Conheça a campanha
O QUE É "40 ATORES E UM SÓ DESEJO"?
Nos dias 27, 28, 29 e 30 de março, 4 espetáculos desenvolvidos dentro do curso de Artes Cênicas da Universidade Vila Velha (Grande Vitória, Espírito Santo) serão apresentados no maior festival de teatro do país: a Mostra FRINGE do 25o Festival de Teatro de Curitiba.
São 4 espetáculos: "Navalha na Carne" e "Quem Tem Medo de Plinio Marcos?", "Romeu e Julieta" com texto de Shakespeare e "As Criadas" foram apresentadas dentro universidade e eventos locais. Agora pretendem um voo mais alto.
A Mostra Fringe é a maior vitrine do teatro hoje e um celeiro de trocas e aprendizado. Os 40 jovens atores que compõe o elenco das 4 peças juntas, abrirão a perspectiva da profissionalização e entrarão em contato com a produção de teatro nacional, abrindo perspectivas de formação, estéticas e metodológicas.
Tudo isto retorna ao Espírito Santo.
A experiência s compartilhada através de oficinas nas quais os atores se dedicam. Sendo a graduação em Artes Cênicas da Universidade Vila Velha um curso de licenciatura, os alunos-atores são professores, abrindo possibilidades de transmissão desta experiência para outros e contaminando positivamente a cena teatral capixaba, formando público, disseminando técnicas, procedimentos e poéticas.
Uma temporada das 4 peças já está agendada para os meses de maio e junho no Theatro Carlos Gomes, em Vitória.
Você se tornará parceiro deste projeto!
E poderá usufruir pessoalmente de nossa realização. Estamos oferecendo uma série de contrapartidas: agradecimento especial com o seu nome e foto na nossa pagina do facebook, sessão de um dos espetáculos exclusiva para colaboradores com direito a 1 acompanhante, bate-papo com o elenco e diretora sobre o processo de criação com espumante e tira-gosto na Universidade Vila Velha, participação em sarau literário privê junto a um grupo de 5 atores do elenco, oficina onde serão transmitidos os procedimentos trabalhados para a criação dos espetáculos, livros “Romeu & Julieta”, “As Criadas” e “Navalha na Carne” autografados pelo elenco.
Colabore! Será uma troca onde todos saem ganhando!
O QUE VAI SER LEVADO PARA O FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA?
"QUEM TEM MEDO DE PLINIO MARCOS?"
Fragmentos de textos de um dos maiores dramaturgis do Brasil, o santista Plinio Marcos, foram organizados em nova dramatugia pelos vinte e quatro jovens atores que compõe o elenco de “Quem Tem Medo de Plinio Marcos?”, dirigidos pela atriz, encenadora e diretora do Grupo de Teatro da UVV, Rejane Arruda.
As cenas de “Querô”, “Barrela”, “Quando as Máquinas Param”, “Mancha Roxa” e “Abajur Lilás” trazem à tona questões radicais do homem contemporâneo. A peça se revela como uma reportagem ao vivo. A poética arrojada se estabelece com a duplicidade da imagem dos atores projetada em tamanho descomunal, a ampliação de partes dos corpos junto a vozes microfonadas, trilha sonora composta com ataques repentinos de músicas populares, iluminação recortada com lanternas e a epicização da atuação, com o humor, ironia e coloquialismo tipicamente plinianos, além da alternância de atmosferas e variações rítmicas corporais.
“Quem Tem Medo de Plinio Marcos?” é pura provocação e envolve o espectador nas histórias de personagens tipificados, como prostitutas, cafetões e meninos de rua, porém não menos ambiguos, nos surpreendendo com a sua complexidade.
partir de pesquisas de Iniciação Científica e processos artísticos-pedagógicos, que primam pela reinvenção da linguagem cênica, trazendo à tona a radicalidade e a complexidade do sujeito contemporâneo.

"ROMEU & JULIETA"
A clássica história dos dois jovens proibidos de se amar é encenada através de brincadeiras, jogos de infância e canções. O caráter lúdico cede lugar ao lirismo quando dez Julietas invadem a plateia, assumindo a voz da protagonista diante da decisão de tomar veneno. O líquido, fornecido por Frei Lorenço, dará à jovem a aparência de uma morta para que, quando enterrada, acorde na tumba dos antepassados e encontre, finalmente, o seu amado Romeu, com quem se casou às escondidas.
Misturando o tom coloquial com versos formais shakespearianos, máscaras e coro, o elenco, formado por quatorze jovens atores é iluminado por uma enorme lua, que junto às canções populares, garante a atmosfera pop-romântica da encenação assinada por Rejane Arruda, diretora do Grupo de Teatro da UVV e coordenadora do curso de Artes Cênicas.

"NAVALHA NA CARNE"
A articulação entre o ensino, pesquisa e extensão é uma das chaves do ensino nas universidades hoje e extremamente valorizado pelo MEC. Assim, montagens da Cia Nós de Teatro tornou-se um campo de pesquisa para alunos e professors do curso de Artes Cênicas da UVV, que ganharam apoio do CNPQ e FUNADESP para investigar novos procedimentos de montagem teatral.
Nesta versão do texto de Plinio Marcos considerado o maior representante do teatro realista no Brasil, quarenta pessoas são convidadas à sentar-se dentro do palco. Os atores Fagner Soares, Mario Ferreira e Rejane Arruda, que também assinam a direção coletiva, ao optarem pela encenação em arena, quebram com o carater eminentemente realista do texto e produzem signos paralelos à ação dramática.
A violência do cafetão Vado acaba por assumir contornos fortes quando este se vê sem o “tutu” que sua mulher e prostituta Neusa Sueli deixa todo dia. A desconfiança não demora a recair sobre Veludo, rapaz que limpa os quartos e se mete em confusões por não resistir a certas tentações da vida. Enfrentando a humilhação, a surra e a violência, Neusa acaba por imprimir uma figura feminina trágica que vai além da sórdida realidade cotidiana. Tematizando os limites do humano, contrasta com o deboche erótico de seu amigo-rival Veludo e o conflito do casal com o vizinho acaba por munir Vado de armas para o golpe final contra ela.

"AS CRIADAS"
Ao encenar o assassinado da patroa (Rejane Arruda), as criadas Claire (Brenda Perim) e Solange (Amanda Lima) causam uma morte real. Este é o jogo do texto do francês Jean Genet assumido por Marco Antonio Reis na pesquisa desenvolvida com o apoio do CNPQ e FUNADESP através da encenação da Cia Nós de Teatro.
A poética dos corpos produzida com torções, repetições e abstrações, é um ingrediente para a tematização de uma série de paradoxos. Os personagens amam e odeiam, têm nojo e idolatria, querem a vida e a morte e, em meio a contradições, deixam-se levar pela hibris que coloca em risco as próprias vidas.
O lirismo das formas se junta ao impacto sonoro e à atmosfera de suspense da trilha sonora inspirada no jogo de videogame “Bioshock 2”. A multiplicação da imagem das atrizes através do video é único elemento que compoe o cenário.

"ROMEU & JULIETA"
TEXTO
William Shakespeare
DIREÇÃO E ADAPTAÇÃO
Rejane Arruda
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO
Mario Ferreira
OPERAÇÃO DE SOM E LUZ
Mario Ferreira
ELENCO
Anacarolina Bandeira, Anderson Lima, Iasmin Teixeira, Ismael Antunes, Jeferson Tavares, Julia Del Fiúme, Lazaro Tarso, Marcela Gorayeb, Naiara Mendes, Rafaela Conceição, Raquel Camatta, Sarah Damiani, Vinícius Couti, Yule Pin
FIGURINO
Erani Soares
MONITORIA DE FIGURINO
Daysirée Souza
CENÁRIO, ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA
Rejane Arruda
PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO
Grupo de Teatro e Curso de Artes Cênicas da UVV
APOIO
Universidade Vila Velha
"QUEM TEM MEDO DE PLINIO MARCOS?"
TEXTOS
Plínio Marcos
DRAMATURGIA
Grupo de Teatro da UVV
DIREÇÃO
Rejane Arruda
ASSISTENTE DE DIREÇÃO
Rafaela Conceição e Vinícius Couti
OPERAÇÃO DE SOM E LUZ
Rafaela Conceição e Vinícius Couti
ELENCO
Fagner Soares, Lorena Moreira, Brenda Perim, Gabriela Julia Santos, Bruno Silva, Marco Antônio Reis, Diego Gomez, Marthins Machado, Adanna Eieny Hel, Amanda Lima, Annie Lewis, Carlos Jehovah, Daysirée Souza, Elisa Oliveira Iandra Yassara, Irlanne Vieira, João Mendes, Julia Maretto, Katyane Vieira, Layara Callegari, Leonan Rachel, Leonardo Dariva, Luhna Kippel, Renã Pizetta
FIGURINO
Erani Soares
MONITORIA DE FIGURINO
Daysirée Souza
CENÁRIO, ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA
Grupo de Teatro da UVV
MAQUIAGEM
Fernanda Crystina
PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO
Grupo de Teatro e Curso de Artes Cênicas da UVV
APOIO
CNPQ, FUNADESP e UVV
"NAVALHA NA CARNE"
TEXTO
Plínio Marcos
ATORES-ENCENADORES
Fagner Soares, Mario Ferreira e Rejane Arruda
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO
Brenda Perim e Marco Antônio Reis
PESQUISA
Fagner Soares e Rejane Arruda
ILUMINAÇÃO E SONOPLASTIA
Cia Nós de Teatro
CENÁRIO E FIGURINO
Mario Ferreira e Erani Soares
OPERAÇÃO DE LUZ E SOM
Brenda Perim e Marco Antônio Reis
PRODUÇÃO
Cia Nós de Teatro
APOIO
Universidade Vila Velha, FUNADESP, CNPQ
REALIZAÇÃO
Cia Nós de Teatro e Curso de Artes Cênicas da UVV
"AS CRIADAS"
TEXTO
Jean Genet
ADAPTAÇÃO
Cia Nós de Teatro
DIREÇÃO
Marco Antônio Reis
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO
Leonardo Dariva
PESQUISA
Brenda Perim, Marco Antônio Reis, Rejane Arruda
ELENCO
Amanda Lima, Brenda Perim, Rejane Arruda
CENÁRIO E FIGURINO
Mario Ferreira e Erani Soares
SONOPLASTIA
Marco Antônio Reis
ILUMINAÇÃO
Mario Ferreira e Marco Antônio Reis
OPERAÇÃO DE LUZ E SOM
Fagner Soares
PRODUÇÃO
Cia Nós de Teatro
APOIO
Universidade Vila Velha, FUNADESP, CNPQ
REALIZAÇÃO
Cia Nós de Teatro e Curso de Artes Cênicas da UVV

27 a 30 de MARÇO
FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA MOSTRA FRINGE
"ROMEU & JULIETA"
TEATRO CLEÓN JACQUES - R. MATEUS LEME, 4777
27/03 as 16h30 - 28/03 as 20h00 - 29/03 as 10h00 - 30/03 as 13h30
"QUEM TEM MEDO DE PLINIO MARCOS?"
TEATRO CLEÓN JACQUES - R. MATEUS LEME, 4777
27/03 as 13h30 - 28/03 as 16h00 - 29/03 as 20h00 - 30/03 as 10h00
"NAVALHA NA CARNE"
SEEC – AUDITÓRIO BASÍLIO ITIBERÊ - CENTRO
27/03 as 14h00 - 28/03 as 17h00 - 29/03 as 14h00 - 30/03 as 11h00
"AS CRIADAS"
SEEC – AUDITÓRIO BASÍLIO ITIBERÊ - CENTRO
27/03 as 17h00 - 28/03 as 20h00 - 29/03 as 11h00 - 30/03 as 14h00


QUEM SOMOS NÓS?
Constituído em 2013 como projeto de extensão do curso de Artes Cênicas da UVV com o objetivo de levar à sociedade a atividade teatral, o Grupo de Teatro da UVV atua na prática performativa e da encenação, através de três núcleos de trabalho.
Em 2014 causou barulho com uma intervenção na Intercom Sudeste, invadindo o recinto com uma simulação de violência que parecia real, remetendo-se à ditadura e trazendo a mensagem da liberdade de expressão. Esta intervenção lhe rendeu o convite para participar de um evento de formação de jornalistas na TV Gazeta, com a mesma mensagem direcionada aos agentes da imprensa.
Enquanto isso, o núcleo dramático montava Romeu & Julieta, tematizando o amor através de jogos e canções populares em contraste com o texto shakespereano.
Utilizando-se da coralidade e da duplicação de personagens, Romeu & Julieta foi apresentado na Abertura de Processos de Criação Cênica e Semana Cultural da UVV e fora da universidade, a convite da Secretaria de Cultura de Vila Velha na Semana de Arte da Vila, e a convite da Prefeitura de Pancas.
Em 2015 surge "Quem Tem Medo de Plinio Marcos?". Tematizando a violência e complexidade humanas através da encenação de histórias plinianas, investe na invenção de uma poética própria através do uso da projeção, microfone e dinâmicas corporais em jogo com a cotidianidade e efeitos de realidade. Foi apresentado na IV Abertura de Processos de Criação Cênica da UVV.
Os dois espetáculos seguem em temporada, com apresentações no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, no mês de maio, e na Mostra Fringe do 25o Festival de Teatro de Curitiba, com apresentações em março.
Em 2014 e 2015 o grupo deu também continuidade à prática performativa, investindo na ruptura do pacto social e trazendo, para o cotidiano, o estranhamento, o choque e a reflexão, primeiramente com uma série de 4 intervenções: a troca de gênero; a crítica ao consumismo através de humanos esmagados no chão por pacotes de lojas ou pregados na parede por logos de marcas; e, em época de eleições, o questionamento da idoneidade dos políticos pondo-os no lugar de mendigos que pedem o voto.
Em 2015, veio uma série batizada com nomes clássicos: "Morfeu", tematizado as matizes da relação com o sono; "Sansão", entregando a perda de uma parte do corpo (o cabelo) para o espectador cortar; "Medusa", em referência ao "jogo da Estátua", a performatividade do jogo na faixa de pedestre enquanto o farol está vermelho; "Esperando Godot", a espera do espectador que é convidado a se sentar em uma mesa de jantar no ponto de ônibus para saborear uma refeição; "Mnémósine", a memória tecida, a narratividade sobre si mesmo ancorada em uma grafia dos afetos através de objetos-chave.
Durante estes dois anos, o núcleo improvisacional manteve improvisações e jogos teatrais em contextos diversos, como reuniões, treinamentos para funcionários e eventos (CRES, UVV).
O Grupo de Teatro da UVV também funciona como um campo para pesquisas articuladas a um projeto guarda-chuva do curso: "A Poética Cênica, Seus Dispositivos e Estratégias de Transmissão". São sete bolsistas de Iniciação Científica atualmente com pesquisas em andamento, com apoio da UVV, CNPQ e FUNADESP e articulados ao projeto da Profa. Dra. Rejane Kasting Arruda "Efeitos de Realidade (e Alucinação): Uma Investigação da Atuação Realista Através do Dispositivo Cênico-cinematográfico". Estas pesquisas estão voltadas para a práxis cênica e se utilizam do processo laboratorial na criação de espetáculos como metodologia científica e avaliação de resultantes.

QUEM DIRIGE O GRUPO DE TEATRO?
Rejane Arruda é atriz de formação na Universidade de São Paulo, onde passou por graduação, mestrado e doutorado em Formação de Atores. A partir de 2006 se envolveu com pesquisa, através do apoio da FAPESP e da participação ativa no Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator (CEPECA/USP).
Tem formação em Cinema pela Estácio de Sá, dispositivo ao qual se dedica como atriz desde 1996, tendo participado de 5 longas-metragem, um como protagonista, e 10 curta-metragens, em personagens importantes. Sua pesquisa com a formação de atores e atuação se estendeu também para o Cinema no campo da Direção de Atores. Passou pela teledramaturgia, atuando em algumas novelas, como O Cravo e a Rosa (Globo), Cristal e Jamais Te Esquecerei (SBT) e Essas Mulheres (Record). Seu trabalho como atriz em cinema a tem levado a festivais internacionais como o Festival de Biarritz (França) e de San Sebastian (Espanha), entre outros.
Radicada a dois anos e meio no Espírito Santo, vivendo em Vila Velha, desenvolve pesquisas com o apoio da UVV, FUNADESP e CNPQ e participa como atriz da companhia capixaba Cia Nós de Teatro. Dirige o Grupo de Teatro e coordena o curso de graduação em Artes Cênicas da Universidade Vila Velha, onde também é professora de Interpretação Teatral.
