Conheça a campanha
Oi, tudo bem com você?
Me chamo Theodora Moreira Lima, tenho 20 anos e sou aluna de artes visuais na Universidade Federal de Minas Gerais. Nascida e crescida aqui, decidi fazer um curso de artes, entrei em 2017 e cá estou eu, sem arrependimentos. O mundo das artes visuais abriu muito meu campo de visão, e meu trabalho, que já vinha com propostas de misturar coisas e objetos, foi para o lado da instalação e da cerâmica (quer conhecer mais as coisinhas que faço? vai no meu instagram!), que me encantou pela possibilidade de trazer uma ideia materializada a partir do barro, e minha relação com objetos de afeto se ampliou à partir da possibilidade de torná-los reais pelas minhas mãos. Na minha primeira queima artesanal, percebi o quanto a cerâmica era um processo que unia as pessoas e cujas etapas e rituais eram quase tão importantes quanto o resultado em si; é um processo quase místico que me toca intimamente pela beleza e pelo contato com a natureza e a tradição.

Eu e Sofia Junqueira pintando peças no ateliê de Adel Souki

Forno de papel no evento Poéticas do Barro, do Grupo de pesquisa do barro, na estação ecológica da UFMG
E o Japão?
Conheci Rikio Hakudo Hashimoto em um dos encontros do Grupo de pesquisa do barro, lá da UFMG, onde ele nos contou desse projeto de intercâmbio cultural, mas que na época nem parecia uma possibilidade. Então, eu e minha amiga Sara (conheça também o projeto de financiamento dela!) procuramos saber mais e nos surpreendemos com o convite e com a possibilidade real de irmos. O projeto, apelidado por Rikio de Brazil Project, acontece desde 2017 e consiste nesse convite para estudantes de artes para irem nessa jornada imersiva de 2 meses em seu ateliê no Japão estudar cerâmica. O estúdio dele fica em Misato, um vilarejo a uma hora e meia de Tóquio, e sua proposta é não só apresentar técnicas, mas sim proporcionar oportunidades para os alunos entrarem em contato com a cultura e história japonesa, aprofundando nessa técnica milenar.

Vista aérea de Misato com a localização do ateliê, retirado do facebook de Rikio
A partir daí é botar a mão na massa. Chegamos à conclusão que o financiamento coletivo seria a melhor forma de colocar essa ideia em prática porque não tenho condições de investir sozinha nas passagens, e aqui estou, pedindo com jeitinho a sua ajuda, porque recebendo esse convite, só posso pensar como é uma ótima receita a troca, o compartilhamento e o contato com o diferente para fazer um trabalho artístico crescer.
E o financiamento coletivo, o que é?
A ideia é basicamente que pessoas que se identifiquem com a proposta possam ajudar a financiar esse sonho. O dinheiro é principalmente para comprar as passagens aéreas para o Japão( de 2500 a 3000 cada passagem) mas também para algumas despesas básicas como material, alimentação e deslocamentos. Cada um doa o quanto puder, lembrando que também tem variadas recompensas - para ajudar a mim e a você- feitas carinhosamente. Vale também lembrar que é tudo ou nada, então se a meta não for alcançada você recebe seu dinheiro de volta, ninguém sai perdendo.
Quem quiser me conhecer um pouquinho, tem também minha página do instagram.

Fotografia no ateliê de Rikio Hakudo Hashimoto do Brazil Project 2018