Livro Um Canto Atado Num Ar Obtuso, de nome do Teus Araújo
Curitiba, PR

Livro Um Canto Atado Num Ar Obtuso, de nome do Teus Araújo

Edição e publicação do livro Um Canto Atado Num Ar Obtuso, de Teus Araújo | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 30/03/2024

R$ 1.337

arrecadados da meta de R$ 2.600

51%

da meta 2

21

Benfeitores

—

Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 30/03/2024

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O Livro

Um canto atado num ar obtuso, é um livro de poemas que evoca o canto; não necessariamente vocal mas da música, ao mesmo tempo o metafísico da palavra que remete ao local angular, de borda, esquina, aresta ou lar; e o que é obtuso, obscuro, misterioso, de pouca nitidez.

Num desvendar conduzido por descrições de passado, presente e futuro dissolvidos em ritmo e movimento, mostra do caótico do empirismo do eu-lírico à estruturações da significação.

O Autor

Nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde mora atualmente, Teus Araújo é músico, compositor, arranjador, fotógrafo e poeta. Aprecia a poesia desde muito cedo. Resolveu se dedicar mais a isso após sua formatura em Música pela FFCLRP- USP, onde encontrou mais tempo e inspiração no dia-a-dia. Um canto atado num ar obtuso é seu primeiro livro, inspirado em um poema autoral antigo que virou o nome de seu blog na internet, onde posta suas produções poéticas para o mundo (e a si mesmo).


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Alguns Poemas do Livro

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Ensaio sobre a significação III

Estrelas vão sendo mundos,

enquanto a varanda desprende alentos e perfumes

-Ramos perdidos e encontrados o tempo inteiro 


Nas flores, que tocam os sonhos,

Notas, coroas em transparência, leques,

Inclinação dourada e ilusionismo.

Todos tão isentos!


Húmus e leveza murmuram as sarabandas pelas portas,

sonho sereno e vago

como o traço absorto que ocorre do horizonte...


Murmuram canções pelas janelas.

Murmuram piscares e rastros.

Entre um passar e outro das formigas com suas formas diminutas.

Vivo longe, 

enquanto estrelas 

vão sendo mundos.

Caramujo

Marujo, marujo

Mateus caramujo!

-Rimava em deboche a criança de outrora.


Marujo, marujo

Mateus caramujo!

O tempo é possessivo;

diz ele: -Cada momento é meu!

(O brinquedo, a amarelinha,

tudo se perdeu!)

Marujo, marujo

Mateus caramujo!

Torna profunda arrancar-me a aurora!

No sonho cristalino

Quanto mais desatino

mais parece divino

seu cantar genuíno.


Marujo, marujo

Mateus caramujo!

-Lá fora, lá fora. Onde você mora?


Lá fora já não importa

Já que o mundo se transfigura

E minha casa é sonora! Sonora!

Tento-me a pensar que tenho dois rostos

Tento-me a pensar que tenho dois rostos.

Um que foi meu assim que nascí, e outro 

Com traços mutáveis, perdido em todo lugar.

-Te procuro!

Já se foram muitas noites, dias, manhãs,

e quantas nem me dei conta!

Meus rostos: -um sem sentido, outro sem maçãs,

que meu ser a buscar remonta.

Sempre que saio a ver as criaturas

puxa-se uma linha nas sobrancelhas 

Outra retrai e move as rachaduras

da testa, dos olhos, das orelhas.


Um rosto trança o outro.

Este o devolve o revés.

Tenho um rosto que transmuta 

Para que eu possa ver através.

Qual deles uso hoje

Pra mostrar-lhes a minha face?

Ambos se tecem na difícil trama

e se embolam no prisma do lace.

Tento-me a pensar que tenho dois rostos.

Um que foi meu assim que nascí, e outro 

Com traços mutáveis, perdido em todo lugar.

-Te procuro!

Janela

Nas noites mais amenas tomo o silêncio no corpo 

a passear as mãos por livros de muitas páginas no escuro,

distribuídos pelo chão enquanto descanso o rosto 

sobre o canto dos travesseiros.

Como uma expiração desses aromas

Passear as mãos por livros de muitas páginas no escuro:

Folheio as páginas nas sombras,

e imagino o que teria escrito em cada uma que conjuro.

Quais delas minhas mãos vão absorvendo.

E das laudas emergirem paisagens

Passear as mãos por livros de muitas páginas no escuro

e algumas palavras se destacarem das outras 

e saber quais delas formam suas bagagens.

Tocar com as dúvidas cravadas nas pontas dos dedos

as respostas escondidas no vão das folhas.

Passear as mãos por livros de muitas páginas no escuro

é sentir a agudez das extremidades 

que quase cortam minha pele sutil e frágil.

Nas noites mais amenas tomo o silêncio no corpo 

-A passear as mãos por livros de muitas páginas no escuro.

O Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

1k+ autores lidos |   1k+ poetas publicados    | 1 milhão de players

Contato

contato@tomaaiumpoema.com.br

@tomaaiumpoema

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Modalidade

Projeto, Meta Tudo ou Nada

A primeira meta de arrecadação precisa ser atingida para o projeto acontecer. Caso contrário, os apoiadores recebem o dinheiro de volta.

  • Recursos só são repassados se a meta mínima for atingida.
  • Taxa aplicada apenas sobre o valor arrecadado.
  • Apoiadores recebem recompensas quando a campanha é bem-sucedida.