Conheça a campanha

Este financiamento coletivo se destina a possibilitar o acontecimento da nova temporada do espetáculo musical Cabaret dos Bichos, uma adaptação do clássico A Revolução dos Bichos, de George Orwell, com texto e letras de Zé Henrique de Paula e músicas de Fernanda Maia. Serão - no mínimo - mais doze sessões do espetáculo, que ficará em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, na cidade de São Paulo.
A Revolução dos Bichos se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Porém, insatisfeitos com a dominação, os animais decidem fazer uma revolução. Os animais se organizam e expulsam o Sr. Jones da granja, pois não aceitam mais ser tratados como escravos dos humanos. Os porcos passam a liderar a granja, considerando-se os animais mais inteligentes. Um dos maiores escritores do século, Orwell faz um duro retrato sobre o relacionamento do poder com o indivíduo e da sociedade e seus processos. É uma fábula sobre o poder. Escrito em plena Segunda Guerra Mundial, o romance é uma alegoria sobre a ambição e a fraqueza humanas, que acabam por sabotar qualquer projeto político mais justo e igualitário. Hoje, muitos anos após sua publicação, surge novamente nas prateleiras das livrarias como um best seller, diante da ascensão das ditaduras ao redor do mundo.
Na adaptação do Núcleo Experimental, o adaptador e diretor Zé Henrique de Paula buscou referências tanto no formato dos cabarés berlinenses dos anos 20 e 30 do século XX, bem como nas estruturas de algumas obras de Bertolt Brecht e Kurt Weill. A partir dessa premissa, a fábula de A Revolução dos Bichos ganhou uma moldura metalinguística: uma companhia de atores que se apresenta num cabaret (talvez pela última vez, não são tempos fáceis…) e performa a obra de Orwell em formato musicado. Para criar esse 'ensemble', foram trazidas inúmeras referências tanto históricas quanto literárias, todas elas conectadas com a vida de Orwell de alguma maneira. Desta forma, surgiram os personagens:
Birmânia (atriz do cabaré, que recebeu seu nome a partir do título de um dos romances de Orwell, Dias na Birmânia);
Ginger (ator do cabaré, inspirado em figura de mesmo nome que aparece na obra O Diário da Colheita do Lúpulo, que Orwell escreveu em 1931);
Fronky (ator do cabaré, assim chamado a partir do nome do amigo imaginário de Orwell em sua infância, retratado em Assim Eram os Dias);
Dorothy Hare (atriz do cabaré, homônima da personagem principal de A Filha do Reverendo, escrito por Orwell em 1935);
Sambo e Flip (casal de atores, inspirados no Sr. e Sra. Wilkes, donos e tutores do internato em que Orwell estudou quando criança);
Richard do Ópio (ator e líder da trupe, inspirado na figura do pai de Orwell - também chamado Richard);
Eric Arthur Blair (mestre de cerimônias do cabaré, leva o nome de batismo de Orwell e é o narrador da fábula/apresentador).
A curiosidade veio, né?

O Cabaret é um gênero intimista, feito para pequenos espaços, com canções acompanhadas por uma formação instrumental de pequeno porte. Este gênero tem forte influência da música judaica, origem de grande parte de seus compositores, mas também do jazz americano, muito difundido pelo cinema e pelo rádio, na época. E ao entrar no Cabaret do Núcleo, você será recepcionado pela nossa maestrina Fernanda Mais e seus maravilhosos músicos numa 'jam session' que já valerá a experiência.
Nossos oito artistas estarão caracterizados de forma a não mimetizar animais, muito pelo contrário. A partir de elementos vindos de três fontes distintas - o cabaret, o circo e a fazenda - o figurino cria uma síntese que busca mais a construção de uma personalidade e menos a mimese visual de um animal. Essas personagens habitam esse espaço cênico de um cabaré decadente, com resquícios de um antigo circo. Sim, ao entrar no Teatro do Núcleo Experimental você será transportado para um típico cabaret berlinense com cortinas vermelhas, luzinhas em arandelas, mesas e cadeiras… Vai que você quer tomar um drink enquanto assiste?
Às vezes só com um pouquinho de álcool é possível digerir o momento atual em que vivemos…

O Núcleo Experimental é um grupo de artistas que, desde 2005, se dedica a explorar novos autores e repensar os clássicos. Focando na busca de excelência artística, na formação e aperfeiçoamento de seus atores e na opção por textos que dialoguem com a sociedade contemporânea, uma de suas vertentes é, também, explorar a relação entre a música e o teatro. Queremos que o conjunto de nossas atividades sejam uma plataforma para aquilo que a cultura pode oferecer de melhor ao povo de uma cidade: entretenimento aliado à inteligência, debate de ideias aliado ao prazer, experiência estética aliada a uma responsabilidade social.
Foram mais de 30 peças produzidas, mais de 150 indicações a prêmios e um público direto de mais de 300.000 espectadores.
Nossa primeira temporada foi realizada através de políticas públicas, mas agora, precisamos de mais para continuar. O financiamento coletivo é, por si só, um convite à troca. Não é apenas alternativa para conseguir o que precisamos, é uma maneira de pensar e existir. Portanto, não há melhor forma de realizar esse projeto. Através da venda de ingressos antecipados, de vagas mais acessíveis nas oficinas do Núcleo e de experiências exclusivas de interação com a equipe criativa e atores, nós pretendemos alcançar a meta (tudo ou nada!) no prazo para receber o dinheiro, produzir, entregar as recompensas e cumprir com todos os nossos objetivos financeiros.
E nós queremos fazer isso coletivamente.
Queremos reunir todas as pessoas que, como nós…
sofrem de uma incessante condição: excesso de imaginação.
Nossa temporada de estreia em junho/julho de 2022 foi um sucesso absoluto, com sessões lotadas e lista de espera em quase todas as sessões para eventuais desistências. Porém, produzir Teatro Musical na escala do Núcleo Experimental - 98 lugares - é uma tarefa extremamente desafiadora. Seria necessário que o valor dos ingressos fosse bastante elevado para que toda a equipe artística e custos técnicos, que são altos, sejam custeados só com a bilheteria. E o Teatro do Núcleo Experimental tem por política própria apresentar seus trabalhos com valores acessíveis - nossa primeira temporada disponibilizou 30 ingressos gratuitos em todas as sessões, por exemplo. Dessa forma se faz necessário um dinheiro de partida para que o projeto seja realizado - independente do sucesso da bilheteria.
O valor arrecadado aqui servirá para custear integralmente todos os custos iniciais para o projeto acontecer… ou seja, você fará o nosso projeto acontecer!
Dramaturgia, letras e direção: Zé Henrique de Paula
Música original e direção musical: Fernanda Maia
Preparação de atores: Inês Aranha
Coreografia: Gabriel Malo
Assistente de direção: Rodrigo Caetano
Iluminação: Fran Barros
Cenografia: Cesar Costa
Figurinos: Zé Henrique de Paula
Cabelos e maquiagem: Dhiego Durso e Louise Hélene
Assistente de figurino: Gustavo Zanela
Coordenação de produção: Zé Henrique de Paula
Produção executiva: Laura Sciulli, Dan Cabral e Fabiana Tolentino
Elenco: André Torquato, Bruna Guerin, Dan Cabral, Dennis Pinheiro, Fabiana Tolentino, Gabriel Malo, Luci Salutes, Mateus Ribeiro, Paulo Viel e Zé Henrique de Paula.
Banda: Fernanda Maia/Rafa Miranda (piano), Clara Bastos/Pedro Macedo (baixo), Felipe Parisi/Leo Salles (violoncelo), Bruna Zenti/Thiago Brisolla (violino) e Priscila Brigante/Abner Paul (bateria).
SERVIÇO DA NOVA TEMPORADA DO ESPETÁCULO:
6 de setembro a 29 de setembro de 2022
Terças, Quartas e Quintas às 20:30h
No Teatro do Núcleo Experimental: Rua Barra Funda, 637 - São Paulo - SP.
R$ 60 (ingressos vendidos pelo Sympla)
98 lugares
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 1h40 (mais intervalo de 15 minutos)
PRÊMIOS:
É sobre musicais - Melhor direção (Zé Henrique de Paula), Melhor desenho de luz (Fran Barros), Melhor visagismo (Dhiego Durso e Louise Heléne), Melhor figurino (Zé Henrique de Paula), Melhor coreografia (Gabriel Malo), Melhor roteiro original (Zé Henrique de Paula), Melhor música e letra original (Fernanda Maia e Zé Henrique de Paula), Melhor química em cena (Bruna Guerin e Dan Cabral), Melhor elenco, Melhor ator coadjuvante (Fernando Lourenção), Melhor atriz coadjuvante (Fabiana Tolentino e Amanda Vicente[primeira temporada]), Melhor direção musical (Fernanda Maia), Melhor ator (Dennis Pinheiro e Pedro Silveira[primeira temporada]) e Melhor musical.
Indicado ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Coreografia: Gabriel Malo.