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O livro de poesias Umidade Trêmula – Revolta Poética, de Helenna Castro, registra dores, afetos e lutas coletivas, fazendo ecoar a raiva que também alimenta os processos de resistência e criação artística na região sul da Bahia. A obra aborda a perspectiva de mundo da autora a partir de sua experiência enquanto mulher negra e sulbaiana, habitando um território atravessado por tensões históricas e sociais.
Inspirada em Conceição Evaristo, Helenna se declara “escrevivente”, pois escreve sobre o que vive e vê. Seu corpo emerge como território de criação artística, vivência da sexualidade, formação de laços e construção do pertencimento, costurados poeticamente como gesto político e estético. A autora assume o protagonismo de sua voz e de suas palavras para apresentar a miscelânea que compõe a identidade cultural sulbaiana — marcada por conflitos, contradições e impulsos subversivos, mas também por uma intensa força de resistência e reinvenção. Sua poesia constrói um verdadeiro mapa de quem é, de onde vem, porque luta e porque escreve, evidenciando como essas dimensões se atravessam de forma indissociável.
Sua umidade trêmula representa os caminhos por onde se locomove, podendo ser uma e várias. Militante, suada, esvaindo-se em cansaço. Mulher, suada, pingando de prazer. Helenna artista, “autocondensando” e precipitando. Tal qual a mata atlântica, sua poesia é cheia de vida, de cor, de movimento e de autenticidade. E chove, no chão ou no papel. A mística de sua escrita reside na capacidade de sua voz transbordar das páginas, impregnando o leitor de urgência, amor e revolta — afetos que pulsam em sua existência artística.

Helenna Castro é uma mulher negra cisgênera, comunicadora social, multiartista e escritora, nascida em Itamaraju-BA e residente em Itabuna-BA há 15 anos. Publicou seu primeiro livro, Tarda, mas não falha e outros contos, em 2023, e integrou duas antologias femininas. O livro digital e audiolivro Farinha do mesmo saco: peneiras poéticas femininas (2022) foi elaborado a partir de contos escritos por mulheres LGBT+ do extremo-sul baiano. Em 2024 duas de suas poesias compuseram o livro físico Pétalas e Lâminas, que reúne poesias de mulheres de diversas faixas etárias, cores e territórios Brasil afora. Mas sua carreira literária vem de antes, desde sua adolescência, quando participou do projeto Tempo de Arte Literária (TAL).

Siga o perfil do Instagram @helenna.castro

O livro é ilustrado por Mariana Carvalho@brujasulbaiana, itabunense, filha de costureira. É colagista, poeta marginal, zineira e comunicadora social. Cola palavras e escreve imagens. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Santa Cruz e investigadora dos feminismos e sua relação com a arte; é artista-pesquisadora, diretora de arte e produtora cultural desde 2021. Atualmente continua a investigação dos encontros entre arte, corpo feminino e caça às bruxas através de colagens, produção de zines, poesia, curadoria e intervenções urbanas.




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Publicado por Toma Aí Um Poema

A Toma Aí Um Poema nasceu como um projeto de leitura e divulgação da poesia. Criado em 2020 como podcast, evoluiu para se tornar uma revista literária interativa e, em 2024, tornou-se uma ONG dedicada à promoção da literatura. Hoje, também atua como editora comprometida com a emancipação de autores e autoras.
O Toma Aí Um Poema é a primeira editora no formato de ONG, reafirmando seu compromisso social e cultural. O trabalho vai além da publicação: busca transformar vidas por meio do incentivo à leitura, escrita e valorização das diversas vozes que compõem a literatura.
Reconhecido como um dos projetos literários mais inovadores da atualidade, o Toma Aí Um Poema acumula resultados impressionantes:
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✍️ 1k+ escritores publicados
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Com sua trajetória, o projeto segue ampliando o alcance da produção artística, promovendo conexões e transformações através da palavra.
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