[SC]Povo Indígena Xokleng contra o Covid |

[SC]Povo Indígena Xokleng contra o Covid

O povo Indígena Xokleng grita socorro e conta com sua ajuda na luta contra o Covid-19 e nosso objetivo é diminuir seu impacto na Terra Indígena Laklãnõ.

Projeto por: Isabel Gakran
R$ 21.375,00
arrecadado
meta R$ 29.010,00

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POR

Isabel Gakran

Isabel Gakran
R$ 100
Chaveiro Indígena Xokleng
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Artesanato Indígena Entrega a combinar após a campanha .

10 disponíveis.
R$ 250
Colar Indígena
1 benfeitor apoiando
Artesanato Indígena Xokleng Entrega a combinar após a campanha .

7 disponíveis.
R$ 500
Flecha indígena miniatura
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5 disponíveis.
R$ 1.000
Cestaria
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5 disponíveis.
R$ 2.000
Cerâmica Indígena Xokleng
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2 disponíveis.
R$ 5.000
Lança tradicional Xokleng
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Artesanato indígena Xokleng Entrega a combinar após a campanha .

2 disponíveis.

As populações indígenas estão totalmente vulneráveis à Covid-19. Modos de vida tradicionais coletivos, com quadros de imunidade mais baixa que dificultam a necessidade de isolamento, e com pouco acesso a serviços de saúde e hospitais, além do acesso a comunicação ser prejudicado pois as informações chegam sempre em português. A quarentena do povo do Xokleng, com o fechamento de suas fronteiras, ainda que consiga frear a entrada do Coronavírus nas aldeias, já está gerando uma série de consequências e escassez, porque que os indígenas dependem de relações comerciais com os centros urbanos para a obtenção de recursos.

O projeto em primeiro momento consiste na produção independente audiovisual, produzidos por membro da comunidade Indígena Xokleng localizada no Sul da Mata Atlântica a fim de criar conteúdo direcionados através das redes sociais para toda Terra Indígena laklãnõ- Xokleng. Materiais esses que sustentem a preocupação de se cuidar, prevenir, e conscientização sobre o Covid-19. Utilizando a língua materna Indígena Xokleng o idioma falado nessa comunidade, facilitando a compreensão em uma linguagem direta e acessível e que relembram aos indígenas momentos de atenção e afeto na comunidade, com o intuito de fortalecê-los, incentivando a cooperação e corresponsabilidade de todos. Faz-se necessária a produção de conteúdo produzido por membros da comunidade, priorizando a comunicação numa perspectiva mais próxima da realidade. Conscientização, redução de danos e alternativas de proteção de baixo custo serão os focos da rede audiovisual indígena e suas campanhas de conscientização. Estamos aos poucos vendo a real gravidade dentro das Aldeias, mas infelizmente não sabemos até que ponto chegará as consequências dessa pandemia.

A produção dos vídeos e dos materiais gráficos serão criados via colaboração remota por cineasta indígenas membros da mesma família, a fim de evitar aglomerações. A distribuição desses vídeos e materiais gráficos será feita via internet: instagram, grupos do facebook e whatsapp.

Em paralelo, outra ação a ser desenvolvida será a criação de uma horta comunitária, os povos indígenas tradicionalmente dedicam grande parte do seu tempo em atividades relacionadas à alimentação, pós contato com os não indígenas e com território reduzido bruscamente essa realidade foi mudando. Nosso objetivo e a criação de horta comunitária visando nossa cultura e tradição. A terceira ação segue também em paralelo as outras que será a distribuição de álcool gel para cada família xokleng laklano no combate direto ao Corona vírus, cumprindo todos os cuidados que demanda o Ministério da Saúde.

Somos os índios Xokleng, já fomos conhecidos por Botocudos, Botocudos do Sul e Bugres. Já ocupamos vasta região do sul do Brasil, desde o centro do Paraná até o Nordeste do Rio Grande do Sul, incluindo quase todo o centro-leste do Estado de Santa Catarina excetuando a orla marítima. Sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase nos exterminou na totalidade de mais de 8 mil Xokleng sobrou apenas 100 sobreviventes. Hoje somos aproximadamente 3.878 Indigenas Xokleng reexistindo, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de nossa terra.

Agora temos um novo inimigo em comum que se chama Covid-19. Nós os índios Xokleng estamos nos preparando para combater esse vírus de frente, certo que vamos vencer. Contamos com a ajuda de todos, para que possamos orientar, ajudar e salvar nosso povo na esperança de um futuro melhor.

A Terra Indígena Laklano/Xokleng está situada no sul da Mata Atlântica, localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI ocupa área de floresta subtropical, que até os anos 60 era riquíssima em palmito, mas a extração predatória praticamente o extinguiu. No início dos anos 70 a floresta nativa, onde abundavam madeiras nobres, começou a ser explorada por madeireiras, toda a reserva de madeira praticamente se extinguiu em meados dos anos 80.

A partir dos anos 70, a TI Xokleng sofreu outra grande transformação com a construção da Barragem Norte, que inundou cerca de 900 hectares das terras mais planas e agricultáveis da comunidade indígena Xokleng.

Com a inundação, os Xokleng tiveram de se mudar para as partes altas da TI ainda hoje o processo de indenização aos Xokleng, pela inundação de parte da TI não avançou; também não houve a construção total de casas, pontes e estradas prometidas, assim hoje o total de 3.878 indígenas que compõe 817 famílias se encontram em vulnerabilidade tanto socioeconômico quanto de Saúde, pois não há atendimento médico especializado, como determina a lei, os indígenas dependem do SUS. A comunidade convive com a tuberculose, a desnutrição e doenças sexualmente transmissíveis como HIV, e agora a pandemia Covid-19 que nos deixa em sério risco de extinção novamente. Na Terra Indígena não tem hospitais, saneamento básico, coleta de lixo nem mercados, tão pouco transporte público e depende totalmente do centro de José Boiteux que fica a 30 quilômetros da comunidade, para as necessidades básicas.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.

O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.

COLABORAÇÕES EXTERNAS

R$1.000,00

colaborador

A campanha [SC]Povo Indígena Xokleng contra o Covid captou os valores acima através de ações de arrecadação independentes, ou seja, fora da plataforma Benfeitoria. Ficou com dúvidas? Clique aqui

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As populações indígenas estão totalmente vulneráveis à Covid-19. Modos de vida tradicionais coletivos, com quadros de imunidade mais baixa que dificultam a necessidade de isolamento, e com pouco acesso a serviços de saúde e hospitais, além do acesso a comunicação ser prejudicado pois as informações chegam sempre em português. A quarentena do povo do Xokleng, com o fechamento de suas fronteiras, ainda que consiga frear a entrada do Coronavírus nas aldeias, já está gerando uma série de consequências e escassez, porque que os indígenas dependem de relações comerciais com os centros urbanos para a obtenção de recursos.

O projeto em primeiro momento consiste na produção independente audiovisual, produzidos por membro da comunidade Indígena Xokleng localizada no Sul da Mata Atlântica a fim de criar conteúdo direcionados através das redes sociais para toda Terra Indígena laklãnõ- Xokleng. Materiais esses que sustentem a preocupação de se cuidar, prevenir, e conscientização sobre o Covid-19. Utilizando a língua materna Indígena Xokleng o idioma falado nessa comunidade, facilitando a compreensão em uma linguagem direta e acessível e que relembram aos indígenas momentos de atenção e afeto na comunidade, com o intuito de fortalecê-los, incentivando a cooperação e corresponsabilidade de todos. Faz-se necessária a produção de conteúdo produzido por membros da comunidade, priorizando a comunicação numa perspectiva mais próxima da realidade. Conscientização, redução de danos e alternativas de proteção de baixo custo serão os focos da rede audiovisual indígena e suas campanhas de conscientização. Estamos aos poucos vendo a real gravidade dentro das Aldeias, mas infelizmente não sabemos até que ponto chegará as consequências dessa pandemia.

A produção dos vídeos e dos materiais gráficos serão criados via colaboração remota por cineasta indígenas membros da mesma família, a fim de evitar aglomerações. A distribuição desses vídeos e materiais gráficos será feita via internet: instagram, grupos do facebook e whatsapp.

Em paralelo, outra ação a ser desenvolvida será a criação de uma horta comunitária, os povos indígenas tradicionalmente dedicam grande parte do seu tempo em atividades relacionadas à alimentação, pós contato com os não indígenas e com território reduzido bruscamente essa realidade foi mudando. Nosso objetivo e a criação de horta comunitária visando nossa cultura e tradição. A terceira ação segue também em paralelo as outras que será a distribuição de álcool gel para cada família xokleng laklano no combate direto ao Corona vírus, cumprindo todos os cuidados que demanda o Ministério da Saúde.

Somos os índios Xokleng, já fomos conhecidos por Botocudos, Botocudos do Sul e Bugres. Já ocupamos vasta região do sul do Brasil, desde o centro do Paraná até o Nordeste do Rio Grande do Sul, incluindo quase todo o centro-leste do Estado de Santa Catarina excetuando a orla marítima. Sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase nos exterminou na totalidade de mais de 8 mil Xokleng sobrou apenas 100 sobreviventes. Hoje somos aproximadamente 3.878 Indigenas Xokleng reexistindo, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de nossa terra.

Agora temos um novo inimigo em comum que se chama Covid-19. Nós os índios Xokleng estamos nos preparando para combater esse vírus de frente, certo que vamos vencer. Contamos com a ajuda de todos, para que possamos orientar, ajudar e salvar nosso povo na esperança de um futuro melhor.

A Terra Indígena Laklano/Xokleng está situada no sul da Mata Atlântica, localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI ocupa área de floresta subtropical, que até os anos 60 era riquíssima em palmito, mas a extração predatória praticamente o extinguiu. No início dos anos 70 a floresta nativa, onde abundavam madeiras nobres, começou a ser explorada por madeireiras, toda a reserva de madeira praticamente se extinguiu em meados dos anos 80.

A partir dos anos 70, a TI Xokleng sofreu outra grande transformação com a construção da Barragem Norte, que inundou cerca de 900 hectares das terras mais planas e agricultáveis da comunidade indígena Xokleng.

Com a inundação, os Xokleng tiveram de se mudar para as partes altas da TI ainda hoje o processo de indenização aos Xokleng, pela inundação de parte da TI não avançou; também não houve a construção total de casas, pontes e estradas prometidas, assim hoje o total de 3.878 indígenas que compõe 817 famílias se encontram em vulnerabilidade tanto socioeconômico quanto de Saúde, pois não há atendimento médico especializado, como determina a lei, os indígenas dependem do SUS. A comunidade convive com a tuberculose, a desnutrição e doenças sexualmente transmissíveis como HIV, e agora a pandemia Covid-19 que nos deixa em sério risco de extinção novamente. Na Terra Indígena não tem hospitais, saneamento básico, coleta de lixo nem mercados, tão pouco transporte público e depende totalmente do centro de José Boiteux que fica a 30 quilômetros da comunidade, para as necessidades básicas.

Match-funding é como uma vaquinha turbinada: uma nova modalidade de fomento, que mistura o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.

O Fundo Colaborativo Enfrente, composto pela Fundação Tide Setubal e demais parceiros (vide aba “Parceiros” em benfeitoria.com/enfrente) poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado a triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.

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