Conheça a campanha
Nossa Formatura
Chegou a hora! Zucco é o espetáculo de formatura da nossa turma de Interpretação Teatral da Escola de Teatro da UFBA. Estreamos no dia 03 de março de 2018 no Teatro Martim Gonçalves em Salvador e ficamos em cartaz por três semanas realizando 12 apresentações inteiramente gratuitas abertas ao público.
A verba que a Universidade destina para a montagem não é suficiente para cobrir todos os nossos custos, então para tirar essa peça do papel, nós contamos com a sua colaboração. O valor arrecadado será utilizado para confecção de figurino, cenário, iluminação, maquiagem, divulgação e ajuda de custo para profissionais convidados.
O Diretor
Contamos com a direção de Gil Vicente Tavares, professor da Universidade e diretor de grande reconhecimento no cenário teatral baiano. Entre os seus espetáculos recentes podemos destacar: Sargento Getúlio (2011), que recebeu os Prêmios Braskem de melhor espetáculo adulto e melhor ator, além de ter rodado o Brasil com o Palco Giratório; Quarteto (2014); Caymmi: do rádio para o mundo (2014); SADE (2015), texto de Gil, que recebeu o Prêmio Braskem de melhor texto.
No ano passado (2017) Gil montou duas peças, Os pássaros de Copacabana e Um Vânia, que juntas receberam 9 indicações ao Prêmio Braskem.
Sobre o Espetáculo
Com texto de Bernard-Marie Koltès, autor francês, a peça apresenta o panorama de uma sociedade marcada pela deterioração das relações inter-pessoais. A falta de amor fica evidente mesmo dentro do núcleo familiar. No seu lugar só se vê violência, crueldade e intolerância. Pessoas solitárias vivendo interações que carecem de humanidade.
Acompanhamos a trajetória de Roberto Zucco, um rapaz jovem, que comete diversos assassinatos em série, mas que ao mesmo tempo é capaz de gestos delicados e doces. As reações de pessoas comuns da população frente aos seus crimes, revelam como é tênue a linha que a sociedade estabelece entre comportamentos considerados normais e aqueles que são apontados como anormais.
No atual quadro político, interações sociais se transformam, num piscar de olhos, em discussões e agressões. As pessoas convivem de forma tão íntima com a violência, que não se afetam mais com ela, se alimentam dela.
Saja, professor do departamento de Filosofia da UFBA coloca que: "Zucco é uma breve crônica dos tempos. Vivemos numa época de muito ressentimento. Existe um fogo amigo. E esse fogo é de uma grande crueldade. É o espírito da época, da era da mídia, somos os midievais. Tudo está à flor da pele. É uma violência gratuita."
Encenar essa peça, que poderia muito bem ter sido escrita no Brasil de 2017, é um ato de resistência ao espírito de intolerância e conformidade, à banalização da crueldade.
Ficha Técnica
Texto: Bernard-Marie Koltès
Direção: Gil Vicente Tavares
Assistência de Direção: Guilherme Hunder
Elenco: Ana Scheidegger, Águeda Tavares, Artur Moura, Carluce Couto, Dimitria Herrera, Fábio Machado, Felipe Viguini, Genário Neto, Junior Brito, Klaus Hastenreiter, Mila Lapa, Ronei Silva, Tulasi Devi
Direção de Movimento: Bárbara Barbará
Direção Musical: Luciano Bahia
Iluminação: Eduardo Tudella
Figurino: Tina Melo
Design Gráfico: Guto Chaves
Direção de Produção: Felipe Viguini