Conheça a campanha
É de conhecimento geral a dificuldade de se publicar livros acadêmicos, seja por conta dos custos elevados de produção desse tipo de material ou pelo mísero incentivo de tal prática em nosso país, principalmente nos últimos anos, em que a universidade sofreu muitos cortes de verbas e múltiplos ataques do atual governo.
Nesse sentido, o selo acadêmico da editora Urutau — Margem da Palavra — busca viabilizar a publicação acadêmica por meio de uma política de pré-vendas.
Tradicionalmente tais publicações são dependentes do pagamento das pesquisadoras e pesquisadores ou de algum tipo de fomento do Estado. A parceria entre autoras/autores e editora tem como objetivo viabilizar a publicação diminuindo os impasses financeiros que tornam a materialização da pesquisa em formato livro viável. A pré-venda garantirá a produção, a circulação e o pagamento de 10% de direitos autorais em livros para quem os escreveu.
Essa pré-venda é do pesquisador Roan Costa Cordeiro para a publicação de sua dissertação: "VOZES DA METAFÍSICA: CRÍTICA DA LINGUAGEM E DA NEGATIVIDADE EM GIORGIO AGAMBEN" no formato livro.
As primeira meta é para a publicação de 50 exemplares e o valor minímo para isso é R$ 5.500,00.
Esse valor cobrirá os seguintes custos:
Preparação e revisão de texto;
Diagramação;
Capa;
Coordenação editorial e gráfica;
ISBN e ficha catalográfica;
Impressão dos livros no formato 16x23 cm, papel pólen 90 gr, com 200 páginas aproximadas;
Frete de envio dos livros;
10% de direitos autoriais.
Resumo do trabalho:
Neste trabalho investigamos a constituição de uma profunda e densa experiência de pensamento sobre o problema da linguagem trilhada pelo filósofo italiano Giorgio Agamben. Ao centralizar a análise nas obras precedentes ao projeto Homo sacer (1995-2015), consideramos sua ressonância nos demais planos de sua obra. No primeiro capítulo, a fórmula do "experimentum linguae" (ambígua experiência/experimento com a língua/linguagem) permite conectar a reflexão sobre a linguagem ao problema da negatividade presente em Homem sem conteúdo (1970), Estâncias (1977) e Infância e história (1978). No segundo capítulo, voltamo-nos à obra A linguagem e a morte (1982) explorando as cisões e articulações entre voz e linguagem que se colocam no substrato do pensamento ocidental e dão origem a uma fundamentação negativa ("metafísica") da experiência humana com a linguagem. No terceiro capítulo, desdobramos implicações práticas desse construto na concepção de sacrifício presente em nosso edifício político-normativo. Ao apostar no questionamento radical da negatividade, a crítica agambeniana abre lugar para que pensemos novas experiências com a linguagem e com a política nos limiares de nossa condição "humana", o que Agamben também denomina ética.