Livro textos inférteis enquadros de anseios e desilusões, de João Ostrowski
Curitiba, PR

Livro textos inférteis enquadros de anseios e desilusões, de João Ostrowski

Edição e publicação do livro textos inférteis enquadros de anseios e desilusões | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 09/06/2024

R$ 1.756

arrecadados da meta de R$ 2.600

68%

da meta 2

31

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 09/06/2024

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O Livro

textos inférteis é um pequeno livreto 100% autoral, com poesias e ilustrações cuidadosamente produzidas por João Ostrowski.

Dentro de suas páginas, o leitor se encontrará permeando temas como  melancolia, amor, desilusões e a náusea de existir (se é que se pode chamar assim). 

O Autor

João Ostrowski é artista visual, designer, fotógrafo e poeta. Nascido e crescido em São Paulo capital, trabalha como designer e ilustrador, e em seu tempo livre se dedica a estudar poesia, filosofia e música. 

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Alguns Poemas do Livro


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sabia?

às vezes

ver pessoas é um remédio

sabia?

de cara

distanciar a solidão

enxergando outros

afasta as mazelas do não estar,

tal como a maré,

volte a molhar os pés

mas ainda sim

dá pra respirar

sem se afogar.

Ver tanta gente

procurando ou fingindo não ser

satisfaz a culpa

de só olhar paredes

às vezes

sem querer dizer muito

ver o teto encharcado secar.

Afundando em concreto e tinta branca

pareço atravessar avenidas

nas faixas de pedestres

sem nem sequer olhar pra frente

se minha carne virar massa amassada

ou simplesmente entortar algum metal

já seria motivo o suficiente

de orgulho

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De mim mesmo

Poetizo

Tudo aquilo que não posso tocar

Na tentativa

De tentar esvaziar

O’que não faz sentido

Dando trela pra interpretação

De coisas que não chegam nem perto da razão

Mas até escrever

Tem se dissolvido

Parecendo muita mentira

Mesmo enxergando a natureza

É impossível caber em alguma clareza

Formas, cheiros e texturas

Entopem-me os sentidos

Sem nem sequer entrar em mim com alguma ternura

Mas no fundo

Eu sei que são obras do absurdo

Mas se sentir no controle

Ainda consegue me deixar menos dúbio

Existindo

E tentando compreender

Que tenho muito medo de estar sozinho

Quando morrer

Quero poucos verbetes em minha despedida

Se poetizarem minha morte

Sei que ficaria muito descontente

De mim mesmo

Dessa vez preciso aceitar

Que desaparecerei

Assim com as estrelas que brilham

Sem nem sequer saber se estão contentes

Poetizo

Antes que alguém tome de mim eu mesmo

Mesmo doendo pra escrever

Ainda me sinto

Tirando muitos pesos

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palavras pra você

eu sei muito bem

o peso que as palavras tem

o gosto de cada sílaba

e a inflexibilidade da sintaxe

mas ando percebendo

e juro, não é um lamento

que as relacionei de mais a você

vo-cê

não estão desgastadas

muito menos esvaziadas

mas anda faltando algo

algum acento

algum afago

queria te dizer

verbetes que não são muito

sem simetria

sem euforia

póstumas de algum absurdo

palavras sem ironias

existe alguma frase minha

que não te assustaria?

olho no olho

lingua na lingua

a ausência das palavras

silêncio absoluto

não escuto as batidas do seu coração

mas eu as imagino

bem perto do meu ouvido

algum tipo de zumbido

procedo ao abrir dos olhos

tal qual nuvens surgindo

ver as frestas do seu sorriso

te encarando com alguma cara de bobo

contemplando seus olhos límpidos

não importa o quanto eu tente

o quanto experimente

é surpreendente que não existam palavras

que de forma sincera

te represente

minha última cartada

um abraço no seu âmago

se for pra te dizer só mais uma frase

que seja te amo

Se a gente dançar

se a gente dançar

você seguraria minha mão?

digo, por tempo o suficiente

até eu me esquecer que existe presença

até eu não mais lembrar em lembrar

bastar no ser suficiente

assim como respirar

e sentir o prazer de encostar

meu corpo denso no teu

sem precisar respingar no amanhã

sem lamentar

que se extinguiu como chama

que queimou por tempo o suficiente

pra fazer falta

não quero pensar nisso

mas me insiste no olhar

perceber que amanhã já não existirá tudo isso

se a gente dançar

você escutaria meu coração?

de badalada em badalada

mexer os pés na batucada

se pegar desviando o olhar num pulo

caçando realizações o suficiente

só pra não esfriar o corpo

só pra não engolir de novo

essa outra sensação.

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O Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Orçamento - 50 exemplares (2600 Reais)

Impressão Gráfica | 800,00

Material de envio e fretes | 600,00

Serviços Editoriais | 700,00

Registros, solicitações, taxas | 400,00

Margem de segurança | 100,00

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.