Conheça a campanha

TIA ANNINHA, 91 ANOS, GRAVARÁ SEU PRIMEIRO ÁLBUM (COLABORE!)
Quem é Tia Anninha?
Anna da Silva Amaral, mais conhecida como Tia Anninha, mineira de São José do Alegre, onde nasceu em 1932, migrou ainda criança para Piquete-SP e de lá, já adulta, para a capital paulista, onde vive. Foi casada duas vezes e teve cinco filhas, três filhos, nove netos e cinco bisnetos. Trabalhou até se aposentar como faxineira, empregada doméstica e cozinheira. É mestra e matriarca do jongo, que ajudou a reerguer, em Piquete e em Embu das Artes. Tia Anninha é uma grande cantora, dona de uma memória sem fim, de onde desfia o melhor da música brasileira (mas também músicas latino-americanas e portuguesas) de todos os tempos, formas e gêneros, que aprendeu nas cantorias da vida e também pelo rádio. Participa de muitas rodas de samba em São Paulo e é integrante ativa da Comunidade da Vela (Samba da Vela), que teve como uma das participantes sua irmã e eterna parceira Tia Dita, compositora e cantora, já falecida. Mas seu talento e sua enorme alegria de viver a levaram, também, para além de ser a grande contadora de “causos” vividos que é, à poesia e à literatura, que declama, de forma muito bonita, de autores clássicos, como Guimarães Rosa, Carlos Drummond ou Ariano Suassuna, à poesia de cordel. Tia Anninha participa, ainda, do grupo de bordadeiras Teia de Aranha e da Oficina de Leitura João Guimarães Rosa, com quem promove saraus, vivências, debates e leituras públicas.
Sobre o projeto
A gravação do primeiro álbum, aos 91 anos, de uma mulher preta, símbolo de força e resistência, defensora de uma profunda e fundamental ancestralidade, mestra da cultura popular e da vida, é de alta relevância.Tia Anninha nunca teve o acesso e o reconhecimento que tanto merece, mas teve a capacidade de sublimar sua arte e de se desdobrar, nunca abandonando o ofício necessário à sua sobrevivência e à de sua família e nem a arte, que sempre exerceu de forma orgânica e integralmente. Um registro de sua voz, com produção profissional, deve sinalizar o começo de reconhecimento a este trabalho e dedicação de uma vida inteira. Além disso, cabe frisar, este álbum, que se chamará simplesmente “Tia Anninha”, terá o mérito de perpetuar, ao arquivar um mínimo de sua vasta memória e de sua arte, nossa Tia para as futuras gerações e a história de nossa cultura.
No repertório, além de alguns clássicos da música popular, dos muitos que ela canta, como canções de Luiz Gonzaga, Caco Velho e Noel Rosa, entrarão várias composições de sua irmã Tia Dita e outras de compositores próximos e envolvidos no projeto, como Wagner Dias e Jean Garfunkel, artistas com quem ela convive e canta. Haverá, também, algumas participações especiais, além dos músicos já envolvidos no projeto. O álbum contará com arranjos de Alisson Antonio Amador, que orquestrará instrumentos básicos e essenciais de nossa música popular.
Por que e como apoiar?
Tia Anninha é uma pessoa rara e uma grande artista, circulando desde sempre apenas em espaços informais da cultura. Com a gravação do álbum a intenção, além do registro e perpetuação de sua voz, arte e verve, é também a de levar a um público maior, tanto sua arte, que é de grande valor e beleza, como, claro, sua pessoa única, tecida de uma vasta experiência e memória, e de um cotidiano muito rico. Que acessá-la em toda essa riqueza não seja mais o privilégio de seus, embora muitos, amigos.
Para isso acontecer, isto é, para se fazer o álbum com qualidade profissional, é necessário que muitas pessoas, num círculo mais amplo do que aquele que conhece pessoalmente nossa Artista, acessem estas informações e colaborem financeiramente e via divulgação da campanha.
Responsáveis pela campanha
Somos um grupo informal de artistas amigos e fãs desta grande mulher, que tem a honra de conviver com ela, e espanta-nos o fato da injustiça de ela jamais ter seu trabalho de cantora gravado e reconhecido.
Estamos ligados sobretudo ao IJC – Instituto Juca de Cultura e à Oficina de Leitura João Guimarães Rosa, instituições paulistanas de cultura frequentadas por Tia Anninha: Wagner Dias (professor e músico), Paulo Nunes (poeta e produtor cultural), Alisson Antonio Amador (músico e compositor), Angela Maciel Barbosa (cenógrafa), Mariana Degani (cantora e design gráfica), Remi Chatain (músico e produtor musical) e Victor Mendes (músico e professor).
Contato:
Angela Barbosa
https://www.facebook.com/jucadaangelica