Woyzeck - Zé Ninguém
Brasil

Woyzeck - Zé Ninguém

Teatro, circo e show de horrores se misturam com canções de Gonzaguinha para transportar o soldado Woyzeck, do clássico alemão, para a realidade brasileira.

Campanha Financiada com Sucesso!

Finalizada em 21/05/2018

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Conheça a campanha

O espetáculo "Woyzeck - Zé Ninguém" é uma realização do Teatro Terceira Margem em parceria com artistas independentes e conta com direção de Caio Rodrigo. Nossa temporada de estreia, apresentada em novembro de 2017, no Goethe-Institut, foi feita completamente na raça, sem edital, sem patrocínio ou apoio financeiro, de forma colaborativa, graças ao esforço e investimento de todos os artistas envolvidos.

Estamos agora em fase de produção da segunda temporada que ocorrerá de 17 a 27 de maio de 2018, em parceria com o Teatro Vila Velha. A sua colaboração é muito importante para que consigamos cobrir todos os custos e retornarmos a cartaz, mantendo viva a chama do teatro.

Depoimento

Há certas peças de teatro que deveriam ser levadas ao palco de tempos em tempos, porque sempre teremos algo a dizer, através das palavras daquele autor. É isso o que torna um texto um clássico. Esta capacidade que ele tem em se comunicar com o tempo em que ele é apresentado no palco.

A peça “Woyzek”, de Georg Büchner, escrita em 1836, quando o autor tinha apenas 23 anos de idade e morreu, deixando-a inacabada, é, na minha opinião, uma dessas peças. Cada momento histórico, social, cada convulsão da sociedade encontrará reflexo no texto vigoroso de Büchner.

Porém, somente a qualidade extraordinária do texto não garante a acuidade do espelho. É necessária uma encenação que sirva de apoio e moldura à forca original da obra. É aqui que reside a força dessa montagem. A vigorosa encenação, apesar de uma aparente simplicidade, consegue articular os elementos cenográficos, de figurino e a música, evocando uma atmosfera de um freak-show circense, e prometendo um mergulho no mundo grotesco do universo de Büchner. O destaque absoluto acaba sendo o trabalho dos atores.

A montagem de “Woyzek - Zé ninguém”, é um pequena joia, uma peça que precisamos assistir hoje, no Brasil atual, no mundo atual, para que nos sirva de espelho.

                                                                                                 Celso Junior - professor, ator e diretor teatral

O Espetáculo

«Na fusão e na dissonância do sublime e do inferior reside a origem do grotesco.»

O nosso Woyzeck nasce da vontade de investigar a exploração do homem pelo próprio homem e a formação de todos os automatismos sociais que nascem em decorrência disso.

Baseada em fatos reais, a peça traz a história de um homem que se desdobra em mil funções para tentar sustentar a sua família. Além de soldado do exército, Woyzeck ou simplesmente “Zé” é tomado como objeto de pesquisa por um médico e faz bicos de barbeiro nas horas vagas. Sendo oprimido circunstancialmente por todos aqueles ao seu redor, só lhe resta uma saída: protagonizar o show de horrores que é a sua própria vida.

A direção de Caio Rodrigo parte do original de Büchner e propõe transportar o soldado Woyzeck, que é o primeiro protagonista proletário da literatura alemã, para a realidade social e cultural brasileira. De forma bem particular, a encenação mistura as estéticas do circo e do show de horrores com o universo popular das canções de Gonzaguinha. Cortes abruptos e cenas ritmadas cinematograficamente ditam o tom dos acontecimentos e conduzem a trajetória desta que é considerada uma possível «situação dramática universal do homem comum».

Quem Realiza

Caio Rodrigo é diretor, ator e produtor. Formado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia, já atuou em mais de 20 espetáculos, dentre eles, Murmúrios, (2006) direção de Nehle Frank; Joana D`Arc, (2009), direção de Elisa Mendes; As Confrarias, (2013), vencedor de melhor espetáculo adulto do Prêmio Braskem e Dark Times (2016), ambos dirigidos por Paulo Cunha. Com Pólvora e Poesia, (2010), dirigido por Fernando Guerreiro,  Caio foi indicado a melhor ator e a peça foi vencedora na categoria de melhor espetáculo adulto do Prêmio Braskem, circulando por todo o Brasil participando do projeto Palco Giratório.

Criador do núcleo de investigação Teatro Terceira Margem, realizou os projetos solo: Cartografia do Abismo, (2013) com direção de Luis Alonso, em parceria com o OCO teatro laboratório, participando de diversos festivais nacionais e internacionais; e O Bobo (2016), compartilhando o espaço criativo com Daniel Guerra, Juracy do Amor e Ian Fraser.

Foi diretor assistente e produtor executivo do espetáculo Namíbia,não! com direção de Lázaro Ramos, projeto que se mantém em cartaz há 8 anos.

Criador da Artesania Projetos Culturais, em parceria com Ian Fraser e Carmelito Lopes, realizou sua primeira direção com o espetáculo A máquina que dobra o nada, vencedor do prêmio Braskem de melhor espetáculo infanto-juvenil em 2015.

Em 2017, estreia Woyzeck - Zé Ninguém, com ótima repercussão de publico, espetáculo indicado ao Prêmio Braskem na categoria especial, pela direção musical feita por Elinas Nascimento.

Ficha Técnica

Direção – Caio Rodrigo
Co-direção – Guilherme Hunder
Texto original – Georg Buchner
Adaptação - Caio Rodrigo
Elenco – Felipe Viguini, Simone Brault, Wanderlei Meira, Caio Rodrigo, Rui Mantur, Marcos Lopes e Elinas Nascimento.
Produção – Raquel Bosi e Queila Queiroz
Direção musical – Elinas Nascimento
Trilha Sonora – Caio Rodrigo e Elinas Nascimento
Direção de movimento e coreografias – Mônica Nascimento
Cenário – Caio Rodrigo
Figurinos – Guilherme Hunder
Iluminação – Pedro Dultra
Maquiagem – Guilherme Hunder
Desenho de arte – Luís Parras
Operação de Luz – Tarsila Batista Passos
Cenotécnico – Ademir (Escola de teatro da UFBA), Marcos Nunez (Miniusina)
Costureiras – Regina Bosi e Sarai Reis
Fotografia – Diney Araujo
Arte gráfica – Ian Fraser
Realização – Teatro Terceira Margem e Artistas independentes.

Orçamento

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