Cinemateca Brasileira - Trabalhadores em Emergência |

Cinemateca Brasileira - Trabalhadores em Emergência

Apoio financeiro aos trabalhadores da Cinemateca Brasileira com atrasos de salários e benefícios e em situação de emergência financeira.

Project by: Trabalhadores da Cinemateca Brasileira
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Trabalhadores da Cinemateca Brasileira
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A Cinemateca Brasileira não existe sem os seus trabalhadores

Cinemateca Brasileira does not exist without its workers - English version below 
(Benfeitoria can also be viewed in English. You will find language settings in the upper right corner)

No habría Cinemateca Brasileira sin sus trabajadores - texto en Español al final

Os trabalhadores da Cinemateca Brasileira contratados pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP, entidade atualmente responsável pela gestão administrativa da instituição e também da TV Escola (Rio de Janeiro e Brasília), estão com dois meses de salários e notas de prestação de serviços atrasadas, e três meses sem os benefícios essenciais como vales refeição e alimentação. Não há, inclusive, dinheiro para a rescisão dos trabalhadores, tampouco houve o recolhimento do FGTS dos trabalhadores desde de março deste ano.

A situação colocada hoje é fruto de uma política do Estado para terceirizar e privatizar os serviços públicos, postura de longa data de autoridades públicas que, cada vez mais, não se responsabilizam pela administração de seus órgãos. Uma prática aberta a administrações nada transparentes, com interferências políticas duvidosas para atender interesses de ocasião. A ACERP, uma organização social (OS) vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira, assinando em 2018 um termo aditivo ao Contrato de Gestão (CG) da emissora, que envolveu também o hoje extinto Ministério da Cultura. No final de 2019, o vínculo da ACERP para gerir a TV Escola foi encerrado bruscamente pelo Ministério da Educação. Assim, o termo aditivo da Cinemateca Brasileira também se extinguiu e a ACERP afirma estar tentando, desde então, reestabelecer um repasse do Governo Federal para a continuidade da instituição. Esse imbróglio político e jurídico afetou radicalmente os trabalhadores da TV Escola e da Cinemateca Brasileira.

Muito se sabe a respeito do quadro emergencial em que se encontra o acervo da Cinemateca Brasileira, que tem sua origem a partir da organização da sociedade civil e abriga mais de 120 anos de história da cultura audiovisual brasileira. Mas pouco tem se falado sobre a situação do seu corpo de trabalhadores, cuja sobrevivência também se encontra inteiramente em risco. Nesse atual cenário, não podemos esquecer que sem trabalhadores não se constroem nem se preservam acervos, ainda mais em uma instituição como a Cinemateca, cujo conhecimento e competência na preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro são construídos e atualizados diariamente, na totalidade das suas atividades correntes e de médio e longo prazo.

O caos instaurado na vida dos trabalhadores também é resultado da gestão sem transparência da ACERP. A entidade nunca foi clara a respeito de sua situação financeira, tampouco esclarece seus funcionários sobre a renegociação de um novo contrato, conquistas por melhores repasses ou busca por outras soluções de continuidade. Sabemos, hoje, que a situação já não era boa e desde o final de 2019, com o rompimento unilateral do CG pelo Ministério da Educação, tornou mais que previsível a situação trágica que agora se impõe. A aposta da ACERP desvela a sua irresponsabilidade em gerir o seu caixa, resultando em centenas de trabalhadores sem salários ou benefícios, justamente durante a pandemia da COVID-19.

Nós trabalhadores da Cinemateca Brasileira não recebemos qualquer comunicação da ACERP a respeito dessa real situação, tampouco o que estava sendo feito para resolvê-la. Apenas dois comunicados: em 30 de março, avisando que parte de alguns salários seriam parcelados, sem a indicação da data de pagamento da segunda parcela; e em 28 de abril, dois dias antes da data do pagamento, avisando que os salários não seriam pagos, mas que havia a esperança de regularizá-los na primeira semana de maio. Nada também foi dito sobre os vales refeição e alimentação não pagos na sua totalidade desde março, benefícios essenciais que representam um total de 30% na renda dos funcionários com menores salários. Somos profissionais, seguimos trabalhando tanto de modo remoto quanto presencialmente, queremos garantir nossos empregos, mas sob o cumprimento legal de pagamento de salários, contratos, benefícios e direitos por parte do empregador.

Mesmo com mais de dois meses sem receber os nossos vencimentos, até o momento, trabalhamos dentro do possível e no meio da maior crise sanitária e econômica dos últimos anos para manter as mínimas condições de preservação, pesquisa e difusão do acervo da Cinemateca Brasileira. Mas o limite das reservas financeiras chegou para muitos de nós, por isso decidimos recorrer a doações públicas, para que possamos ter um socorro até que a situação seja resolvida entre a ACERP e o Governo Federal. Resolução ainda incerta, pois oscila entre duas alternativas preocupantes: a abertura de um novo edital para a gestão da instituição por outra empresa, aos trancos e com recursos escassos, que não permitem a continuidade dos trabalhos a médio e longo prazo, oferecendo uma prática de preservação meramente discursiva. A segunda seria a reabsorção da Cinemateca pelo Estado, que, conforme alega o Ministério do Turismo, implicaria no seu fechamento, a princípio, até 2021. E traria o desemprego de todos os seus atuais trabalhadores, gerando iminente risco ao acervo. A ambas opções nos opomos: queremos o pagamento dos salários devidos, a manutenção dos empregos e a perspectiva de uma política de preservação e difusão que respeite a cultura brasileira em toda a sua diversidade.

Por que precisamos de doações e como faremos a distribuição

Em meio ao descaso e desrespeito da ACERP com seus trabalhadores, e pela falta de repasses dos recursos pelo Governo Federal à ACERP, decidimos realizar a campanha pública para amenizar os efeitos dessa situação que não tem perspectiva de se resolver, até o momento.

Na Cinemateca Brasileira somos 62 trabalhadores contratados diretamente pela ACERP, entre CLT's e PJ's, e 93 trabalhadores de empresas terceirizadas - colegas estes que, por ora, ainda recebem os seus vencimentos.

Para realizar a arrecadação e fazer a redistribuição das doações, partimos de um formulário preenchido pelos 62 trabalhadores, diretamente contratados pela ACERP, e trabalhadores que dependem da programação que ocorre na Cinemateca para terem alguma renda. A coleta dessas informações possibilitou dimensionar uma quantia para as urgências, estabelecer prioridades e prever suporte para esses trabalhadores correspondente aos meses não recebidos.

Após todos os atrasos e a falta de garantia de nossos empregos, metade dos funcionários, e suas famílias, precisam de auxílio urgentemente. No entanto, sabemos que ao fim do terceiro mês de atraso, este número vai aumentar e precisamos contar com algum auxílio que atenda a todos.

Através das doações arrecadadas a partir desta campanha pública, priorizaremos o repasse para trabalhadores em estado de emergência e, dependendo da arrecadação, estenderemos aos demais funcionários, que também seguem com salários e pagamentos de prestação de serviços atrasados, e sem seus benefícios essenciais.

Caso queira entrar em contato conosco envie e-mail para trabalhadoresdacb@gmail.com.

 


 

Cinemateca Brasileira does not exist without its workers

The employees of Cinemateca Brasileira hired by Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP (Educational Communication Association Roquette Pinto), the entity currently responsible for the administrative management of the institution and also of TV Escola (Rio de Janeiro and Brasília), are two months behind on salaries and service bills, and three months without essential benefits such as grocery cards. There is no money to pay the workers' termination rights, nor has there been FGTS (Federal Severance Fund - to which employers in Brazil are required to contribute to) collection since March this year.

This situation is the result of a state policy to outsource and privatize public services. It's a long-standing stance of public authorities that increasingly refrain from taking responsibility for the administration of their legal bodies. This is a practice prone to non-transparent administrations, with dubious political interference. ACERP is a Social Organization linked to the Ministry of Education for the management of TV Escola. It won the public bidding to manage Cinemateca Brasileira, signing in 2018 an additive term to the Management Contract of TV Escola, which also involved the now extinct Ministry of Culture. At the end of 2019, ACERP's agreement to manage TV Escola was abruptly terminated by the Ministry of Education. Therefore, the additive term of Cinemateca Brasileira was terminated as well and ACERP claims to be trying, ever since, to reestablish the Federal Government funding for the continuity of the institution. This political and legal turmoil gravely affected the workers of TV Escola and Cinemateca Brasileira.

Cinemateca Brasileira originates from civil efforts and is home to more than 120 years of Brazilian audiovisual culture history. Much is known about the emergency situation its archive is currently in, but little has been said about the situation of its crew, whose survival is also entirely at risk. In this current scenario, we cannot forget that without workers, archives are neither built nor preserved. Even more so in an institution like Cinemateca. The knowledge and competence of its workers regarding the preservation and diffusion of the Brazilian audiovisual heritage is structured and updated daily, in all its long and short term activities.

This chaotic outcome is also the result of the non-transparent management of the ACERP. The entity has never been clear about its financial situation, nor does it clarify its employees about the renegotiation of a new contract, the quest for funding or the search for other continuity solutions. We know today that the situation was already bad by the end of 2019, with the unilateral withdrawal of the Management Contract by the Ministry of Education. The tragedy imposed on us could easily have been predicted. ACERP's bet reveals its irresponsibility in managing its cash flow, resulting in hundreds of workers going without wages or benefits, which is even more difficult to face during the COVID-19 pandemic.

We were not contacted by ACERP at any time to discuss the situation, nor were we informed of what was being done to solve it. Only two e-mails were received: one on March 30th, warning us that a portion of some salaries would be paid in installments, without setting a date for the second installment to be paid; and one on April 28th, two days before the date of payment, saying the salaries would not be paid at all, but that there was hope of settling them during the first week of May, which did not happen. Nothing was said about the grocery card, overdue since March, which is an essential benefit that represents a total of 30% of the income of some employees. We recognize the importance of our work, so we're still going to work or working from home. We want to secure our jobs but under the legal fulfillment of wages, contracts, benefits and rights by the employer.

Even though we haven't been paid in two months, until now, we're working as much as possible amidst the biggest health and economic crisis of recent years. We achieve to maintain the minimum conditions for preservation, research and diffusion of Cinemateca Brasileira's archive. Many of us have already depleted our personal savings, so we have decided to resort to public donations. We hope it aids us until things between ACERP and the Federal Government are settled. The outcome is still uncertain, once it oscillates between two worrying alternatives: the opening of a new public bidding procedure for the management of the institution by another company with scarce resources, preventing the continuity of the work in the medium and long term, offering a merely discursive preservation practice. The second would be Cinemateca being reabsorbed by the State, which, as claimed by the Ministry of Tourism, would imply its shut down at least until 2021. It would result in unemployment to all of us, putting the archive at serious risk. We're opposed to both options. We seek the payment of salaries due, the maintenance of our jobs and the perspective of a preservation and dissemination policy that respects the diversity of the Brazilian culture.

Why we need donations and how we'll distribute it

Through ACERP's disregard and disrespect to its workers, and the lack of funding by the Federal Government, we decided to carry out a public campaign to alleviate the hardships, as the situation has no positive outlook.

There are 62 workers hired directly by ACERP and another 93 workers hired from outsourced companies - colleagues who, for the moment, are still being paid.

To begin collecting and redistributing donations, we had a form filled out by the 62 workers directly hired by ACERP. We have also included in this campaign workers who depend on Cinemateca's events for income. The form made it possible for us to estimate an amount needed to cover up for emergencies, to establish priorities and to provide support for these workers.

Having in mind the discontinuation of payment and uncertainty of our jobs, half of the employees and their families urgently need support. However, this number is about to spike as we're about to reach three months of delayed payments. We'll certainly need help to cover for everyone.

While distributing the donations collected from this public campaign, we will prioritize workers in a state of emergency. If the campaign succeeds, we will extend the aid to other employees, who are also behind on salaries and payments, and without their essential benefits.

If you wish to contact us, please send an e-mail to trabalhadoresdacb@gmail.com.

 



No habría Cinemateca Brasileira sin sus trabajadores

Los trabajadores de Cinemateca Brasileira contratados por la ACERP (Asociación de Comunicación Educativa Roquette Pinto), institución responsable de administrar la cinemateca  y TV Escola (Rio de Janeiro y Brasília), se encuentran sin recibir sus sueldos hace dos meses y tampoco reciben los beneficios laborales correspondientes, como tickets de alimentación. La institución no se hace responsable por la rescisión de los contratos y no ha garantizado los pagos de FGTS* desde marzo de este año. 

La situación actual es fruto de la política estatal que terceriza y privatiza los servicios públicos, vieja práctica de las autoridades en la administración pública que crece con los años, y que tiene como consecuencia la omisión de sus responsabilidades en el manejo de las instituciones públicas. Esta práctica favorece administraciones no transparentes, abiertas a interferencias políticas cuestionables con el objetivo de complacer intereses de ocasión. ACERP es una Organización Social (OS) vinculada al Ministerio de Educación para la gestión de TV Escola. Después de ganar una licitación pública para administrar a Cinemateca Brasileira, ACERP firmó un anexo al Contrato de Gestión (CG) de la emisora, en la firma de este anexo se involucró también el hoy extinto Ministerio de Cultura. A finales de 2019, el Ministerio de Educación rescindió abruptamente el contrato de administración de TV Escola con ACERP. Con el término del contrato, se terminó también el anexo del contrato correspondiente a Cinemateca Brasileira. Desde entonces la OS asegura hacer intentos para recibir del Gobierno Federal los fondos públicos previstos en el Anexo del contrato para la continuidad de los trabajos de la organización. Este lío político y jurídico afectó radicalmente a los trabajadores de TV Escola y a los de Cinemateca Brasileira.

Es bien sabido la situación emergencial en la cual se encuentra el acervo de Cinemateca Brasileira. Institución que se originó desde la organización de la sociedad civil [http://cinemateca.org.br/historia] y que alberga más de 120 años de historia de la cultura audiovisual brasileña. Pero al contrario, poco se ha hablado acerca de la situación del equipo de trabajadores, cuya supervivencia se encuentra en inminente riesgo. Es por ello que no podemos olvidarnos que sin los trabajadores no se construyen y tampoco se preservan acervos, aún más en una institución como Cinemateca, cuyo conocimiento y competencias son construidos a diario, en la totalidad de sus actividades corrientes de preservación y difusión del patrimonio audiovisual brasileño - a medio y largo plazo.

El caos instaurado en la vida de los trabajadores también es el resultado de la gestión sin transparencia de la ACERP. La entidad no ha sido clara con respecto a su situación financiera, tampoco aclara a los empleados sobre las negociaciones de un nuevo contrato de gestión con el Gobierno Federal, búsqueda por mejores presupuestos para la institución o por otras garantías de la continuidad de los trabajos. Es de nuestro conocimiento la mala situación por la que atravesamos que viene empeorando desde finales de 2019 con la ruptura unilateral del contrato de gestión por el Ministerio de Educación, siendo previsible el momento trágico actual. La postura de ACERP revela su irresponsabilidad en la gestión del flujo de caja, afectando a la remuneración y derechos de cientos de trabajadores, precisamente durante la pandemia de la COVID-19.

Nosotros, trabajadores de Cinemateca Brasileira no recibimos ninguna comunicación de ACERP al respecto de la situación real, menos aún de las acciones en curso para remediar la misma. Solo dos comunicados, el primero el 30 de marzo, comunicando que algunos salarios serían fraccionados, sin indicar la fecha del pago de la segunda parcela; el segundo fue el 28 de abril, a dos días antes de la fecha prevista para pago, notificando que el pago de los salarios no se realizaría, pero que había la esperanza de hacerlo en la primera semana de mayo. Tampoco hubo un pronunciamiento al respecto de los beneficios de alimentación, que no han sido pagados en su totalidad desde marzo, beneficios esenciales que representan un total de 30% en los ingresos de los trabajadores con salarios más bajos. Somos profesionales que seguimos trabajando tanto de manera remota como presencial y queremos garantizar nuestros empleos, pero bajo el cumplimiento legal de los contratos y el pago de sueldos, beneficios y derechos por parte del empleador (ACERP).

Aún sin recibir a la fecha, desde hace más de dos meses, nuestros sueldos, trabajamos al borde de nuestras posibilidades y en el medio de la mayor crisis sanitaria y económica de los últimos años, para mantener las mínimas condiciones de preservación, investigación y difusión del acervo de Cinemateca Brasileira. Pero, para muchos de nosotros, nuestros ahorros  financieros han llegado al límite. Por eso decidimos recurrir a donaciones públicas y así contar con una ayuda hasta que la situación entre ACERP y el Gobierno Federal sea resuelta. La solución es todavía desconocida y oscila entre dos preocupantes alternativas: la primera es la apertura de un nuevo procedimiento de licitación pública para gestionar a Cinemateca por parte de otra empresa con escasos recursos, impidiendo la continuidad de proyectos y trabajos en el medio y largo plazo, ofreciendo una práctica de preservación meramente discursiva. La segunda sería la reabsorción de Cinemateca por el Estado, lo que, según afirma el Ministerio de Turismo, implicaría su cierre al menos hasta 2021, ocasionando el desempleo de todos sus actuales trabajadores, generando un riesgo inminente para el acervo. Nos oponemos a las dos opciones. Queremos el pago de los salarios pendientes, mantener los empleos y la perspectiva de una política de preservación y difusión que respete la cultura brasileña en su total diversidad.

¿Por qué necesitamos donaciones y cómo haremos la distribución?

En medio de la negligencia y la falta de respecto de ACERP con sus trabajadores y por la falta de fondos destinados por el Gobierno Federal a ACERP, decidimos realizar una campaña pública para ablandar los efectos de esta situación que no tiene ninguna perspectiva de resolución.

En Cinemateca Brasileira somos 62 trabajadores contratados directamente por ACERP y 93 trabajadores de empresas tercerizadas, compañeros que, por ahora, todavía reciben sus salarios. 

Para la recaudación y futura distribución de las donaciones, comenzamos con un formulario que fue completado por cada uno de los 62 trabajadores, contratados directamente por la ACERP o que dependan de la programación de Cinemateca para generar algún ingreso. A raíz de estas informaciones se hizo un presupuesto para las emergencias y estableciendo prioridades que predirián el soporte para las trabajadoras y trabajadores correspondientes a los meses que no recibieron sueldos ni beneficios. 

Después de todos los retrasos de pagos y falta de garantías de manutención de nuestros empleos, la mitad de los empleados y sus familias necesitan ayuda urgentemente. Entre tanto, sabemos que al final del tercer mes de retraso, el número de personas que van necesitar ayuda vá a incrementar y necesitamos contar con algún auxilio que atienda las necesidades de la totalidad de trabajadoras y trabajadores.

En la entrega de donaciones recaudadas en esta campaña pública, tendrán prioridad los trabajadores y trabajadoras que se encuentran en estado de emergencia y, dependiendo de la recaudación, serán extendidas a los demás trabajadores y trabajadoras que continúan sin recibir el pago de salarios y sin sus beneficios esenciales.

Para entrar en contacto con nosotros, envie un correo para trabalhadoresdacb@gmail.com.

 *FGTS es un fondo para indemnizar al trabajador en caso de despido. El empleador, por ley, debe depositar a una cuenta pública, a nombre del empleado, el 8% del valor del sueldo bruto.

Status da campanha financeira

Em: 16/06/2020 10:05

Para nossos apoiadores, que fazem parte da rede que estamos construindo em prol dos trabalhadores da Cinemateca Brasileira, nesta luta pelo recebimento dos nossos salários, manutenção da instituição e dos nossos empregos, enviamos o status da nossa campanha financeira.

Chegamos ao 12º dia da nossa campanha na benfeitoria e arrecadamos R$ 69.212,00 até as 11h do dia 15 de junho de 2020. Faltam 19 dias para encerrarmos a arrecadação e R$130.788,00 para atingirmos nossa meta. Para atualizar a rede do status da vaquinha e da nossa situação levantamos alguns dados que não são públicos no site:

  1.     A maior parte das doações, representando 16,03% do valor total e 22,5% dos doadores, está entre R$100 e R$149.
  2.     No entanto, a grande maioria dos doadores, 50,4% do total, doou até R$99 e isso representa 13,12% do valor até aqui arrecadado.

Isso quer dizer que se atingirmos mais 6.540 pessoas doando R$20, menos que um ingresso de cinema, conseguiremos alcançar a meta e apoiarmos os trabalhadores que caminham para o terceiro mês sem pagamento.


Contamos com essa arrecadação, pois não temos perspectiva de resolução da questão a curto prazo. Nem o Governo Federal, nem a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP) comunicaram até o momento quando resolverão a questão dos pagamentos. Na próxima sexta-feira, o Ministério do Turismo terá uma reunião com a ACERP e disse que apresentará uma resposta. Não é a primeira vez que nos prometem respostas e não acreditamos que desta vez as teremos. Exigimos um plano responsável para a Cinemateca e seus trabalhadores! Lembrando que sem trabalhadores não se preservam acervos!


Cabe a nós continuar nessa campanha para que possamos mitigar um pouco a nossa difícil situação e pressionar para que a solução seja dada e os pagamentos efetivados. Contamos com vocês para a ampliação dessa rede para alcançarmos nossa meta e aumentarmos a pressão para que sejam tomadas atitudes responsáveis pela Cinemateca Brasileira!

Obrigada a todas! Seguimos na luta pelos nossos salários, pela Cinemateca e pelos nossos empregos!
15 de junho de 2020
Trabalhadores da Cinemateca Brasileira

 


Nota de Paralisação dos Trabalhadores da Cinemateca Brasileira | Standstill Notice - Workers of Cinemateca Brasileira

Em: 12/06/2020 20:18

Sem salários, sem trabalho

[version in english below]

O meio cultural é permeado por um discurso do trabalho por amor, do sacrifício para manter o patrimônio cultural, o sacríficio individual missionário.

Basta desse discurso!

Somos profissionais e amamos o nosso trabalho, mas o fazemos também pela remuneração. Lutamos pelo nosso sustento e de nossas famílias!

Salvaguardar o patrimônio cultural brasileiro é dever do Estado e podemos pressioná-lo a isso, a investir efetivamente e a desenvolver uma política cultural a altura das necessidades desse patrimônio! No entanto, não podemos exigir dos indivíduos, dos trabalhadores, que carreguem esse peso nas costas.

Os trabalhadores da Cinemateca Brasileira e da TV Escola, em sua grande maioria CLTs mas também há 11 prestadores de serviços, estão há dois meses ou mais sem receber seus pagamentos. Muito tem se falado sobre o acervo da Cinemateca e o risco que ele corre com um aventado fechamento da instituição pelo governo, mas pouco se fala sobre a situação desses funcionários que não possuem qualquer possibilidade de renda frente a pandemia. À caminho do terceiro mês sem pagamentos, decidimos paralisar nossas atividades neste dia 12 de junho de 2020.

Neste dia ocorrerá uma reunião do Conselho Administrativo da ACERP, empresa gestora da Cinemateca e da TV Escola, que decidirá o futuro da associação. O dia 12 também marca a data limite e arbitrariamente estabelecida pela ACERP para a demissão voluntária de seus trabalhadores, sem o efetivo pagamento da recisão. Então, decidimos cruzar os braços para pressionar o Conselho a chegar a uma decisão e sair do impasse em relação aos trabalhadores.

Queremos um posicionamento claro da empresa, uma declaração da situação de seu caixa e planejamento de suas ações para que parem de brincar com a nossa sobrevivência e que encaminhe algo resoluto em relação aos pagamentos. Exigimos os pagamentos devidos!

Sem salário, sem trabalho.

Trabalhadores da Cinemateca Brasileira e da TV Escola paralisados!

Ajude os trabalhadores da Cinemateca e suas famílias. Acesse a campanha de arrecadação: https://benfeitoria.com/trabalhadoresdacinemateca


WITHOUT PAYMENT, WITHOUT WORK

The cultural arena is permeated by a discourse of work for love, of sacrifice to maintain the cultural heritage, the individual missionary sacrifice.

Enough of this speech!

We are professionals and we love our work, but we also do it for the payment. We fight for the livelihood of our families!

Safeguarding Brazil's cultural heritage is the responsibility of the State and we can pressure it to do so, to invest effectively and develop a cultural policy that meets the needs of this heritage! However, we cannot demand from individuals, from workers, that they carry this weight on their shoulders.

The employees of Cinemateca Brasileira and TV Escola have not received their payments for two months or more. Much has been said about Cinemateca's collection and the risk it runs with a closure of the institution by the government, but little is said about the situation of the employees who have no possibility of income in the face of the Covid-19 pandemic. On the way to the third month without payments, we decided to stop our activities on June 12, 2020.

On this day, a meeting of the Board of Directors of ACERP, the management entity of Cinemateca and TV Escola, will take place, which will decide the future of the association. The 12th also marks the deadline arbitrarily set by ACERP for the voluntary dismissal of its workers, without the effective payment of the termination. So we decided to sit back and push the Council to come to a decision and move out of the impasse with the workers.

We want a clear positioning of the entity, a statement of the situation of its cash and the planning of their actions so that they stop playing with our survival and that they forward prompt resolution regarding payments. We demand the due payments!

No payment, no job. Workers at Cinemateca Brasileira and TV Escola on strike!

Help the workers of Cinemateca Brasileira and their families. Access the fundraising campaign: 

https://benfeitoria.com/trabalhadoresdacinemateca


A Cinemateca Brasileira não existe sem os seus trabalhadores

Cinemateca Brasileira does not exist without its workers - English version below 
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No habría Cinemateca Brasileira sin sus trabajadores - texto en Español al final

Os trabalhadores da Cinemateca Brasileira contratados pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP, entidade atualmente responsável pela gestão administrativa da instituição e também da TV Escola (Rio de Janeiro e Brasília), estão com dois meses de salários e notas de prestação de serviços atrasadas, e três meses sem os benefícios essenciais como vales refeição e alimentação. Não há, inclusive, dinheiro para a rescisão dos trabalhadores, tampouco houve o recolhimento do FGTS dos trabalhadores desde de março deste ano.

A situação colocada hoje é fruto de uma política do Estado para terceirizar e privatizar os serviços públicos, postura de longa data de autoridades públicas que, cada vez mais, não se responsabilizam pela administração de seus órgãos. Uma prática aberta a administrações nada transparentes, com interferências políticas duvidosas para atender interesses de ocasião. A ACERP, uma organização social (OS) vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira, assinando em 2018 um termo aditivo ao Contrato de Gestão (CG) da emissora, que envolveu também o hoje extinto Ministério da Cultura. No final de 2019, o vínculo da ACERP para gerir a TV Escola foi encerrado bruscamente pelo Ministério da Educação. Assim, o termo aditivo da Cinemateca Brasileira também se extinguiu e a ACERP afirma estar tentando, desde então, reestabelecer um repasse do Governo Federal para a continuidade da instituição. Esse imbróglio político e jurídico afetou radicalmente os trabalhadores da TV Escola e da Cinemateca Brasileira.

Muito se sabe a respeito do quadro emergencial em que se encontra o acervo da Cinemateca Brasileira, que tem sua origem a partir da organização da sociedade civil e abriga mais de 120 anos de história da cultura audiovisual brasileira. Mas pouco tem se falado sobre a situação do seu corpo de trabalhadores, cuja sobrevivência também se encontra inteiramente em risco. Nesse atual cenário, não podemos esquecer que sem trabalhadores não se constroem nem se preservam acervos, ainda mais em uma instituição como a Cinemateca, cujo conhecimento e competência na preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro são construídos e atualizados diariamente, na totalidade das suas atividades correntes e de médio e longo prazo.

O caos instaurado na vida dos trabalhadores também é resultado da gestão sem transparência da ACERP. A entidade nunca foi clara a respeito de sua situação financeira, tampouco esclarece seus funcionários sobre a renegociação de um novo contrato, conquistas por melhores repasses ou busca por outras soluções de continuidade. Sabemos, hoje, que a situação já não era boa e desde o final de 2019, com o rompimento unilateral do CG pelo Ministério da Educação, tornou mais que previsível a situação trágica que agora se impõe. A aposta da ACERP desvela a sua irresponsabilidade em gerir o seu caixa, resultando em centenas de trabalhadores sem salários ou benefícios, justamente durante a pandemia da COVID-19.

Nós trabalhadores da Cinemateca Brasileira não recebemos qualquer comunicação da ACERP a respeito dessa real situação, tampouco o que estava sendo feito para resolvê-la. Apenas dois comunicados: em 30 de março, avisando que parte de alguns salários seriam parcelados, sem a indicação da data de pagamento da segunda parcela; e em 28 de abril, dois dias antes da data do pagamento, avisando que os salários não seriam pagos, mas que havia a esperança de regularizá-los na primeira semana de maio. Nada também foi dito sobre os vales refeição e alimentação não pagos na sua totalidade desde março, benefícios essenciais que representam um total de 30% na renda dos funcionários com menores salários. Somos profissionais, seguimos trabalhando tanto de modo remoto quanto presencialmente, queremos garantir nossos empregos, mas sob o cumprimento legal de pagamento de salários, contratos, benefícios e direitos por parte do empregador.

Mesmo com mais de dois meses sem receber os nossos vencimentos, até o momento, trabalhamos dentro do possível e no meio da maior crise sanitária e econômica dos últimos anos para manter as mínimas condições de preservação, pesquisa e difusão do acervo da Cinemateca Brasileira. Mas o limite das reservas financeiras chegou para muitos de nós, por isso decidimos recorrer a doações públicas, para que possamos ter um socorro até que a situação seja resolvida entre a ACERP e o Governo Federal. Resolução ainda incerta, pois oscila entre duas alternativas preocupantes: a abertura de um novo edital para a gestão da instituição por outra empresa, aos trancos e com recursos escassos, que não permitem a continuidade dos trabalhos a médio e longo prazo, oferecendo uma prática de preservação meramente discursiva. A segunda seria a reabsorção da Cinemateca pelo Estado, que, conforme alega o Ministério do Turismo, implicaria no seu fechamento, a princípio, até 2021. E traria o desemprego de todos os seus atuais trabalhadores, gerando iminente risco ao acervo. A ambas opções nos opomos: queremos o pagamento dos salários devidos, a manutenção dos empregos e a perspectiva de uma política de preservação e difusão que respeite a cultura brasileira em toda a sua diversidade.

Por que precisamos de doações e como faremos a distribuição

Em meio ao descaso e desrespeito da ACERP com seus trabalhadores, e pela falta de repasses dos recursos pelo Governo Federal à ACERP, decidimos realizar a campanha pública para amenizar os efeitos dessa situação que não tem perspectiva de se resolver, até o momento.

Na Cinemateca Brasileira somos 62 trabalhadores contratados diretamente pela ACERP, entre CLT's e PJ's, e 93 trabalhadores de empresas terceirizadas - colegas estes que, por ora, ainda recebem os seus vencimentos.

Para realizar a arrecadação e fazer a redistribuição das doações, partimos de um formulário preenchido pelos 62 trabalhadores, diretamente contratados pela ACERP, e trabalhadores que dependem da programação que ocorre na Cinemateca para terem alguma renda. A coleta dessas informações possibilitou dimensionar uma quantia para as urgências, estabelecer prioridades e prever suporte para esses trabalhadores correspondente aos meses não recebidos.

Após todos os atrasos e a falta de garantia de nossos empregos, metade dos funcionários, e suas famílias, precisam de auxílio urgentemente. No entanto, sabemos que ao fim do terceiro mês de atraso, este número vai aumentar e precisamos contar com algum auxílio que atenda a todos.

Através das doações arrecadadas a partir desta campanha pública, priorizaremos o repasse para trabalhadores em estado de emergência e, dependendo da arrecadação, estenderemos aos demais funcionários, que também seguem com salários e pagamentos de prestação de serviços atrasados, e sem seus benefícios essenciais.

Caso queira entrar em contato conosco envie e-mail para trabalhadoresdacb@gmail.com.

 


 

Cinemateca Brasileira does not exist without its workers

The employees of Cinemateca Brasileira hired by Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP (Educational Communication Association Roquette Pinto), the entity currently responsible for the administrative management of the institution and also of TV Escola (Rio de Janeiro and Brasília), are two months behind on salaries and service bills, and three months without essential benefits such as grocery cards. There is no money to pay the workers' termination rights, nor has there been FGTS (Federal Severance Fund - to which employers in Brazil are required to contribute to) collection since March this year.

This situation is the result of a state policy to outsource and privatize public services. It's a long-standing stance of public authorities that increasingly refrain from taking responsibility for the administration of their legal bodies. This is a practice prone to non-transparent administrations, with dubious political interference. ACERP is a Social Organization linked to the Ministry of Education for the management of TV Escola. It won the public bidding to manage Cinemateca Brasileira, signing in 2018 an additive term to the Management Contract of TV Escola, which also involved the now extinct Ministry of Culture. At the end of 2019, ACERP's agreement to manage TV Escola was abruptly terminated by the Ministry of Education. Therefore, the additive term of Cinemateca Brasileira was terminated as well and ACERP claims to be trying, ever since, to reestablish the Federal Government funding for the continuity of the institution. This political and legal turmoil gravely affected the workers of TV Escola and Cinemateca Brasileira.

Cinemateca Brasileira originates from civil efforts and is home to more than 120 years of Brazilian audiovisual culture history. Much is known about the emergency situation its archive is currently in, but little has been said about the situation of its crew, whose survival is also entirely at risk. In this current scenario, we cannot forget that without workers, archives are neither built nor preserved. Even more so in an institution like Cinemateca. The knowledge and competence of its workers regarding the preservation and diffusion of the Brazilian audiovisual heritage is structured and updated daily, in all its long and short term activities.

This chaotic outcome is also the result of the non-transparent management of the ACERP. The entity has never been clear about its financial situation, nor does it clarify its employees about the renegotiation of a new contract, the quest for funding or the search for other continuity solutions. We know today that the situation was already bad by the end of 2019, with the unilateral withdrawal of the Management Contract by the Ministry of Education. The tragedy imposed on us could easily have been predicted. ACERP's bet reveals its irresponsibility in managing its cash flow, resulting in hundreds of workers going without wages or benefits, which is even more difficult to face during the COVID-19 pandemic.

We were not contacted by ACERP at any time to discuss the situation, nor were we informed of what was being done to solve it. Only two e-mails were received: one on March 30th, warning us that a portion of some salaries would be paid in installments, without setting a date for the second installment to be paid; and one on April 28th, two days before the date of payment, saying the salaries would not be paid at all, but that there was hope of settling them during the first week of May, which did not happen. Nothing was said about the grocery card, overdue since March, which is an essential benefit that represents a total of 30% of the income of some employees. We recognize the importance of our work, so we're still going to work or working from home. We want to secure our jobs but under the legal fulfillment of wages, contracts, benefits and rights by the employer.

Even though we haven't been paid in two months, until now, we're working as much as possible amidst the biggest health and economic crisis of recent years. We achieve to maintain the minimum conditions for preservation, research and diffusion of Cinemateca Brasileira's archive. Many of us have already depleted our personal savings, so we have decided to resort to public donations. We hope it aids us until things between ACERP and the Federal Government are settled. The outcome is still uncertain, once it oscillates between two worrying alternatives: the opening of a new public bidding procedure for the management of the institution by another company with scarce resources, preventing the continuity of the work in the medium and long term, offering a merely discursive preservation practice. The second would be Cinemateca being reabsorbed by the State, which, as claimed by the Ministry of Tourism, would imply its shut down at least until 2021. It would result in unemployment to all of us, putting the archive at serious risk. We're opposed to both options. We seek the payment of salaries due, the maintenance of our jobs and the perspective of a preservation and dissemination policy that respects the diversity of the Brazilian culture.

Why we need donations and how we'll distribute it

Through ACERP's disregard and disrespect to its workers, and the lack of funding by the Federal Government, we decided to carry out a public campaign to alleviate the hardships, as the situation has no positive outlook.

There are 62 workers hired directly by ACERP and another 93 workers hired from outsourced companies - colleagues who, for the moment, are still being paid.

To begin collecting and redistributing donations, we had a form filled out by the 62 workers directly hired by ACERP. We have also included in this campaign workers who depend on Cinemateca's events for income. The form made it possible for us to estimate an amount needed to cover up for emergencies, to establish priorities and to provide support for these workers.

Having in mind the discontinuation of payment and uncertainty of our jobs, half of the employees and their families urgently need support. However, this number is about to spike as we're about to reach three months of delayed payments. We'll certainly need help to cover for everyone.

While distributing the donations collected from this public campaign, we will prioritize workers in a state of emergency. If the campaign succeeds, we will extend the aid to other employees, who are also behind on salaries and payments, and without their essential benefits.

If you wish to contact us, please send an e-mail to trabalhadoresdacb@gmail.com.

 



No habría Cinemateca Brasileira sin sus trabajadores

Los trabajadores de Cinemateca Brasileira contratados por la ACERP (Asociación de Comunicación Educativa Roquette Pinto), institución responsable de administrar la cinemateca  y TV Escola (Rio de Janeiro y Brasília), se encuentran sin recibir sus sueldos hace dos meses y tampoco reciben los beneficios laborales correspondientes, como tickets de alimentación. La institución no se hace responsable por la rescisión de los contratos y no ha garantizado los pagos de FGTS* desde marzo de este año. 

La situación actual es fruto de la política estatal que terceriza y privatiza los servicios públicos, vieja práctica de las autoridades en la administración pública que crece con los años, y que tiene como consecuencia la omisión de sus responsabilidades en el manejo de las instituciones públicas. Esta práctica favorece administraciones no transparentes, abiertas a interferencias políticas cuestionables con el objetivo de complacer intereses de ocasión. ACERP es una Organización Social (OS) vinculada al Ministerio de Educación para la gestión de TV Escola. Después de ganar una licitación pública para administrar a Cinemateca Brasileira, ACERP firmó un anexo al Contrato de Gestión (CG) de la emisora, en la firma de este anexo se involucró también el hoy extinto Ministerio de Cultura. A finales de 2019, el Ministerio de Educación rescindió abruptamente el contrato de administración de TV Escola con ACERP. Con el término del contrato, se terminó también el anexo del contrato correspondiente a Cinemateca Brasileira. Desde entonces la OS asegura hacer intentos para recibir del Gobierno Federal los fondos públicos previstos en el Anexo del contrato para la continuidad de los trabajos de la organización. Este lío político y jurídico afectó radicalmente a los trabajadores de TV Escola y a los de Cinemateca Brasileira.

Es bien sabido la situación emergencial en la cual se encuentra el acervo de Cinemateca Brasileira. Institución que se originó desde la organización de la sociedad civil [http://cinemateca.org.br/historia] y que alberga más de 120 años de historia de la cultura audiovisual brasileña. Pero al contrario, poco se ha hablado acerca de la situación del equipo de trabajadores, cuya supervivencia se encuentra en inminente riesgo. Es por ello que no podemos olvidarnos que sin los trabajadores no se construyen y tampoco se preservan acervos, aún más en una institución como Cinemateca, cuyo conocimiento y competencias son construidos a diario, en la totalidad de sus actividades corrientes de preservación y difusión del patrimonio audiovisual brasileño - a medio y largo plazo.

El caos instaurado en la vida de los trabajadores también es el resultado de la gestión sin transparencia de la ACERP. La entidad no ha sido clara con respecto a su situación financiera, tampoco aclara a los empleados sobre las negociaciones de un nuevo contrato de gestión con el Gobierno Federal, búsqueda por mejores presupuestos para la institución o por otras garantías de la continuidad de los trabajos. Es de nuestro conocimiento la mala situación por la que atravesamos que viene empeorando desde finales de 2019 con la ruptura unilateral del contrato de gestión por el Ministerio de Educación, siendo previsible el momento trágico actual. La postura de ACERP revela su irresponsabilidad en la gestión del flujo de caja, afectando a la remuneración y derechos de cientos de trabajadores, precisamente durante la pandemia de la COVID-19.

Nosotros, trabajadores de Cinemateca Brasileira no recibimos ninguna comunicación de ACERP al respecto de la situación real, menos aún de las acciones en curso para remediar la misma. Solo dos comunicados, el primero el 30 de marzo, comunicando que algunos salarios serían fraccionados, sin indicar la fecha del pago de la segunda parcela; el segundo fue el 28 de abril, a dos días antes de la fecha prevista para pago, notificando que el pago de los salarios no se realizaría, pero que había la esperanza de hacerlo en la primera semana de mayo. Tampoco hubo un pronunciamiento al respecto de los beneficios de alimentación, que no han sido pagados en su totalidad desde marzo, beneficios esenciales que representan un total de 30% en los ingresos de los trabajadores con salarios más bajos. Somos profesionales que seguimos trabajando tanto de manera remota como presencial y queremos garantizar nuestros empleos, pero bajo el cumplimiento legal de los contratos y el pago de sueldos, beneficios y derechos por parte del empleador (ACERP).

Aún sin recibir a la fecha, desde hace más de dos meses, nuestros sueldos, trabajamos al borde de nuestras posibilidades y en el medio de la mayor crisis sanitaria y económica de los últimos años, para mantener las mínimas condiciones de preservación, investigación y difusión del acervo de Cinemateca Brasileira. Pero, para muchos de nosotros, nuestros ahorros  financieros han llegado al límite. Por eso decidimos recurrir a donaciones públicas y así contar con una ayuda hasta que la situación entre ACERP y el Gobierno Federal sea resuelta. La solución es todavía desconocida y oscila entre dos preocupantes alternativas: la primera es la apertura de un nuevo procedimiento de licitación pública para gestionar a Cinemateca por parte de otra empresa con escasos recursos, impidiendo la continuidad de proyectos y trabajos en el medio y largo plazo, ofreciendo una práctica de preservación meramente discursiva. La segunda sería la reabsorción de Cinemateca por el Estado, lo que, según afirma el Ministerio de Turismo, implicaría su cierre al menos hasta 2021, ocasionando el desempleo de todos sus actuales trabajadores, generando un riesgo inminente para el acervo. Nos oponemos a las dos opciones. Queremos el pago de los salarios pendientes, mantener los empleos y la perspectiva de una política de preservación y difusión que respete la cultura brasileña en su total diversidad.

¿Por qué necesitamos donaciones y cómo haremos la distribución?

En medio de la negligencia y la falta de respecto de ACERP con sus trabajadores y por la falta de fondos destinados por el Gobierno Federal a ACERP, decidimos realizar una campaña pública para ablandar los efectos de esta situación que no tiene ninguna perspectiva de resolución.

En Cinemateca Brasileira somos 62 trabajadores contratados directamente por ACERP y 93 trabajadores de empresas tercerizadas, compañeros que, por ahora, todavía reciben sus salarios. 

Para la recaudación y futura distribución de las donaciones, comenzamos con un formulario que fue completado por cada uno de los 62 trabajadores, contratados directamente por la ACERP o que dependan de la programación de Cinemateca para generar algún ingreso. A raíz de estas informaciones se hizo un presupuesto para las emergencias y estableciendo prioridades que predirián el soporte para las trabajadoras y trabajadores correspondientes a los meses que no recibieron sueldos ni beneficios. 

Después de todos los retrasos de pagos y falta de garantías de manutención de nuestros empleos, la mitad de los empleados y sus familias necesitan ayuda urgentemente. Entre tanto, sabemos que al final del tercer mes de retraso, el número de personas que van necesitar ayuda vá a incrementar y necesitamos contar con algún auxilio que atienda las necesidades de la totalidad de trabajadoras y trabajadores.

En la entrega de donaciones recaudadas en esta campaña pública, tendrán prioridad los trabajadores y trabajadoras que se encuentran en estado de emergencia y, dependiendo de la recaudación, serán extendidas a los demás trabajadores y trabajadoras que continúan sin recibir el pago de salarios y sin sus beneficios esenciales.

Para entrar en contacto con nosotros, envie un correo para trabalhadoresdacb@gmail.com.

 *FGTS es un fondo para indemnizar al trabajador en caso de despido. El empleador, por ley, debe depositar a una cuenta pública, a nombre del empleado, el 8% del valor del sueldo bruto.

Status da campanha financeira

Em: 16/06/2020 10:05

Para nossos apoiadores, que fazem parte da rede que estamos construindo em prol dos trabalhadores da Cinemateca Brasileira, nesta luta pelo recebimento dos nossos salários, manutenção da instituição e dos nossos empregos, enviamos o status da nossa campanha financeira.

Chegamos ao 12º dia da nossa campanha na benfeitoria e arrecadamos R$ 69.212,00 até as 11h do dia 15 de junho de 2020. Faltam 19 dias para encerrarmos a arrecadação e R$130.788,00 para atingirmos nossa meta. Para atualizar a rede do status da vaquinha e da nossa situação levantamos alguns dados que não são públicos no site:

  1.     A maior parte das doações, representando 16,03% do valor total e 22,5% dos doadores, está entre R$100 e R$149.
  2.     No entanto, a grande maioria dos doadores, 50,4% do total, doou até R$99 e isso representa 13,12% do valor até aqui arrecadado.

Isso quer dizer que se atingirmos mais 6.540 pessoas doando R$20, menos que um ingresso de cinema, conseguiremos alcançar a meta e apoiarmos os trabalhadores que caminham para o terceiro mês sem pagamento.


Contamos com essa arrecadação, pois não temos perspectiva de resolução da questão a curto prazo. Nem o Governo Federal, nem a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP) comunicaram até o momento quando resolverão a questão dos pagamentos. Na próxima sexta-feira, o Ministério do Turismo terá uma reunião com a ACERP e disse que apresentará uma resposta. Não é a primeira vez que nos prometem respostas e não acreditamos que desta vez as teremos. Exigimos um plano responsável para a Cinemateca e seus trabalhadores! Lembrando que sem trabalhadores não se preservam acervos!


Cabe a nós continuar nessa campanha para que possamos mitigar um pouco a nossa difícil situação e pressionar para que a solução seja dada e os pagamentos efetivados. Contamos com vocês para a ampliação dessa rede para alcançarmos nossa meta e aumentarmos a pressão para que sejam tomadas atitudes responsáveis pela Cinemateca Brasileira!

Obrigada a todas! Seguimos na luta pelos nossos salários, pela Cinemateca e pelos nossos empregos!
15 de junho de 2020
Trabalhadores da Cinemateca Brasileira

 


Nota de Paralisação dos Trabalhadores da Cinemateca Brasileira | Standstill Notice - Workers of Cinemateca Brasileira

Em: 12/06/2020 20:18

Sem salários, sem trabalho

[version in english below]

O meio cultural é permeado por um discurso do trabalho por amor, do sacrifício para manter o patrimônio cultural, o sacríficio individual missionário.

Basta desse discurso!

Somos profissionais e amamos o nosso trabalho, mas o fazemos também pela remuneração. Lutamos pelo nosso sustento e de nossas famílias!

Salvaguardar o patrimônio cultural brasileiro é dever do Estado e podemos pressioná-lo a isso, a investir efetivamente e a desenvolver uma política cultural a altura das necessidades desse patrimônio! No entanto, não podemos exigir dos indivíduos, dos trabalhadores, que carreguem esse peso nas costas.

Os trabalhadores da Cinemateca Brasileira e da TV Escola, em sua grande maioria CLTs mas também há 11 prestadores de serviços, estão há dois meses ou mais sem receber seus pagamentos. Muito tem se falado sobre o acervo da Cinemateca e o risco que ele corre com um aventado fechamento da instituição pelo governo, mas pouco se fala sobre a situação desses funcionários que não possuem qualquer possibilidade de renda frente a pandemia. À caminho do terceiro mês sem pagamentos, decidimos paralisar nossas atividades neste dia 12 de junho de 2020.

Neste dia ocorrerá uma reunião do Conselho Administrativo da ACERP, empresa gestora da Cinemateca e da TV Escola, que decidirá o futuro da associação. O dia 12 também marca a data limite e arbitrariamente estabelecida pela ACERP para a demissão voluntária de seus trabalhadores, sem o efetivo pagamento da recisão. Então, decidimos cruzar os braços para pressionar o Conselho a chegar a uma decisão e sair do impasse em relação aos trabalhadores.

Queremos um posicionamento claro da empresa, uma declaração da situação de seu caixa e planejamento de suas ações para que parem de brincar com a nossa sobrevivência e que encaminhe algo resoluto em relação aos pagamentos. Exigimos os pagamentos devidos!

Sem salário, sem trabalho.

Trabalhadores da Cinemateca Brasileira e da TV Escola paralisados!

Ajude os trabalhadores da Cinemateca e suas famílias. Acesse a campanha de arrecadação: https://benfeitoria.com/trabalhadoresdacinemateca


WITHOUT PAYMENT, WITHOUT WORK

The cultural arena is permeated by a discourse of work for love, of sacrifice to maintain the cultural heritage, the individual missionary sacrifice.

Enough of this speech!

We are professionals and we love our work, but we also do it for the payment. We fight for the livelihood of our families!

Safeguarding Brazil's cultural heritage is the responsibility of the State and we can pressure it to do so, to invest effectively and develop a cultural policy that meets the needs of this heritage! However, we cannot demand from individuals, from workers, that they carry this weight on their shoulders.

The employees of Cinemateca Brasileira and TV Escola have not received their payments for two months or more. Much has been said about Cinemateca's collection and the risk it runs with a closure of the institution by the government, but little is said about the situation of the employees who have no possibility of income in the face of the Covid-19 pandemic. On the way to the third month without payments, we decided to stop our activities on June 12, 2020.

On this day, a meeting of the Board of Directors of ACERP, the management entity of Cinemateca and TV Escola, will take place, which will decide the future of the association. The 12th also marks the deadline arbitrarily set by ACERP for the voluntary dismissal of its workers, without the effective payment of the termination. So we decided to sit back and push the Council to come to a decision and move out of the impasse with the workers.

We want a clear positioning of the entity, a statement of the situation of its cash and the planning of their actions so that they stop playing with our survival and that they forward prompt resolution regarding payments. We demand the due payments!

No payment, no job. Workers at Cinemateca Brasileira and TV Escola on strike!

Help the workers of Cinemateca Brasileira and their families. Access the fundraising campaign: 

https://benfeitoria.com/trabalhadoresdacinemateca