Conheça a campanha

Será adquirida e instalada uma pia comunitária com livre acesso à água e sabão para que os moradores de rua, pedestres e ambulantes possam se higienizar e ter acesso a água potável. Acreditamos que a implementação dessa estrutura conjuntamente com informações sobre como realizar o asseio minimizará possíveis contaminações. Essa ação é emergencial e será realizada ainda no mês de maio.
O outro foco desta proposta visa subsidiar custos de manutenção dos três espaços culturais independentes que se instalaram na comunidade em 2012 e que sem poder atender ao público correm o risco de fechar. A verba arrecadada será imediatamente entregue aos respectivos gestores para minimizarem os riscos de fechamento. O Espaço PÉ DiReitO (teatro, dança e circo), o Centro de Artes (pintura, escultura, mosaico) e o Projeto Cultural Waldir Azevedo (música) oferecem gratuitamente cursos, exposições e apresentações para a comunidade, além de receberem e fomentarem políticas públicas de cultura para a região. Manter essas ações onde nunca existiu um único equipamento público é de extrema importância para a comunidade e para o mercado cultural pois são essas três iniciativas que permitem que ações culturais cheguem até a Vila Telebrasília. Tais ações além de propiciarem arte, cultura, educação e formação para os moradores, têm impacto direto na economia local pois atraem frequentadores de outras localidades que consomem na Vila e que inclusive ajudaram a colocar região no mapa do DF, pois muitos frequentadores externos sequer conheciam a região. Foram realizadas centenas de projetos culturais que apareceram na imprensa e que ajudam a desmistificar a região como uma periferia perigosa. Hoje existem 5000 moradores na região que serão beneficiados, mas esses espaços atendem também a todo o Distrito Federal, tanto o público, como artistas que precisam apresentar suas produções e também para pessoas em busca de formação artística. Ajudar esses espaços é ajudar a comunidade a ter acesso a bens culturais de qualidade e ajudar a cadeia produtiva da cultura que precisa de espaços alternativos para poder pesquisar, fruir, se formar e se reciclar.
Entendemos que essa pandemia vai gerar sequelas sociais, econômicas e psicológicas gigantescas e que as artes têm um papel fundamental na reconstrução de uma sociedade sadia e bem informada. Por isso acreditamos ser necessário preservar e proteger iniciativas que ajudem os seres humanos a lidar com seus medos, anseios, e que ajudem a comunidade a se reconhecer, se reerguer e se fortalecer.

Meu nome é Pedro Martins, sou formado em artes cênicas pela UnB, pós graduado em circo pela Uningá e gestor em empreendimentos culturais pelo SENAC. Já me apresentei por todo o pais e fiz temporadas de sucesso em diversas capitais. Sempre acreditei que Brasília era uma cidade que inspirava a criação artística e em 2012 decidi contribuir com esse ideal. Ao perceber uma discrepância na política pública de fomento cultural, que beneficiava inúmeros projetos a serem apresentados na Vila Telebrasília, devido a seu baixo IDH, mas que desconhecia a falta de equipamentos culturais impedindo que essas ações de realmente atingir seu público-alvo, criei o Espaço PÉ DIReitO.
O Espaço PÉ DiReitO foi criado em 2012 para atender a população da Vila Telebrasília e foi o primeiro equipamento cultural da comunidade em mais de 50 anos. Posteriormente com a abertura do Centro de Artes (2013) e do projeto Waldir Azevedo (2012), esses três espaços vem atuando nas áreas de artes cênicas, artes visuais e música, promovendo aulas, cursos, exposições e apresentações gratuitas para a comunidade. Mesmo as ações privadas possuem cotas significativas para a comunidade e fomentam o comércio e a economia local. Além de dar foco e trazer visibilidade para a comunidade. Esses três espaços sempre foram comprometidos com a cidadania, formação, lazer e cultura para essa comunidade tantos anos abandonada pelo estado. Foi nesses locais que moradores tiveram seu primeiro contato com o teatro, o circo, a dança contemporânea, a música erudita, o chorinho, a pintura etc. São locais de respeito à diversidade e que também impulsionam economicamente os pequenos comércios locais. Por se tratar da sobrevivência de 3 espaços culturais independentes, criados, geridos e mantidos por artistas, acreditamos na nossa capacidade de mobilização e criatividades pois já dependíamos delas para existir. Possuímos habilidades em produção de conteúdo, produção de eventos e também de mobilização e engajamento, principalmente por se tratar de uma causa coletiva.
Um exemplo disso é que recentemente consegui arrecadar em menos de uma semana através de meus contatos do WhatsApp uma quantia de 3 mil reais para ajudar um palhaço que sofreu AVC e estava impossibilitado de trabalhar e cuidar de sua família. Acredito ter capacidade de mobilização e uma boa rede de apoiadores.

A Vila Telebrasília foi fundada em 1956 pelos candangos na época da construção de Brasília e permaneceu como invasão, abandonada pelo governo local até 2008 quando foi finalmente regularizada e passou a fazer parte da Região administrativa do Plano Piloto (RA 1). Nesse momento foi instalado esgoto, energia e asfalto e os moradores receberam as escrituras de suas casas. Mas até o ano de 2012 não existia nenhum espaço ou equipamento público (escola, creche, quadra de esportes, centro cultural) que pudesse receber eventos culturais, e por consequência, investimentos em políticas públicas, como as ações apoiadas pelo Fundo de Apoio a Cultura do DF. Essas ações simplesmente não chegavam ao local. Somente através de iniciativas particulares de artistas é que foram criados os 3 espaços culturais alternativos dessa ação. Que formaram público, ajudaram a implementar políticas públicas de cultura, ofertar dezenas de cursos e formação gratuita para moradores da comunidade além de criar pólos de trabalho para moradores. Devido a pandemia os espaços se encontram fechados desde o dia 11 de março e com sérios riscos de fecharem suas portas, retrocedendo em pelo menos uma década as conquistas no âmbito educacional e cultural.
Outra questão a se observar é o caso de haverem pessoas em situação de rua que contam com a boa vontade de moradores e comerciantes para ter acesso a água. E nesse momento de quarentena essas pessoas estão encontrando mais dificuldades por conta do medo de contágio. Por isso acreditamos que a implementação da pia comunitária deve diminuir os riscos deste contágio e pode ser um local para o estímulo das boas práticas de higiene e de acesso à informação. Acreditamos também que pedestres e ambulantes serão beneficiados com tal ação.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.


O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.
Será ad
