao melodrama, da crítica distanciada à explosão dos sentimentos. Tudo isso em um texto carregado de influências brechtianas em sua forma e conteúdo, com reflexões sobre crise econômica, miséria e luta de classes, dolorosas visões niilistas sobre o amor romântico, o desejo, a família, as instituições sociais e a religião, associado a um humor de vaudeville e a sanguinolência exacerbada do Grand Guignol.

Muito além de uma história sobre a vingança pessoal de um homem, “Sweeney Todd” é a história de uma classe marginalizada, explorada além dos seus limites, e a vingança é apenas o gatilho inicial para total desconsideração pela existência. A metrópole vitoriana de Sweeney nos apresenta o mundo como um buraco, e os seres humanos como vermes que o infestam em constante disputa pelo poder, em todas as suas relações. A existência é apresentada como conflito, dor e sofrimento e a morte aparece aos olhos do protagonista como necessário alívio e abreviação da grande indignidade que é viver. Cortando gargantas anônimas, Sweeney tanto vinga o proletariado ao ferir clientes nobres, quanto poupa de ainda mais sofrimento os seus clientes trabalhadores. O único contraponto possível a esse ponto de vista tão obscuro é dado pelo relacionamento de amor do casal mais jovem, mas sua esperança na vida e em suas infinitas possibilidades talvez se deva mais à ingenuidade e falta de vivência do que a uma real filosofia de vida.

Para construir o cáustico, irônico e mordaz universo de Sweeney Todd, escolhemos seguir uma das regras básicas de composição do dramaturgo: “O conteúdo dita a forma”. Muitas quinas, diagonais tortas, cantos estranhos criam um ambiente inóspito, com grande inspiração expressionista. Um cenário móvel, ao mesmo tempo dinâmico, mas composto de estruturas rigídas, uma reaproveitação de estruturas da sala e da escola, trabalhando sua ressignificação cênica dentro de uma radical economia de recursos em busca dos elementos essenciais para contar a nossa história. Uma estética composta de cortes, que joga com a ausência de uma unidade de estilo, que costura fragmentos e recusa a beleza da forma em favor da agressividade concreta de sua expressão em uma encenação que solicita a inteligência e criatividade do espectador para completar suas múltiplas lacunas.
Não está sendo fácil. E não se anime, não será fácil para você também. Sweeney não tem pena de ninguém. Não Sweeney. Não Sweeney Todd, o Barbeiro Demônio de Fleet Street.

Vai me encontrar em Fleet Street nas mídias!
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>> Online
Teatro em Cena // http://teatroemcena.com.br/home/5-espetaculos-teatrais-para-voce-ver-de-graca-no-rio-de-janeiro/
Jornal do Brasil // http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2016/04/12/sweeney-todd-o-barbeiro-demonio-de-fleet-street-ganha-nova-versao/
Catraca Livre // https://catracalivre.com.br/rio/agenda/gratis/musical-sweeney-todd-faz-temporada-gratuita/
Up Arte // http://www.uparte.net/2016/05/entrevistando-sweeney-todd-montagem-da.html?m=1
Diário do Rio // http://diariodorio.com/sweeney-todd-de-30-de-abril-22-de-maio-em-laranjeiras/
Opinião de Peso // https://opiniaodepeso.com/2016/04/12/sweeney-todd-o-barbeiro-demonio-de-fleet-street/
Boa Diversão // http://www.boadiversao.com.br/guia/rio-de-janeiro/arteeteatro/peca/id/3500/sweeney_todd_o_barbeiro_demonio_de_fleet_street
Como você pode fazer parte da nossa Fleet Street?
Para que a Fleet Street volte a existir na CAL precisamos de toda a ajuda e o apoio possíveis! Se você já nos viu na primeira temporada e quer nos ver novamente, ou se você não viu e quer ter a chance de ver, nós vamos dar uma ajudinha! Preparamos recompensas incríveis que estão quentinhas e saídas do forno da Dona Lovett!! É recompensa para um rei é especial é muito particular! AJUDAR TE FAZ PIRAR!

Basta você escolher uma delas e AH! Como a vida é bela! Temos de brindes incríveis, a entradas na peça sem precisar ficar na fila pra pegar senha, a maravilhosos books fotográficos com nosso fotógrafo Aloysio Araripe até bolsas em cursos no Estúdio VOCE e na CAL! Tudo preparado com muito carinho e ingredientes mais que especiais! Temos também recompensas especiais para empresas!
Nossa campanha é Tudo ou Nada, ou seja, só receberemos o valor desta campanha e poderemos entregar as recompensas se a nossa meta for atingida! Nos ajude a manter as portas da "LOVETT TORTAS" abertas! Para isso, pedimos que além de colaborar e nos apoiar financeiramente, também divulgue para seus amigos!
Orçamento
Como será investido o dinheiro arrecadado nesta campanha?

Sweeney agradece e jamais esquecerá todos que puderem ajudar e divulgar essa iniciativa!
Fiquem ligados na nossa página no facebook "Sweeney Todd CAL" e no nosso canal no youtube!
Obrigado, Equipe Sweeney Todd CAL!
ERRATA >>>>> A recompensa "Lá! Vê! Corvos Crocitando!", no valor de R$ 225,00 é UMA (01) Bolsa de 100% no curso 'Belting 1' com Mirna Rubim no Estudio VOCE.