Você me delimitou aos cortes no papel, de Jannayna Sousa
Curitiba, PR

Você me delimitou aos cortes no papel, de Jannayna Sousa

Edição e publicação do livro“Você me delimitou aos cortes no papel, de Jannayna Sousa | Toma Aí Um Poema

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 02/11/2024

R$ 1.555

arrecadados da meta de R$ 2.300

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da meta 2

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Finalizada

Projeto Meta Tudo ou Nada

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 02/11/2024

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O Livro

Em “Você me limitou aos cortes no papel”, Luna recorre a lembranças de seu passado, visto que fugir dele como fez em “você me despertou amor no sol”, não ajudou em nada com todos os mistérios que agora tomam a sua vida. 

E mesmo não querendo, talvez ela tenha que encarar a realidade de que aquilo que para ela seja grandiosidade, para os demais, não passa de fugas e fraquezas.

Afinal, certas coisas são inevitáveis, principalmente quando você é e ainda mais quando sabe que é, uma peça avulsa a qualquer que seja o quebra-cabeças. 

Avulsa quanto às suas escolhas, e avulsa quanto aquilo que você apenas é.

Luna, que escolheu o isolar do mundo.

Luna, menina que não teve o que era necessário para ser menina.

Luna, aquela com a mente que a ela própria engana. 

Luna, garota que beija garotos e garotas. 

Luna e a verdadeira Luna.

Um inevitável de peças, e todas elas avulsas. 

A Autora

Jannayna Sousa, a menina que cresceu tendo como fala a poesia. E que ao brincar de escrever e criar a Luna, em “Você me despertou amor no sol”, descobriu que às vezes, falas ecoam. E por isso, preferiu seguir ecoando falas... A da Luna, a de outros. E é claro, a sua. 

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Alguns Trechos do Livro

1-

Seu olhar é tão único. 

Que tudo que me vêm é uma certeza.

A de que...

Você merece sentir amor.

Por cada batimento desse teu coração. 

Por cada segundo que você respirar aliviado.

E também por cada respiração de dor e pesar. 

Por todo experimentar de felicidade.

A cada toque... 

Que estranhamento penso que poderia seu meu. 

A cada vez que você perceber amor nos olhos de alguém, assim como percebo nos seus. 

2- 

A cura vem pela palavra. É que ela, a palavra, é algo que escorrega pela boca... E que a cada queda desliza mais rápido e chega um momento que passa tão rápido que nem mais se percebe. Talvez na primeira vez, ela suba devagar e demore a conseguir cair. Vai ser lento, a dor vai seguir o ritmo. Mas depois vira fluxo forte. É como água depois que sai da nascente. Ela aprende o caminho e deságua com toda rapidez e grandiosidade que é fazer parte de um grande lago/rio/mar.

3-

A lua e o mar, fazem par.

No reflexo que há de vigar.

Eu homem menino, vi a mulher menina passar.

Sonhei com o universo que íamos criar. 

Primeiro veio o sol.

Ele era nosso elo, nos cobria feito lençol. 

Dele se fez um tudo.

Andando e criando nosso mundo.

Aconteceu a Lua.

Mas ouvi um, ela não pode ser minha e nem sua.

É que a nossa lua já vinha com a escuridão.

A deixamos. Ela. Nós. O sol. Todos agora em solidão. 

Na esperança do viver.

Um lago como Mar veio então a crescer.

A oportunidade do novo.

Construído ao pouco de um povo.

A Lua e o Mar, FINALMENTE fazem um par.

4-

As pessoas me olhavam e não entendiam. 

“Olha, pega essa boneca e vai brincar”, “a garotada está lá fora jogando bola”.

A boneca e/ou bola não tiravam de mim a dor. Brinquedo nenhum tirava. Porque eu os olhava e eles eram sinônimos de “felicidade”. Criança que brinca é feliz, eu pensava. E eu não era esse tipo de criança. 

Por isso eu cortava papel. Cada corte era como se fosse um corte na dor.

Eu cortava o papel e sentia que ao mesmo tempo me cortava e também cortava um outro que sequer existia. 

Todos a minha volta não existiam de fato, não pra mim. Eles apenas conviviam comigo e isso é muito diferente. 

5-

As ondas

O mar vem e vai

Sereno, agressivo

Não importa

Vem e vai

Aparentemente tão sozinho

Mas em algumas noites

A lua nele se reflete

São dois agora

Mar e Lua

E as ondas elas se adormecem 

Não há mais a necessidade do fugir 

Até porquê, fugir para onde?

Se as ondas arrebentam na praia?

É um fugir de solidão

Mas não nas noites de lua 

Mar e Lua 

São dois agora 

(e sempre) 

O Toma Aí Um Poema

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O Toma Aí Um Poema é um projeto potente de leitura e divulgação de poesia lusófona. Começou em 2020 como podcast, depois virou revista literária interativa e hoje é uma editora preocupada com a emancipação dos autores. É considerado um dos projetos literários mais inovadores da atualidade e soma resultados incríveis:

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