Pré-venda do livro UÇÁ, de Aline Monteiro
São Paulo, SP

Pré-venda do livro UÇÁ, de Aline Monteiro

Edição e publicação do livro UÇÁ, de Aline Monteiro | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 08/03/2025

R$ 1.801

arrecadados da meta de R$ 2.500

72%

da meta 2

29

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 08/03/2025

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Conheça a campanha

O Livro

De quantas mortes é feita uma vida? 

Uçá é uma obra que carrega em suas palavras a força cíclica do mundo. É uma travessia poética entre marés de sentimentos e paisagens internas, com versos que exploram a dureza da carapaça necessária para enfrentar a realidade e a suavidade que persiste nas entranhas. O caranguejo transita entre o ambiente terrestre e o aquático, refletindo nos poemas a coexistência entre a dureza da vida cotidiana e o incessante fluxo das fases da vida. A voz poética da obra tem algo de ancestral e contemporâneo. Ao mesmo tempo em que há uma busca por conexão com a sabedoria viva que atravessa o corpo, as palavras estão nitidamente entrelaçadas em desafios implacáveis do presente.

A Autora

Aline Monteiro é artista do corpo e da palavra. É Graduada em Letras-Inglês e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia. Publicou a plaquete “Fatias de Fome” na Coleção Machado Preto com a editora Toma Aí Um Poema em 2024, faz parte da equipe de poetas da revista Fazia Poesia e atua como professora de inglês no IFPB. Busca interseccionar a literatura com outras linguagens artísticas como dança e performance.

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Alguns Poemas do Livro

o silêncio inflama 

em dia de lua em virgem 

gargarejo 

as verdades do 

meu peito em 

água e sal 

e no desejo de 

verdades outras

eu ascendo em 

caranguejo 

mole por dentro e 

duro por fora 

desconfiado 

anda de lado 

no medo de 

ao invés de pinçar 

ser pinçado

sentimento é como 

água de mar 

ainda que siri 

aviste de longe 

corra e emburaque 

ela chega 

se derr

ama lá dentro 

transborda 

e não há quem escape

***

nem pedra pra durar tanto

nem flor pra tão pouco

nem árvore pra ter raízes

nem areia pra voar no ar

tenho densidade líquida

mobilidade de rios 

e a efemeridade vermelha

caminha em meus canais

de arquitetura macia e resistente

a estrutura é feita de

sonho e desejo

adaptável,

toco as texturas e

escolho os caminhos 

a partir do sentimento

danço belezas desimportantes 

abraço universos inteiros

e isso é tudo o que vim fazer neste corpo

***

nos escombros de tudo

o que naufragou em mim

há vida

vencer batalhas

é sepultar mortos

e esperar que a existência

os decomponha

e se transmute

em novas formas

percorrendo azuis e corais

admiro os cardumes

lembrando repentinamente

que as ruínas, as cores

toda aquela água

e seus (s)ais

sou eu

***

nessas fragilidades capturadas

vejo uma eu fiel

aos manejos dos disfarces

em face aerada e difusa

sem nenhuma cara dura

me esgarço em outras

eus prováveis

***

manual para minha autópsia

quando eu morrer

tanto faz o que fazer

com a decomposição

rápida e quente

ou

lenta e fria

mas antes que se consuma

assumam a quantidade diária

de água ingerida

a partir da textura da minha pele

não permitam que eu enrijeça 

até que apalpem os músculos

que mostram as incontáveis sessões 

de yoga e fisioterapia

atestem  também 

a mobilidade dos quadris

registrem, se possível, o número

de reboladas e quadradinhos

mensurem os ângulos de alongamento

de cada membro

descubram o quanto estendi os dedos

para proteger os punhos

encontrem a cicatriz

tateiem o cisto às dez horas

do seio direito

e anotem que foi irrelevante

lembrem-se de não 

me tocar os cabelos

mas meçam e marquem 

no meu cartão dentário

o tamanho do diastema 

e a largura possível do sorriso

verifiquem a elasticidade do diafragma

a força do assoalho pélvico

e derramem todo o amor

que houver neste corpo

num copo de medida


em seguida

pesem os pensamentos

subtraiam as dores acumuladas

e então terão o laudo:

viveu de vida bem vivida


O TOMA AÍ UM POEMA
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O Toma Aí Um Poema nasceu como um projeto de leitura e divulgação da poesia. Criado em 2020 como podcast, evoluiu para se tornar uma revista literária interativa e, em 2024, tornou-se uma ONG dedicada à promoção da literatura. Hoje, também atua como editora comprometida com a emancipação de autores e autoras.

O Toma Aí Um Poema é a primeira editora no formato de ONG, reafirmando seu compromisso social e cultural. O trabalho vai além da publicação: busca transformar vidas por meio do incentivo à leitura, escrita e valorização das diversas vozes que compõem a literatura.

Reconhecido como um dos projetos literários mais inovadores da atualidade, o Toma Aí Um Poema acumula resultados impressionantes:

📖 1k+ autores lidos

✍️ 1k+ escritores publicados

🎧 1 milhão de players

Com sua trajetória, o projeto segue ampliando o alcance da produção artística, promovendo conexões e transformações através da palavra.

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.