Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do governo anterior.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra — busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável.
A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
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Essa pré-venda é de Marina Sereno para a publicação de sua pesquisa: "Um livro aberto é também a noite: o que passa pela imagem em Marguerite Duras" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 3.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autorais.
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Resumo do trabalho:
A noite atravessa a obra de Marguerite Duras e, a cada vez que se apresenta, produz os efeitos mais radicais na construção da narrativa: os contornos da cena se dispersam, a cena se estilhaça e se abre em outras cenas, ou os tempos se atravessam, desmontando a cronologia. Por vezes, fragmentos da história se destacam, mutilados do texto, formando imagens que tocam o real e que interpelam alguns sentidos da imagem conforme pensada no campo psicanalítico. Esta tese gostaria, portanto, de percorrer os tempos dessa noite, seus ruídos e silêncios, seus pontos de mistério, acompanhando a direção do projeto estético de Duras ao lado da leitura do sonho em Freud. Trataremos especificamente dos contornos das noções de cena e de imagem nesses dois campos, em seus pontos de encontro e divergência, provocados por uma questão: se, por vezes, tendemos a localizar, com a psicanálise, a imagem no campo do sentido – como aquilo que sustentaria a unidade (do eu) e que fixaria num sentido, planificando a forma – a literatura de Duras e a própria formação dos sonhos nos incitam a ler outra coisa. Nos lançaremos neste trabalho de bordejar a noite pelas aberturas oferecidas por alguns livros: a noite interminável em O arrebatamento de Lol V. Stein, a noite que chega em O amante e outras figurações da noite – em Barragem contra o Pacífico, O amante da China do Norte e A doença da morte, além de textos que tratam da experiência durassiana da escrita, como Escrever e A vida material.
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Pesquisemos!